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Sábado em Berna

Quando escrevi sobre a semana em Genebra, escondi o jogo sobre a atividade de sábado, porque ela mereceu um post todo seu, com muitas fotos! Na companhia do amigo Atul, finalmente fui conhecer Berna. Depois de morar em Genebra por quatro meses e passar algumas vezes pela Suíça, nunca tinha visitado a capital do país! Não vou dizer que um dia seja suficiente, mas já dá pra ver bastante. Berna é uma cidade pequena, perfeita para caminhar.

O passeio começou pela viagem de trem de Genebra até lá, sábado de manhã não-tão-cedinho (porque ninguém e de ferro). Apesar da neblina, as montanhas e o lago nos brindaram com algumas vistas lindas, como esta – perto de Lausanne, pouco antes do trem se afastar do lago:

Ao chegarmos à estação de trem de Berna, a Valériane – colega minha e do Atul dos tempos de NYU – já nos esperava para nos abraçar na plataforma. Isso é que é hospitalidade! Fomos caminhando (e colocando as conversas de quase cinco anos em dia) rumo ao Rio Aare. Dali se vê o lado sul da Bundeshaus, o Palácio Federal da Suíça, onde funciona o parlamento:

O restaurante para o qual a Valériane nos convidou, à margem do rio, é o Schwellenmätteli (tenta pronunciar que é divertido!). Lá nossa anfitriã não conseguia parar de rir (de alegria, ela disse, mas provavelmente também um pouco de vergonha alheia) das minhas extravagâncias suíças. Rivella é um refrigerante à base de soro de leite; está para os suíços mais ou menos o que o guaraná está para os brasileiros nostálgicos no exterior. Depois do almoço… café? Claro que não: Ovomaltine, também tipicamente suíço. Tudo isso, pontualmente, conforme meu relógio Swiss made.

A Valériane não pôde continuar conosco à tarde, então seguimos Atul e eu para o turismo intensivo! Seguimos caminhando à beira do Aare até o Parque dos Ursos, símbolo da cidade.

Um urso pousou para foto, mas não parecia muito feliz :/

Visto o Parque dos Ursos, fomos ao Altes Tramdepot, o antigo terminal de bondes. Ali há um centro de informações turísticas, onde assistimos a um vídeo sobre Berna – história e atrações. Há também um restaurante (muito bom, segundo a dica da minha irmã).

Além disso, é um lugar estratégico para começar a visita à Cidade Antiga de Berna – inscrita na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 1983. Dali, é só atravessar a ponte (Nydeggbrücke) sobre o Rio Aare para chegar à rua principal (Gerechtigkeitsgasse) da Cidade Antiga.

Na Gerechtigkeitsgasse (assim como em muitas outras ruas da Cidade Antiga), as calçadas ficam ao abrigo dos prédios que, lado a lado, formam um longo corredor de galerias. No centro da rua há diversas fontes, muitas com esculturas e outras formas decorativas.

Sobre a Nydeggbrücke

As galerias de Berna

Uma das fontes na Gerechtigkeitsgasse

Uma parada ao longo da Gerechtigkeitsgasse fizemos na Einstein-Haus, a casa onde o genial matemático, físico e músico (opa? sim! e tantas outras coisas mais…) Albert Einstein morou de 1902 a 1909. Nesse período, ele publicou 32 trabalhos científicos. Em 1905, conhecido como o annus mirabilis (ano maravilhoso) no campo da Física, aos 26 aninhos (!) ele publicou quatro artigos, dois dos quais estão entre seus mais importantes trabalhos: a Teoria Especial da Relatividade e a descoberta do efeito fotoelétrico, que rendeu a ele o Prêmio Nobel em Física em 1921. Como o próprio Einstein reconheceu, “aqueles foram bons tempos, os anos em Berna”.

De longe já se vê que a Gerechtigkeitsgasse leva à torre Zytglogge, outro símbolo de Berna. Foi construída no início do século XIII e no século XV ganhou um relógio astronômico.

