Buenos Aires: para cambiar de aire

Assim como domingo passado, fui a Buenos Aires. A idéia era rever com calma alguns lugares por que tinha passado muito rapidamente na primeira vez, sacar mais fotos, contemplar a arquitetura e os monumentos, aprender a localizar-me melhor na cidade. E, claro, visitar um museu ou outro, mas sem planos predefinidos.

Caminhei até não poder mais (ou um pouquinho além disso) pelo centro da cidade. Fiz tudo o que tinha planejado – ou seja, fiz tudo conforme o meu não-plano. E já basta: não faço mais. Ando soando um pouco esnobe ultimamente, mas sou sincero quando digo que cheguei a encher o saco da Capital Federal: sozinho em uma cidade morta (todo o comércio fechado!) e ademais deserta (porque parece que todos el país está em Mar del Plata até fevereiro!), não tinha muito o que fazer. A saída talvez seja inventar de trabalhar num sábado para ir a Buenos Aires em dia útil.

O museu a que enfim escolhi ir foi o da casa de Carlos Gardel, uma das maiores figuras do tango, senão a maior. É um tipo muito amado pelos argentinos. Não bastasse a fama que já tinha em vida, na Argentina e fora dela, ainda veio a morrer tragicamente, em um acidente de avião. Não pretendo parecer desumano, nem desmerecer sua obra e seu talento (que são de fato notáveis), mas acredito que as circunstâncias da sua morte lhe tenham trazido ainda mais fama. O choque da perda inesperada de um artista pode fazer com que o público o estime ainda mais.

A casa de Gardel fica no Abasto, bairro que leva o nome do mercado de frutas que, quando da sua inauguração em 1934, era o maior da América Latina. Hoje, internamente remodelado e modernizado, o prédio abriga o maior shopping center de Buenos Aires. Ali aproveitei para tomar um helado Freddo e seguir marcha. Como não tive ganas de caminhar quinze quadras de volta ao centro, resolvi pegar um Subte (metrô).

Afora a supercaminhada de meio dia e a visita ao museu, que valeram muito a pena, minha má sorte de turista persiste. Já devo ter contado que a Casa Rosada está em reformas, com andaimes por toda parte. Assim também está o prédio do Congresso e, o pior de tudo, o Teatro Colón. Mesmo as visitas guiadas estão suspensas até março – ou seja, só voltará a funcionar depois de que me vá. O máximo que consegui para disfarçar a onipresença dos andaimes foi tirar uma foto (que aí está) da parte de trás do teatro.

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