It’s Christmas time in the City

Passei o Natal longe da família, mas “em casa”, com muitos amigos!

Dia 22 os amigos Eugenia e Pietro convidaram para um jantar no apartamento deles. Minha intenção era preparar pão de queijo como aperitivo, mas, como não deu muito certo (nunca tive tanto trabalho com uma mistura pronta…), teve de ficar de sobremesa!

Com Dori, Ranjitha, Pietro, Eugenia e Rania

Verificando se o pão de queijo estava comestível! 😉

Dia 23 fui até o Carnegie Hall para comprar um ingresso de estudante para um concerto da Orquestra de Cordas de Nova Iorque… esgotado! Pra não perder a ida a midtown, fui a um evensong, um culto anglicano na Saint Thomas Church Fifth Avenue, com direito a música coral do início ao fim. Sentei no segundo banco pra ouvir e ver tudo de pertinho! Fiquei de alma bem mais leve após uma hora de música de Natal. Na volta para casa, porém, um congestionamento de trens fez com que a viagem demorasse 45 minutos, mais que o dobro do normal… Altos e baixos natalinos em NYC!

Dia 24, bah, fiz faxina. Quase enlouqueci limpando todo o apartamento e colocando no lixo materiais do semestre findo para fazer espaço para os materiais do semestre vindouro. Terminei a tempo de tomar banho e me preparar para o culto. Fui com a amiga Misako até a Morning Star New York (MSNY) no Upper East Side (lado leste do Central Park), já que na City Grace, nossa igreja, não teria culto na noite de Natal. Quando chegamos lá é que ficamos sabendo que o culto era na sala de reunião da MSNY no Upper West Side, ou seja, no lado oposto do parque. (Pra deixar bem claro, a culpa não foi nossa: o site da igreja não dizia se seria no lado leste ou no oeste, e como normalmente os cultos são no leste, apenas seguimos o padrão). Lá fomos nós, tomar um táxi para o Upper West Side… chegamos a tempo de participar de meio-culto! Depois jantamos num restaurante francês, La Bonne Soupe (a sopa era bem mais que apenas “boa”).

Dia 25 às 11:15 da manhã, brunch natalino no Upper West Side com a Leslie, outra amiga da City Grace, em outro restaurante francês, Café du Soleil. Pura coincidência o restaurante também ser francês! Como deixamos pra escolher o lugar, tipo assim, às 9h da manhã (!), tivemos sorte de conseguir uma reserva. Muita sorte. A refeição estava deliciosa e superlinda também; vide, por exemplo, minha sobremesa. 😉

Profiteroles! 😀 (Ou melhor, um só profiterole gigante!)

Dia 25 ainda teve tempo pra conferência de família, um lanche com amigos num bar mexicano, e uma partida de Siedler (ou Settlers ou Descobridores de Catan, um dos melhores jogos de tabuleiro do mundo!) na cozinha minúscula aqui do apartamento. 😛

Dia 26 era pra ter sido o dia da inauguração dos meus patins de gelo. Por causa da chuva, nada de patinação (indoors não tem graça!), e o dia acabou sendo de muita caminhada na chuva! Ajudei a Misako a encontrar um par de patins para ela, e comprei também algumas coisas básicas pra mim: um filtro de água e, quem diria, mais material de limpeza. Que coisa mais incontrolável.

À noite, reunião com amigas e amigos da igreja pra assistirmos a um filme. No fim das contas, típico: não assistimos a filme nenhum, e acabamos jogando broken picture telephone – um jogo parecido com “telefone sem-fio”, mas com frases e desenhos. Nunca tinha jogado, mas amei. Coisas incríveis podem acontecer nesse jogo. Dois exemplos espetaculares (e ao mesmo tempo de certa forma compreensíveis, eu acho): o que no início era a Carmen Miranda chegou no final como um robô; o que era a lua virou uma bola de boliche.

Dia 27: culto e almoço de Natal na igreja. Em seguida, fui com Misako, Naoki e Kyle patinar no gelo no lago do Bryant Park (atrás da biblioteca pública e com vista para vários outros prédios-marco da cidade, incluindo o Empire State, o Chrysler e o Rockefeller Center!). Virarei freguês, porque é grátis para quem tem patins.

Meus três amigos patinaram lindamente. Eu, claro, nem tanto. Vamos com calma. Patinei algumas vezes no Canadá, alguns anos atrás, mas ainda tenho muito que praticar e aprender pra atingir certa desenvoltura na coisa. Apesar de perder o equilíbrio algumas vezes, pelo menos não caí nenhuma vez! Isso indica que, muito em breve, estarei em condições de realizar meu plano inicial: largar essa história aí de Direito Internacional me tornar professional ice skater. Obviamente não há mais tempo pra ir às Olimpíadas de Inverno de Vancouver daqui a pouco mais de um mês, mas quem sabe daqui a um ano?

Depois da patinação, jantamos no Favela Cubana, um restaurante brasileiro-cubano aqui no Village, e viemos aqui pra casa jogar Descobridores de Catan! (Eu não me canso desse jogo!) Depois de passarmos umas 15 horas juntos, estávamos um pouco cansadinhos, não uns dos outros, mas fisicamente da patinação e intelectualmente do jogo! Cada um foi para o seu canto (e eu tive o raro privilégio de já estar no meu canto e portanto não precisar ir a lugar nenhum!), na certeza de dormir como uma pedra (ou melhor, como um minério!) sem precisar contar ovelhas. (Os leitores que já jogaram Descobridores hão de perceber, neste ponto, que são duplamente privilegiados, primeiro por terem jogado o jogo, e segundo por entenderem a piada.)

Pista de patinação no Bryant Park

Bryant Park & the Moon

Where is the Chrysler Building? Quando saíamos do Bryant Park, me chamou a atenção o reflexo do Chrysler Building no prédio à direta da fonte (com um pouco de esforço, dá pra ver; peço compreensão, por favor, quanto ao fato de que tirei esta foto noturna sem tripé!). Olhamos para trás e percebemos que, de onde estávamos, não conseguíamos ver o próprio Chrysler Building! Ooohhh… reflexos sinistros… 😛

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