Pensa num país com D

Bah, desde 15 de março eu não postava… mas voltei. Foram vários os motivos da minha ausência. Depois eu me explico. Ou não. Talvez até poste retroativamente sobre alguns acontecidos. Ou não.

Como quer que sejam os futuros posts do blog do Guri, o que importa é dizer que ele segue vivo – e com cinco aninhos de idade! Para compensar a ausência e comemorar o aniversário do blog, publico finalmente um belo e logo retropostálbum (!) que vinha preparando fazia um bom tempo…

Em fevereiro, enquanto estava na Alemanha, andava pensando nos países que já visitei, em ordem alfabética:

  • A: Alemanha, Argentina
  • B: Brasil
  • C: Canadá
  • D: _________
  • E: Estados Unidos
  • F: França
  • G: Grã-Bretanha (Reino Unido da – forcei?)
  • H: Holanda… e por aí vai.

Então me dei conta que faltava um país com a inicial D. Qual é o primeiro país com a inicial D que te vem à mente? Foi pra lá que eu fui. Dinamarca, claro. Só um geonerd pensaria em Djibuti ou Dominica.🙂

Brincadeiras à parte, fui à Dinamarca, não para enriquecer a lista alfabética de países visitados, mas para visitar a Rania, minha amiga e ex-colega de mestrado que me visitou em Genebra. Não podia terminar o viajado mês de fevereiro senão com mais uma viagem-aventura!

Comprei um Eurail Pass com direito a andar em todos os trens da Alemanha e da Dinamarca em quatro dias. Sempre em trens rápidos (ICE), saí da estação de Montabaur sexta-feira dia 25/02 às 4h da manhã, fiz uma conexão em Hanau (perto de Frankfurt), para chegar a Hamburg por volta das 9h e dali seguir à Dinamarca.

Quer dizer, esse era o plano. Chegando em Hamburg-Harburg (uma estação antes da central de Hamburg, destino final do trem, onde eu faria a conexão), o maquinista avisou que o trem não continuaria até Hamburg. Greve do sindicato de maquinistas. Detalhe: o aviso foi dado apenas em alemão. Em inglês, confirmei com uma passageira se tinha entendido bem o anúncio – era isso mesmo!

Felizmente o meu bilhete de trem era ilimitado e tinha bastante tempo de conexão em Hamburg – uns 40 minutos. Logo entrei em um trem regional e cheguei a Hamburg a tempo de pegar o trem para Aarhus, a segunda maior cidade da Dinamarca.

A Rania já estava a minha espera na estação. Dali saímos para a Catedral de Aarhus – Domkirke –, cuja construção foi concluída em século XV. Depois de uma rápida visita no interior da catedral, fomos a um museu e sítio arqueológico viking. Encerramos a sexta-feira tomando um café à beira do rio Å (Aarhus significa “casas à beira do rio Å”), antes de seguirmos para o jantar com os pais da Rania.


Principal rua comercial de Aarhus e Domkirke


Teatro, atrás da Domkirke


No interior da Domkirke


À beira do Rio Å

Sábado 26/02 nossos passeios começaram pela Igreja de Nossa Senhora (Vor Frue Kirke). É a mais antiga igreja de Aarhus: o templo original (Igreja de São Nicolau – St. Nicolai Kirke) é do século X; o atual, do século XIII. A cripta faz parte da construção do século X.


Vor Frue Kirke


Cripta da St. Nicolai Kirke

Seguimos pelo centro de Aarhus até a Domkirke, para subir até o patamar dos sinos, na torre da igreja. O vento estava muuuito frio, mas as vistas da cidade lá de cima recompensaram!


Na frente da Catedral


Do alto da torre da Catedral; vista norte

Saindo da torre da Domkirke, fomos a Den Gamle By, dinamarquês para “A Cidade Antiga”. Trata-se de um museu de história e cultura urbanas a céu aberto, com modelos de construções de diversos períodos da história de Aarhus. (Na confeitaria antiga, são vendidos doces produzidos à moda tradicional dinamarquesa. Imperdível!)


Uma das “ruas” de Den Gamle By


Sala vitoriana em Den Gamle By


À beira do rio (congelado!) em Den Gamle By

Passamos quase todo o dia em Den Gamle By, mas no finzinho da tarde ainda fomos ao Museu de Arte Aros, um dos maiores do norte da Europa. Terminando os passeios, fomos lanchar em uma crêperie na Marina Marselisborg (congeladíssima!).


Museu Aros


Entardecer em Marselisborg

No domingo 27/02 madrugamos e pegamos um trem para Copenhage! Passamos o finzinho da manhã e a tarde caminhando muito pela cidade gelada. Passou bem rápido, mas vimos muitos pontos turísticos, por isso é melhor contar a história através das fotos:


Chegada em Copenhage, -4 °C; à direita, a estação de trem


Prédio da Prefeitura de Copenhage (Kobenhavns Radhus)


Palace Hotel, à esquerda da Prefeitura


Ainda na praça da Prefeitura


Com Hans Christian Andersen, famoso escritor dinamarquês


Prédio em frente ao Teatro Real


Teatro Real Dinamarquês (Det Kongelige Teater)


Guardas em frente ao Palácio Amalienborg


Portal do Palácio Amalienborg


Troca da guarda I


Troca da guarda II


Troca da guarda III


Ópera de Copenhage (Operaen), do lado de lá do gelo!


Frederiks Kirke, ou a Igreja de Mármore, perto de Amalienborg


Altar da Frederiks Kirke


Igreja Anglicana St. Alban’s, no Parque Churchill


Com a Rania e a Pequena Sereia (de Andersen)


Moinho e canhão antigos no Kastellet, uma fortificação antiga,
junto ao Parque Churchill


Com a Rania no restaurante Skipperkroen, em Nyhavn


Nyhavn, o canal mais fotografado de Copenhage,
com suas construções coloridas do século XVII


Mais Nyhavn


E ainda Nyhavn


Palácio Christianborg,
sede do Parlamento, do Gabinete do Primeiro Ministro e de Suprema Corte (ou seja, dos três poderes do governo) da Dinamarca


Antiga Bolsa de Valores (Børsen), um dos mais antigos prédios de Copenhage, construído no século XVII. O pináculo em espiral, com três coroas no topo, simboliza a união dos reinos nórdicos.


Ny Carlsberg Glyptotek: museu de arte antiga e contemporânea

O tempo em Copenhage foi pouco, mas bem aproveitado, como se viu! Depois da rápida visita ao museu, a Rania e eu voltamos à estação de trem para um lanche… e despedidas – ela seguiu de volta a Aarhus no próximo trem e eu encarei 12h de viagem de volta, chegando a Montabaur às 6:44 da manhã da segunda-feira 28/02.

(Andar no City Night Line, o trem noturno da Deutsche Bahn, foi uma experiência à parte, que não sei se quero repetir, pelo menos não nas mesmas condições. Fiquei na acomodação mais barata, é óbvio, na cama do meio de um triliche; na mesma cabine, cinco estranhos. Em alguns momentos fiquei preocupado com a segurança das minhas coisas e cheguei a pensar que deveria ter pago um pouco mais para ficar mais bem acomodado, mas no fim deu tudo certo. “Valeu pela experiência”, como todo conformado comportado tem que dizer depois que a coisa está feita e não tem volta.)

E assim terminou meu rápido porém lindo passeio pela Dinamarca! Mas pronto: sigo completando a lista alfabética de países visitados.

A caminho da Índia.😉

P.S.: Tô brincando.

P.P.S.: Ou não.

Uma ideia sobre “Pensa num país com D

  1. Anonymous

    Muito legais as fotos! A Dinamarca me lembra Solvang, CA… hahaha, por que será?Beijo,LuPS: só estou comentando pra provar que LI O POST!

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    Resposta

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