Zytglogge

Zytglogge – detalhe do relógio astronômico

Desviando para uma rua lateral, fomos ver Berner Münster, a catedral de Berna, construída de 1421 a 1893 em estilo gótico tardio.

Berner Münster

Detalhe da porta principal da catedral

É possível subir por escadas a torre de 100,6 metros de altura…

E eu, obviamente, não resisti ao desafio!

Vale a pena, um pouco pelo exercício físico e bastante pelas vistas que se tem da cidade – a oeste:

A leste:

E, ao sul, os Alpes Bernenses:

Detalhe de uma sacada, vista da catedral

Do alto se vê bem o corredor de galerias nas calçadas

Destaque para a rua principal, a torre Zytglogge e, mais ao fundo, a Torre da Prisão

Berner Münster, vista da praça da catedral, à beira do rio Aare

Pouco antes de começar a escurecer, passeamos por volta da Bundeshaus. Do parque que fica no lado sul, com um terraço debruçado sobre o rio, uma bela vista para os Alpes Bernenses:

Fachada sul do Bundeshaus

Em busca de um restaurante para jantar, mais algumas descobertas arquitetônicas interessantes…

Uma caminhada tranquila pelas ruas igualmente tranquilas… (porque às 18h tudo na Suíça fecha e as pessoas começam a se recolher em suas casas!)

Deu tempo até de uma rápida viagem ao passado:

Para não perder o gosto pelas fotos noturnas, a fachada norte da Bundeshaus:

Curia Confoederationis Helveticae – a fachada norte da Bundeshaus

Antes de voltar a Genebra, nada mais suíço que jantar fondue, com vinho da casa. Para o Atul, foi o primeiro; para mim, sei lá, o enésimo – mas sempre gosto! A foto foi para a Valériane, que, mesmo sem poder vir jantar conosco, pelo menos poderia se divertir com nossas turistices. 😀

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Do Brasil à Tanzânia… via Suíça?

Se geograficamente não faz sentido passar pela Europa para ir da América do Sul à África, pode fazer bastante sentido economicamente. A passagem via Europa custava menos que a metade da passagem direta. Por isso, a viagem de trabalho à África começou com uma semana de trabalhos preparatórios em Genebra, onde fica o escritório-sede da minha equipe de trabalho. Escrevi um tanto sobre Genebra (e também postei fotos) durante os quatro meses em que estive por lá em 2010–2011, mas sempre vale recordar nostalgicamente e registrar as novas experiências.

Minha primeira providência ao chegar lá foi ajustar meu relógio oficial da companhia ferroviária suíça (CFF), que comprei na última vez que estive na Suíça. Em homenagem a minhas viagens de trem entre Alemanha e Suíça, resolvi ceder ao apelo de consumo de ter um relógio “Swiss made”. (Sim, o relógio ainda estava atrasado quando tirei a foto.)

Devidamente preparado para a pontualidade suíça, fui para a casa do meu anfitrião: o Atul, um dos meus colegas indianos do mestrado na NYU. Como comentei ao contar sobre o casamento a que fui na Índia em 2013, a hospitalidade indiana é espetacular. No primeiro dia fomos jantar em um restaurante mexicano (porque, enfim, quando se está a fim de comida mexicana, é o que se faz), mas nos outros dias ele fez questão de cozinhar.

(E me ensinou a fazer chai masala. Agora ninguém me segura. O céu é o limite.)

Falando em céu, além da vantagem sócio-profissional óbvia de trabalhar durante uma semana no escritório em Genebra – interagir pessoalmente com os colegas, com quem, trabalhando de casa, normalmente só converso por audioconferência –, ver o céu de Genebra também conta como uma vantagem. E naquela semana, para me premiar, ele estava particularmente especial. (Disseram, claro, que foi por eu ter levado um pouco de verão do Brasil pra lá.)

