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Cambará do Sul: lembranças dos Yorkshire Dales

Ao cortar os Campos de Cima da Serra em direção a Cambará do Sul para conhecer os cânions Itaimbezinho e Fortaleza, constatei muitas semelhanças entre essa paisagem gaúcha e os Yorkshire Dales, que visitei em 2007: a vegetação rasteira com árvores aqui e ali, os morros com picos de pedra à mostra, os longos muros de pedras empilhadas.

 Yorkshire Dales, Inglaterra, 2007

Campos de Cima da Serra, Rio Grande do Sul, 2013

Cambará do Sul: Cânion Fortaleza

No texto anterior publiquei os primeiros relatos, dicas e fotos da viagem de final de semana a Cambará do Sul; comecei pelo cânion Itaimbezinho e a rápida passada por Praia Grande, Santa Catarina. Hoje continuo com os passeios pelo cânion Fortaleza.

Deixando para trás a Pousada João de Barro

Na estrada rumo ao cânion Fortaleza, a paisagem dos Campos (de Pinus e Eucaliptos) de Cima da Serra

Dentro do Parque Nacional da Serra Geral, um pouco da paisagem natural, sem o plantio de árvores exóticas

Campo, campo, campo e, de repente, uma senda profunda: o cânion Fortaleza

Primeiras vistas do cânion Fortaleza, de um lado a outro

Lá no alto da rocha que se vê à direita, o mirante, da Trilha do Mirante

Fazendo a Trilha do Mirante

Panorâmica do alto da Trilha do Mirante, olhando para o mar

Panorâmica do alto da Trilha do Mirante, olhando para o cânion Fortaleza

Os campos e as encostas do cânion, vistas do alto da Trilha do Mirante

Meditação na beira do penhasco

Não podia faltar uma clássica foto turística

No caminho de volta a Porto Alegre, visitei as Cascatas dos Venâncios

Cascatas dos Venâncios

Mais plantações de árvores exóticas ao redor das Cascatas dos Venâncios

Cambará do Sul: Itaimbezinho

Desde 2006 (senão antes) eu sonhava em conhecer o Itaimbezinho, conforme relatei aqui. Quase sete anos depois, finalmente realizei o sonho. Neste post e no próximo, conto e mostro fotos do passeio, que fiz em junho, no início do inverno gaúcho. (A viagem foi há quase quatro meses, mas precisava contar primeiro da viagem ao Grand Canyon.)

Cânion com neblina ou chuva é perda de tempo. Por isso, para quem está relativamente perto e tem alguma flexibilidade no planejamento, a primeira dica é conferir a previsão do tempo.

Foi o que fiz numa quarta-feira: a previsão para o final de semana era de céu limpo e risco quase nulo de chuva. (E frio, o que era importante. Eu queria curtir um friozinho.) Decidi ir.

O ponto negativo desta abordagem libera-o-findi-e-vai é que, com pouca antecedência, pode ser difícil conseguir companhia: acabei indo sozinho. Tudo bem. Tentar conciliar meteorologia com agenda própria com agenda de amigos poderia atrasar os planos em mais sete anos!

O próximo passo é reservar hospedagem. Para quem seguiu a primeira dica, boa sorte, porque não é nada fácil conseguir uma reserva assim, de última hora, no auge da temporada de inverno, quando todos os turistas querem vir aos dois estados do Brasil onde faz frio de verdade.

Depois de ligar para várias pousadas, consegui lugar na João de Barro, uma simpática casa de madeira, mantida pela família do proprietário (Sr. Julio Nery, que também é guia turístico na região), bem ao estilo bed and breakfast. Recomendo fortemente.

Saí de Porto Alegre no sábado de manhã cedo rumo a Cambará do Sul pela RS-020, passando por Cachoeirinha, Taquara, São Francisco de Paula. A estrada é razoável e não tem pedágios. A viagem foi tranquila e durou cerca de três horas.

A primeira parada em Cambará do Sul deve ser a Casa do Turista. Fica na via principal da cidade, a Av. Getúlio Vargas; para quem chega de Porto Alegre, no lado direito, após o campo de futebol. Há diversas agências de turismo, que oferecem pacotes com passeios e traslados de jipe aos cânions, às fazendas e às outras atrações. Prefiro começar pelas informações oficiais e gratuitas da Casa do Turista, que é da Prefeitura Municipal. Recebi excelentes orientações. Vi e fiz muito sem precisar comprar pacote de agência de turismo.

Enforquei o almoço (ah, claro: outra dica importante é levar água, frutas e outros lanches na mochila para aproveitar o tempo ao máximo) e fui direto ao Parque Nacional dos Aparados da Serra, onde fiz as trilhas do Cotovelo e do Vértice.

Começo do passeio pela Trilha do Cotovelo

 No início da Trilha do Cotovelo

 Araucárias estão por todos os lados

À direita, o primeiro mirante da Trilha do Cotovelo

No segundo mirante da Trilha do Cotovelo

 Vista do segundo mirante da Trilha do Cotovelo

 Na base do cânion, o Rio do Boi

A espetacular paisagem dos Campos de Cima da Serra

 Na Trilha do Vértice, novamente se veem o Rio do Boi e as cascatas

 Araucária

 Quem não quer sujar o carro deve desistir logo da ideia!

Saí do Parque Nacional de Aparados da Serra e desci o cânion pela RS-427 e pela sua continuação catarinense, a SC-450, até a cidade de Praia Grande, no Estado de Santa Catarina. A estrada é bem complicada (barro, cascalho, pedregulhos, asfaltamento em curso em raros trechos), mas as vistas espetaculares compensam!

 Descendo o cânion, avistei o Oceano Atlântico

 A cidade, se não me engano, é Torres

 Outros cânions na descida a Praia Grande, SC

 Outros cânions na descida a Praia Grande, SC

Em Praia Grande, cheguei perto do início da Trilha do Rio do Boi, que é a trilha que se pode fazer ao longo de um dia inteiro (oito horas), na base do cânion Itaimbezinho. Essa não se pode fazer sozinho (obrigatório o acompanhamento por um guia) e não é recomendável fazer no inverno. Retornarei um dia no verão!

Pertinho da Trilha do Rio do Boi

 Ainda pertinho da Trilha do Rio do Boi, antes de voltar a Cambará