Feitiço de segunda-feira

Tudo começa com uma noite maldormida de domingo para segunda-feira.

Primeira pergunta que me fazem no trabalho: por que essa cara acabada?

Última pergunta que me fazem no trabalho: alguém te deu um soco no olho?

É, parece que estou com lindas olheiras já no primeiro dia da semana.

No intervalo de almoço gasto uma boa grana não orçada trocando um componente elétrico não consertável do carro (que eu tanto pensara em vender e não vendi por pouco).

Meu trabalho não rende tanto quanto gostaria, esperava e precisava.

Fui jantar na casa da minha madrinha, disposto a fazer o dia dar certo afinal. Estava indo tudo muito bem — até que respinguei umas gotas de molho escuro na camisa clara.

Perdi um de meus celulares (que eu nem deveria ter, porque não sou homem de ter dois celulares).

Também perdi tempo precioso procurando o celular perdido, em vão, e não aproveitei como queria a visita dos meus pais.

Antes de ir dormir, esfreguei tira-manchas na camisa e coloquei-a na máquina para enxaguar. Enquanto isso, aproveitei para ler. Na página 200 do livro, uma surpresa: encontrei uma nota de 50 reais, que tinha colocado ali e nem me lembrava mais.

Olhei as horas. Já era terça-feira.

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