Arquivo mensal: junho 2009

Are we human or are we dancer?

Depois de “Já estou melhor, obrigada”, sigo em busca de frases intrigantes. A do título do post é da letra da canção Human, da banda The Killers. Não vou nem discutir se gosto ou não da música, nem sobre as críticas de que a letra seria só idiota ou também gramaticalmente incorreta. Em defesa do compositor, acho que não é nem uma nem outra coisa, mas, como disse, não é sobre esses aspectos que eu quero escrever. (Posso até escrever sobre eles noutra oportunidade, se provocado pelos comentaristas!). O que eu quero dizer é que nos últimos dias eu me lembrei da pergunta da música do The Killers em dois momentos.

Primeiro, por causa da morte de Michael Jackson. Acho que “Are we human or are we dancer?” não tem uma resposta universalmente válida. Porém, quanto a Michael Jackson, ele definitivamente, em muitíssimos aspectos, não era human. Era dancer.

Segundo, por causa da segunda fase (prova prático-profissional) do Exame de Ordem (dos Advogados do Brasil), que eu fiz ontem. Assim como o Felipe disse que “Já estou melhor, obrigada”, no meu caso, seria “Tudo, e tu?”, acabei adaptando a pergunta do The Killers para a minha situação de candidato a advogado: “Are we human or are we lawyer?“. Sem querer cantar vitória antes do tempo (resultado oficial só em 20/07), acho que em breve deixarei de ser human para me tornar lawyer.

“Tudo, e tu?”

Por que alguém escreveria “já estou melhor, obrigada” com azulejos na parede? A pergunta do último post continua sem resposta. Mas uma coisa é certa, e o Felipe captou muito bem ao comentar esse post: se fosse pra eu escrever algo parecido em azulejos, seria “Tudo, e tu?”!

Aceitei o desafio.

Era mais ou menos isso, Felipe? ;)

“Já estou melhor, obrigada”

O mês de junho foi silencioso aqui no blog. E vou romper esse incômodo silêncio com algo inusitado que me intriga há quase um ano e meio. Isto:

Já estou melhor, obrigada“, escrito com azulejos numa parede no centro de Lisboa, bem pertinho da estação de metrô do Chiado. Passei ali várias vezes no Ano Novo de 2008, quando estava por lá com toda a família (“ah, those happy times…“). Em 02/01/2008, antes que fosse embora e perdesse a oportunidade, fotografei.

Por que alguém escreveria “já estou melhor, obrigada” com azulejos na parede? Hoje resolvi googlar (não sei como não me tinha ocorrido fazer isso antes) e, embora não tenha encontrado a resposta, encontrei três fellow blogueiros que fotografaram o mesmo local. Um, em 21/10/2007; dois, em 31/03/2008; e três, em 16/04/2009.

Vale a pena conferir os links, porque os demais blogueiros tiveram mais sorte do que eu: conseguiram capturar os azulejos sem aquele armário ou sei-lá-o-quê metálico horrendo que aparece na minha foto, na frente do “hor” do “melhor”. (“Já estou mel, obrigada”?)

Além do mais, é legal porque são três perspectivas diferentes, de três pessoas que nem se conhecem, sobre um mesmo detalhezinho que lhes chamou a atenção ao passar por uma ruela de Lisboa.

Um detalhezinho, mas não se pode dizer que seja ‘insignificante’… Teve algum significado para uma determinada lisboeta que, em algum momento na história, ficou tão agradecida por alguma coisa – pela solidariedade dos amigos enquanto estava em uma fase ruim, quem sabe? – que resolveu registrar esse agradecimento num letreiro de azulejos.

Talvez mais curiosa que a razão de a mensagem estar ali seja a razão de alguns repararem (como eu) e outros não (acho que da minha família poucos deram bola). Disse bem a blogueira número um (xanda); cito:

Todos os dias, milhares de pessoas passam atarefadas em direcção ao metro do Chiado… poucas olham para o lado… e destas, muito poucas reparam na mensagem deixada na parede: “Já estou melhor, obrigada” =)

Será que é por acaso que poucos reparam e muitos não? Pode ser que não só na vida da lisboeta agradecida esses 23 azulejos tenham algum significado. Pode ser que também sirvam para gerar uma sensação de pequenez do universo, de proximidade entre pessoas que estão por aí, aparentemente tão distantes, mas mais próximas do que imaginam por causa das suas percepções parecidas quanto ao que há ao seu redor.

Quanto a mim, sei lá se já estou melhor (não que esteja propriamente mal, mas melhor… não sei). De igual forma, pretendo voltar a postar.

Spam evangelístico VI

Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. (Mateus 7:26)

Spam evangelístico V

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. (Mateus 7:21)

Por essa eu não esperava

Preliminarmente, devo um esclarecimento sobre minhas tentativas de bolsa. O esclarecimento é devido porque, na semana passada, conversando pessoalmente com leitores do blog, ouvi de muitos que não ficou claro que a dinâmica em São Paulo e a entrevista por telefone NÃO faziam parte da mesma seleção de bolsa. E, se o leitor diz que não está claro, é porque não está! Aí vamos:

  • Seleção A: eliminado depois da dinâmica de grupo em São Paulo;
  • Seleção B: entrevistado por telefone;
  • Seleção C: ainda na etapa inicial (documentação enviada); sem resultados parciais até agora.

Ok, melhor que fique tudo assim, desidentificado…

No mérito… fui chamado pra dinâmica de grupo da Seleção B! Por essa eu não esperava; não depois disto. Não é que eu tivesse perdido completamente a esperança – eu só não fiquei todo esse tempo naquela escravidão obsessivo-compulsiva do F5. Acho que, enfim, consegui relaxar, no melhor sentido da coisa – o que é bom, afinal de contas! Relaxei tanto que nem me lembrei da data provável de divulgação dos resultados parciais, e que recebi com total surpresa a comunicação de que fui selecionado.

Talvez seja um sinal de que estou progredindo na minha habilidade de confiar no Papai do Céu. (Mas melhor não “relaxar” muito quanto a essa habilidade; preciso continuar treinando!)