De um lado do edifício (Casa Internacional do Meio Ambiente 2), a vista é para o lado do aeroporto e para a cadeia de montanhas do Jura, na fronteira entre França e Suíça:

Do outro lado do edifício, a vista é para o lado do centro de Genebra, o monte Salève (aquela montanha à direita é o Petit Salève; o Grand Salève fica mais à direita e não aparece nesta foto) e, num dia de visibilidade um pouco melhor, os Alpes:

Ali perto fica a Casa Internacional do Ambiente 1, que abriga o escritório europeu do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, entre outros organismos da ONU. Na parte dos fundos, a fachada espelhada reflete as imagens do céu e do condomínio residencial vizinho:

Num fim de tarde, fui dar uma caminhada pela orla do lago de Genebra (Lac Léman) para ver se tudo continua como está. Óbvio que tudo continua como está. Em Genebra, faz séculos que tudo continua como está.

O lago, o jato d’água (Jet d’Eau), os barcos…

Na Ponte Mont-Blanc, as bandeiras dos cantões suíços. (Ao fundo, desta vez aparece o Grand Salève, que em 2010 subi de teleférico.)

A Cathédrale Saint-Pierre (Catedral de São Pedro) se destaca no horizonte de Genebra, sobre os edifícios com letreiros de marcas famosas e de luxo – Zurich, Cartier, Louis Vuitton…

No domingo à tarde, o Atul e eu fomos ao Salão do Automóvel de Genebra. Dentro dos enormes pavilhões do centro de exposições Palexpo, logo percebemos que a maior parte da população de Genebra teve a mesma ideia para aquela tarde de domingo:

Vimos desde “banheiras” superluxo (como o Mercedes Maybach, que será lançado em abril de 2015)…

… até uns carros com design futurista (desses, vimos um número menor que o esperado!):

Já me perguntaram se eu curto carros tanto assim. A verdade é que, bem sinceramente, não! Fui mais pela experiência de ir ao famoso Salão do Automóvel de Genebra, já que estava acontecendo bem na semana em que eu estava por lá. Não tive nenhuma coceira de comprar um carro novo, melhor, mais luxuoso. Pelo contrário. Minhas primeiras palavras ao Atul ao sairmos da exposição: “É, acho que eu tenho, mesmo, que vender meu carro…” Já refleti sobre isso há algum tempo e à época concluí que ainda precisava de um carro, mas agora que trabalho de casa estou mais inclinado a vendê-lo. Falta apenas um pouco de coragem.

A noite de domingo terminou na companhia da Marina, uma colega de trabalho argentina que mora em Genebra, e ainda do Atul: fomos a um concerto na Cathédrale Saint-Pierre. O coro de câmara Laudate Deum e a Orquestra de Câmara de Genebra apresentaram a Paixão Segundo São João, de Johann Sebastian Bach.

A Marina comentou que ali perto da catedral fica a casa onde morou o escritor porteño Jorge Luis Borges até o ano de sua morte – e que na casa há uma placa comemorativa. Quis passar pela casa e fotografá-la; segui direitinho as orientações da Marina, mas não tive sorte! (Terei de voltar ali outra vez, com tempo e durante o dia.) Nessa tentativa, mesmo sem querer, topei (de novo) com a placa comemorativa do lugar onde ficava a casa de Jean Calvin – ou João Calvino, reformador que adotou Genebra como sua cidade. (Acabei me lembrando deste post aqui, que escrevi em inglês.)

“Jean Calvin viveu aqui de 1543 a 1564, ano de sua morte. A casa onde ele morava foi demolida em 1706 e substituída pelo imóvel atual.”

A noite de domingo para segunda-feira foi curta – às 5h da manhã estava tomando o rumo do aeroporto, para a viagem a Arusha! Embora corrido, foi ótimo estar de novo em Genebra.

