Heat wave

Ontem foi um dia chique: almoço com o reitor e New York Philharmonic (NY Phil, para os íntimos) à noite.

O almoço com o reitor começou mal. Não era propriamente almoço (era sanduíche) nem com o reitor (que chegou atrasado). Mas depois foi melhorando.

A NY Phil, por outro lado, começou e terminou bem, conforme o esperado. Da primeira vez, assisti à orquestra no Carnegie Hall, com o Alan Gilbert de maestro, como contei alhures. (Haha! “Alhures” é uma daquelas palavras horrendas, pedantes, contrárias a qualquer princípio de boa redação em português brasileiro, mas me lembrei agora de que ela existe e resolvi usá-la só por diversão. Significa “em outro lugar”, só pra deixar claro pra quem talvez não soubesse. Na boa, nenhuma obrigação de saber. Aliás, não recomendo essa palavra. Olha, até já me arrependi de usá-la. Não, agora é tarde; não vou apagar este comentário parentético e metadiscursivo. Talvez devesse. Ih, quanto mais eu penso alto a respeito, mais longo fica o comentário. Não vou apagar. E chega. Fecha-parênteses.)

Desta vez, assisti à NY Phil no Avery Fisher Hall, do Lincoln Center – a “casa” da NY Phil –, com o maestro Antonio Pappano. Espetacular. Começou com a Sinfonia no. 31 em Ré Maior de Mozart, conhecida como “Sinfonia Paris” (primeiro movimento: Allegro Vivace). Totalmente Mozart. Sem intervalo (o que eu achei ótimo!), finalizou com a Sinfonia no. 4 em Mi menor de Brahms (primeiro movimento: Allegro non troppo). Totalmente romântico. Ah, é tão triste pensar que em tão pouco tempo perderei essa barbada dos ingressos estudantis…

Um dia de atividades agradáveis, mas um péssimo dia pra ter de usar terno. Quase derreti, em pleno início de primavera. Foi 90 °F (32,2 °C) a temperatura registrada no Central Park, a mais alta num 7 de abril desde 1929, quando fez 89 °F (31,6 °C). Hoje foi bem mais ameno, mas a tempestade prometida ainda não chegou pra fazer a coisa voltar ao agradável normal primaveril. Neste instante, 81 °F (27,2 °C) dentro do meu quarto. A brisa já é escassa, e pouco dela chega até mim através dos dez centímetros de abertura possível da janela (não abre mais que isso – regras da universidade, para reduzir o índice de suicídios… pior que é sério). O D’Ag (meu prédio) ou tem aquecimento no prédio todo ou tem ar condicionado no prédio todo – e a administração só pretende fazer a troca para a função ar condicionado (é um processo complicado, não apenas um clic de interruptor) em 31 de maio. Até lá, sofrimento.

Como se vê, calor me irrita. A intenção inicial do post era um “what really grinds my gears” pra liberar com sarcasmo poético (?) algumas frustrações entaladas na garganta há algum tempo. Mas calor me irrita tanto que perco até a paciência de manifestar minha irritação.

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