Re: A invenção do Terror

Lendo este post aqui do meu amigão Felipe, me surgiram gazillions of comments a fazer, mas não posso, porque tenho prova sexta, e só tinha ido lá no blog dele pra descontrair um pouco.

Por outro lado, eu sendo eu, não posso me furtar a uns comentariozinhos básicos (que poderão vir a ser complementados depois). E, eu sendo eu, acabei me estendendo um pouco além do que gostaria, por isso resolvi fazer meu comentário “aqui em casa”, no BdG, pra não abusar do espaço da casa do meu amigo. Então vamos lá.

Também não sou católico. Também discordo dos absurdos históricos (e também correntes, muitas vezes!) da Igreja Católica Apostólica Romana, ICAR (e não estamos sozinhos, Felipe: muita gente pensa assim – vide outros exemplos aqui e ali no blog da Nadia Latosinski).

(Terreno complicado pra mim, porque tenho tias e primas que são católicas e que talvez leiam este post. Desde já: espero ter absoluto sucesso na minha intenção de meramente tecer comentários, sem ofender ninguém em suas convicções espirituais.)

Em mim há outros aspectos ainda mais graves que não ser católico e discordar dos absurdos históricos da ICAR:

  1. Nasci numa família protestante (menos tradicionalmente luterana que a média, é verdade, e com alguns pezinhos em outras igrejas, mas ainda assim protestante “lato sensu”);
  2. Me chamo Martin (não por causa do deus pagão da guerra, mas por causa do Martin Luther, aquele homem supercorajoso que se colocou em risco de morrer na fogueira por defender suas ideias contrárias à ICAR);
  3. Sou protestante por opção própria (porque eu penso por mim mesmo, faço minhas próprias escolhas, e não me sinto vinculado às opções e tradições dos meus pais – muito embora meu sobrenome signifique “costume” em alemão!).

Sei, por tudo isso, que muitas vezes a ICAR produz terror a partir de textos bíblicos. E, afinal, talvez seja forço reconhecer, como leitor da Bíblia, que ela de fato tem trechos aterrorizantes, especialmente no Velho Testamento – aqueles primeiros livros que tratam da história do povo hebreu até a chegada do Messias (que, aliás, não foi recebido pelo povo a quem veio, nem então nem até hoje!).

Mas não é por acaso que o Velho Testamento se chama Velho Testamento. Depois dele, tem o Novo, contando da vida – e da morte – e da vida de novo – de Jesus Cristo, uma figura não só histórica, porque determinante na conformação da civilização ocidental, mas também pessoalmente importante para muitos – inclusive para mim.

Cristo, através do que pregava, mostrou que Deus (o Pai dEle) não era tanto aquele julgador aterrorizante e cheio de regras que até então vinha sendo apresentado quanto um Pai de amor e compaixão pelos seus filhinhos.

Em suma, a ideia não era ir a fundo, e não vou, porque pra isso eu precisaria de uma fundamentação mais elaborada do que a que o tempo me permite. Então, apenas replico ao comentário: essas histórias de terror, embora não “sobrescritas” pelo Novo Testamento, ganham outro significado à luz dele. Um significado bem mais leve, e nada aterrorizante. Vale a pena conferir! À venda na livraria mais próxima (e, por muito tempo, the best-selling book ever).

3 ideias sobre “Re: A invenção do Terror

  1. Anonymous

    MARTIN, caso tu ainda não saiba o LOBINHO voltará no próximo ano para a segunda divisão, lugar onde nasceu e se criou.🙂

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