E quem foi observador percebeu que eu não contei nada sobre as atividades do sábado. É que no sábado eu fiz um passeio fora de Genebra… mas essa é outra história.

Adieu, Genève

Domingo 30/01 terminou minha temporada em Genebra. Como anunciado no último post, coloco aqui algumas fotos da despedida. Começo com fotos tiradas no findi anterior, quando fui com a amiga Noriko à tradicional Chocolaterie Martel, no centro de Genebra.


Com a Noriko na Martel


Precisa mesmo de legenda?

Na sexta-feira 28/01 (último dia de trabalho no IISD), depois da difícil rodada de despedidas no escritório, fui ao aeroporto buscar a Rania, também ex-colega de mestrado na NYU. Pouco tempo (metade de sexta-feira e todo o sábado), mas muito proveito… produtividade máxima! As fotos (selecionadas) estão todas neste álbum aqui.

Nossas atividades na sexta-feira:

  • Caminhada pelo centro histórico (Geneva by night)
  • Patinação na pista de Carouge
  • Janta: raclette (tradição suíça!)

Nossas atividades no sábado:

  • Museu Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, altamente recomendado
  • Caminhada pela área das organizações internacionais: Palais des Nations, OMM, OMC
  • Travessia do lago de Genebra
  • Almoço no Restaurante do Parc des Eaux Vives: chiquérrimos o restaurante e a vista sobre o lago!
  • Subida à torre norte da Cathédrale Saint-Pierre (a melhor vista da cidade, lado a lado com a que se tem do alto do Salève), com os amigos Jen (colega de estágio) e Gabe (noivo dela)
  • Museu Patek Philippe (relojoaria), também com Jen e Gabe
  • Janta de sábado e despedida: fondue (tradição suíça!), já com meus pais, que chegaram à tardinha

Domingo de manhã meus pais e eu dirigimos para a Alemanha, por umas 6 ou 7 horas. Eu mesmo dirigi a maior parte do caminho, deixando para trás a Suíça, pais onde fui muito bem acolhido, com queijos e chocolates deliciosos, haha… tá, entre outras coisas. A experiência foi boa e deixei o IISD com muita saudade, mas a partida estava prevista. Genebra não é (mais) o meu lugar (por enquanto).


Com a Rania na Cave Valaisanne – raclette!


Com a Rania no Museu da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho


Vista de Genebra e o lago, do alto da torre norte da Catedral


Com Gabe, Jen e Rania, no alto da torre norte da Catedral

Desafio

Tenho outro blog, em idioma estrangeiro: a blog with an accent. Nesses meus tempos de tpg tpg (tempo de postagem do guri a bordo dos transports publics genevois, o sistema de transporte coletivo de Genebra), tem sido mais complexo (tecnologicamente falando) postar neste blog que naquele.

Explico. O idioma do outro blog prescinde de acentos, tis e cedilhas, esses sinaizinhos que meu Blackberry estadunidense (a ferramenta de postagem itinerante) se nega a fazer. Por outro lado, neste blog em idioma portugo-brazuca, esses sinais fazem muita falta!

Sempre que uso o Blackberry para postar no blog do Guri, preciso revisar o texto com cuidado no computador, acrescentando os acentos faltantes. Bem que eu gostaria, mas somente com certa dificuldade conseguiria escrever um post inteiro escapando de palavras acentuadas.

Com dificuldade, mesmo, mas hei de conseguir! Pelo menos por enquanto, tenho conseguido esse feito heroico! Espero que o leitor nem tenha notado a essas alturas e que esteja pensando que a falta de palavras acentuadas nem prejudica tanto assim o texto. Assim espero, mas duvido muito. Nosso idioma tem muitas palavras com acentos. Evitar o uso delas implica renunciar a muitos recursos e limitar de forma significativa a escrita.

