Por onde eu começo?

Fico um tempo sem postar e, quando volto ao blog (quase sempre com aquela coceira incontrolável de postar retroativamente), logo vem a sensação de que tenho tanto pra contar que não sei nem por onde começar. Enquanto estudava para o bar exam (exame de ordem, aqui no estado de Nova Iorque) não sobrou muito tempo para postar. Também tinha o fator “eu deveria estar estudando em vez de postando no blog”.

Agora o fator já não existe: finalmente prestei o bar exam nos dias 27 e 28 de julho. Foram 12,5 horas de prova. Não vou entrar nos detalhes da prova porque não tenho mais paciência pra isso. Sério, se mais alguém me perguntar “como foi a prova?”, sou capaz até de… responder educadamente, solicitando que o interlocutor leia este post. A resposta oficial:

Os candidatos não podem levar consigo os cadernos de prova, e os examinadores não liberam gabaritos da parte objetiva nem respostas-modelo das provas objetivas. Assim, não tenho nenhuma base para saber como fui – e nem quero ficar pensando a respeito, porque os resultados só saem daqui a alguns meses (nem estarei mais em Nova Iorque quando saírem). O que posso dizer de consciência limpa é que fiz o meu melhor considerando as circunstâncias. E seja o que Deus quiser [e digo isso da forma mais sincera possível – nada de “força de expressão”].

No final de semana depois das provas, fiquei tão leve e feliz que na sexta-feira fui a um concerto e open mic com leituras dramáticas e poesia na trans-hudsoniana Jersey City, NJ.

No sábado até fui à praia em Long Beach, NY, com um pessoal da City Grace Church. Foi a primeira vez que fui à praia desde a visita a Coney Island; aliás, foi a primeira vez que fui à praia “de verdade” (com direito a banho de mar) desde que vim para os EUA. O trajeto até lá, de trem, é uma divertida excursão pelos Estados Unidos – os Estados Unidos de verdade, que estão logo ali, fora de New York City. Nos Estados Unidos de verdade, há subúrbios com casas grandes e jardins bonitos, rodovias movimentadas, conglomerados de megalojas onde só se chega de carro (e “tudo bem” porque todo o mundo tem carro; aliás, toda família tem pelo menos dois carros – afinal, estamos falando de subúrbios nos Estados Unidos de verdade).

Custa $19 o trem (ida e volta) incluindo o ingresso – nunca tinha pagado ingresso pra entrar na praia. De certa forma, acho até que vale a pena, porque a praia é limpa, segura, bem cuidada. Valeu a pena. O dia foi perfeito: céu azul deslumbrante, calor na medida certa, umidade baixa. Água gelada… mas não dá pra reclamar – o que esperar do Atlântico Norte nessa latitude? No fim da tarde voltei pra City exausto (praia cansa, né?), mas bastante satisfeito. E não bronzeado, graças ao meu bloqueador com fator de proteção solar 70. Podem rir, mas sei que queimo com qualquer solzinho e não pretendo ter torrões (nem câncer de pele).

Dia perfeito em Long Beach

Mar verde!

A galera

O castelo da Christine, no comecinho

O castelo da Christine, quase pronto

Na segunda-feira e durante toda a semana, voltei aos estudos para o exame de hoje, de responsabilidade profissional. Oficialmente não faz parte do bar exam, mas é um dos requisitos de admissão exigidos pela ordem dos advogados do estado de Nova Iorque. E pronto. Sem mais provas e exames por enquanto.

Ainda na segunda-feira fiz algo genial: carregando uma cesta de roupa limpa bem cheia, falhei (acidentalmente) o último degrau ao descer a escada do apartamento, fui com vontade ao chão, torci o pé direito, comecei a ter cãibras abdominais… um horror. Tive que me arrastar até o freezer pra pegar gelo, porque não havia jeito de caminhar. Estou melhor, sem dor, mas mancando um pouco ainda. Tamanho estimado da lesão: 6 a 8cm de largura por 8 a 10cm de comprimento.

Parte significativa do dia de hoje, depois que voltei do exame, foi dedicada a pôr em dia a correspondência. A missão ainda não está bem completa, mas o sucesso já é grande: tenho apenas seis conversações na caixa de entrada do gmail, todas as quais serão adequadamente resolvidas amanhã de manhã. Yay!

Muitos detalhes para organizar meus dois últimos meses (este ano, pelo menos!) em Nova Iorque e nos EUA – e muitos detalhes para organizar o que vem depois desses dois meses… (Mal me livrei de uma coisa e já estou procurando outra! Se isso não é ativismo, não sei o que é. Só pode ser patológico.)

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