E o sol volta a NYC

Depois de uma sexta-feira e de um sábado bem feiosos (e de muita leitura), hoje o sol saiu, e eu também. Como eu costumo dizer por aqui, já consigo acompanhar as leituras; o próximo passo é “viver de verdade” – “getting an actual life”. Bem, na real não tenho direito a reclamar de nada.

Primeiro, fui ao culto – o meu segundo na City Grace Church. De novo fui muito bem acolhido – como domingo passado, hoje também saí para almoçar com meus amigos da igreja, inclusive alguns novos amigos!

E de novo fui surpreendido com uma prédica que falou direto ao meu coração: com base no Salmo 130, o pastor tratou dos medos que enfrentamos (como o medo de fracassar), e de como esses medos nos impedem de ter a vida que Cristo quer nos dar (ou melhor, já nos deu – é só aceitarmos!).

Only when we are no longer afraid do we begin to live.
Somente quando não mais temos medo é que começamos a viver.

Dorothy Thompson

Nesses últimos dias, venho me preparando para apresentar um estudo de caso em um dos seminários que estou fazendo no mestrado (já tinha comentado sobre isso). A apresentação é amanhã, e as circunstâncias são um pouco assustadoras:

(1) Sou o primeiro aluno a apresentar, como já comentei.

(2) Apresentarei para o professor um estudo sobre um artigo dele mesmo!

(3) O professor é um expoente na minha área de pesquisa, o que me faz querer ainda mais causar uma boa impressão.

(4) Colegas desconhecidos (a maioria deles, pelo menos no seminário em questão).

(5) A língua estrangeira. Sim, sou fluente em inglês, mas a desenvoltura não é a mesma sob pressão. E a pressão, como espero ter demonstrado com os outros tópicos, não é pela simples obrigação de apresentar um estudo de caso em aula; vai além disso.

Acho que consegui passar a ideia. Medo. De me atrapalhar, de não conseguir um desempenho adequado. E aí, justo hoje, na véspera do seminário, o pastor vem falar de medos, e de como os vencemos dependendo de Deus e nos relembrando a nós mesmos que não podemos resolver tudo sozinhos (o que pra mim, pretenso superman, é uma luta interior incessante).

Eu não sei explicar como ou por que acontecem essas “coincidências” – a palavra certa na hora certa. Tampouco sei explicar bem o que sinto quando acontecem. Só sei que me sinto muito bem protegido por Deus, e cada vez penso no quanto sou indigno de toda essa proteção.

Ah, sim! Pra completar: no culto cantamos “In Christ Alone”, uma música muito bonita que eu inclusive já citei aqui no blog.

Voltando ao resumão do domingo…

Fui mesmo ao Charlie Parker Jazz Festival! Mais pela socialização do que pelo jazz, é verdade, mas o fato é que tanto a socialização quanto o jazz estavam muito bons. Depois, caminhei até o West Village para ver e fotografar o prédio dos Friends, onde a Monica morava. Haha… um pouquinho de turismo, e agora estou pronto para encarar a semana!

Charlie Parker Jazz Festival

Com Pam, Valia e Eugenia no festival

I’ll be there for you… the Friends building!
(Sem querer desapontar ninguém: o Central Perk não existe!)

Uma ideia sobre “E o sol volta a NYC

  1. Camila

    Plantão da Cusca: a globo encontrou o Belchior, ele está bem, de férias no Uruguai e meio perplexo com esse circo que o Fantástico armou! Bom seminário!

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