Nada a ver com nada, mas este desafio de escrever um post sem acentos marca o fim do tpg tpg. Quer dizer, o tempo de postagem do guri continua, mas de outras bandas, porque termina este findi minha temporada de quatro meses em Genebra! Talvez ainda venha algum post com relatos e fotos dos passeios finais (recebo visita daqui a algumas horas!), mas, no mais, era isso.

Daqui a alguns dias tem mais!

Ok, admito que a frase anterior serviu pura e simplesmente para enrolar o esperado fim do post. O mesmo se pode dizer da frase que veio em seguida, bem como desta frase que vais teminar de ler assim que venha um ponto-final. (Ei-lo!)

Contudo, por mais que eu seja em tudo um ser obstinado e por mais que tenha pegado gosto do desafio de escrever sem usar palavras acentuadas (e nota-se bem que de fato peguei gosto), esse disparate tem que parar em algum momento e de alguma forma.

Basta, pois.

Armadilha

Eu vinha atravessando a Avenida República, em Pelotas, voltando da casa da minha vizinha e amiga de infância para a casa dos meus pais. Fui direto ao portão da garagem – “porta dos fundos” por onde eu costumava entrar em casa.

Para minha surpresa e insegurança, embora não houvesse ninguém em casa, o portão estava aberto. De novo! Poderia ser, de novo, o problema no sistema eletrônico do portão. Em dias de  tempestade, ele abria por si só, misteriosamente, sem ser acionado por ninguém. Ou então, poderia ser o pior: talvez o portão tivesse sido arrombado. De novo.

Ao aproximar-me da garagem, vi que os dois carros (o Fiesta preto e o Escort azul) estavam ali. Respirei com alívio – a possibilidade de arrombamento parecia menos provável. Senti-me seguro. Entrei na garagem e acionei o controle remoto para fechar o portão.

Mas à medida que o portão fechava – e assim me fechava dentro da garagem – comecei a ouvir um barulho estrondoso vindo de dentro de casa; aliás, era tão estrondoso que podia vir de dentro da própria garagem, de dentro dos carros ou até de dentro de mim mesmo. Era um barulho de colapso metálico… ou de uma explosão? Ou poderiam ser tiros!

Não sei. O que sei é que era um barulho horrorizante. Tive medo de estar preso em uma armadilha criminosa. Quis sair da garagem, para buscar ajuda, para fugir correndo, para me abrigar em outro lugar… Mas o portão estava quase fechado e eu, sem saída.

Gritei pelo meu pai, pensando que ele podia, afinal, estar em casa ou por perto – se bem que, a essas alturas do meu desespero, acho que na verdade estava chamando pelo meu Pai! Tudo se passava em frações de segundo eternas: o ruído aterrorizante continuava e o portão se fechava; eu estava em pânico e ninguém respondia ao meu grito de socorro.

Não cheguei a entender o que estava acontecendo, porque, ainda aterrorizado e gritando, acordei numa casa em uma silenciosa cidadezinha suíça.

Faz quase ano e meio que não vou a Pelotas e quase dois que não atravesso a Avenida República. A casa lá nem pertence mais à família – os dois carros tampouco! Essas coisas, agora, cheiram a antigo; nada disso me pertence. Mas antigos medos continuam a pertencer ao meu subconsciente (ou o meu subconsciente continua a pertencer aos medos?) de uma forma macabramente real e atual.

Anúncios que eu precisava ler

Voltando da natação um dia desses, me deparo com dois anúncios, lado a lado, num posto de combustível: “Feliz Trabalho Novo!” (tudo o que eu preciso ouvir atualmente) e “Deixe o Senhor Jesus Cristo ser o centro de sua vida” (tudo o que eu preciso ouvir constantemente).

Milênio III, década II

Dezembro foi intenso: faltou tempo (e um pouco de determinação, talvez) para postar. Atendendo aos clamores gerais (ate puxão de orelha de tia eu levei na virada do ano), enfim atualizo o blog, com um resumão resumidíssimo do último mês de silêncio, em vários retroposts: