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Primavera e Páscoa

É primavera. Assim, de uma hora pra outra. Incrível. Os dias estão cada vez mais quentes. As ruas estão cada vez mais cheias das mais vivas cores (de flores) e dos mais intrigantes cheiros (de flores, também). E pensar que um dos últimos posts tem fotos de nevasca… Em breve, fotos da nova estação.

Tanta coisa aconteceu na última semana: viagem a Washington, visita da Lígia, diversas correrias acadêmicas (três papers importantes y más). Infelizmente me falta tempo pra fazer relatórios detalhados. Algumas fotos desse período já coloquei no picasaweb do guri.

Na Sexta-feira Santa e no Domingo de Páscoa tivemos cultos muito lindos e emocionantes na City Grace. No total, sete amigas e amigos da NYU aceitaram meu convite e foram a pelo menos um dos cultos – fiquei bem feliz! Também foram as apresentações do City Grace Choir. Felizmente, desta vez temos vídeo! (Tem que clicar pra ver o vídeo, que vai abrir em nova janela ou aba. O vídeo está em widescreen e “não cabe” direito no layout do blog!) Só pra esclarecer: o guri de costas e vestindo camisas elegantes sou eu. As músicas, na ordem:

Sexta-feira Santa

  • O Sacred Head Now Wounded
  • Were You There

Domingo de Páscoa

  • Early In The Morning On Easter Day
  • The Irish Blessing

Após o culto de Páscoa, passei um tempo agradável com alguns amigos da igreja, primeiro no almoço comunitário, depois lagarteando (!) no Washington Square Park (eles no sol, eu na sombra, haha), e finalmente jogando frisbee no Central Park. “Coisa de guri de apartamento”, disse a Lucila – pode até ser, Lu, mas são os raros momentos de escape do mundo jurídico. (Na volta, passei boa parte da madrugada escrevendo um reaction paper sobre direitos humanos!)

Outro sábado 20

Um mês – um longo e intenso mês – sem postar. É verdade que estou em jejum de facebook, orkut e twitter durante a Quaresma – mas o blog nunca esteve incluído nessa idéia. Pois então basta de jejum de blog. Hoje vou pôr as coisas em dia por aqui: resumir um mês em um post. Minha capacidade de síntese não é lá grande coisa, e nem estou muito seguro de que deveria mesmo me aventurar nesse tipo de exercício, mas é o único jeito. Não consigo deixar lacunas (especialmente num mês em que tanta coisa aconteceu). Preciso voltar a postar – e pra voltar a postar preciso vencer a inércia. Porém, neste post retroativo vou deixar um pouco de lado o meu “clássico” formato cronológico e organizar tudo em tópicos. (Ou seja: será um post menos tipicamente meu, mas nem por isso menos neurótico.)

NYU Law e Direito Internacional

Claro que não podia começar por outro tópico. O último mês foi menos produtivo academicamente do que deveria ter sido (não, não estou exigindo de mais de mim mesmo!); ainda assim, não foi pouca coisa! Nesse período terminou minha cadeira sobre a Organização Mundial de Comércio, com uma petição escrita e um painel simulado. No seminário de Política de Mudança Climática, escrevi uma redação como “iniciador” da discussão e, num outro dia, fui o “comentarista” sobre a redação de um colega. Mas o ponto alto das últimas semanas, sem dúvida – sem deixar a modéstia de lado –, foi a nota máxima no memorandum que escrevi para Metodologia Jurídica. Muito mais que o reconhecimento por um trabalho que deu mesmo bastante trabalho, aquele “A” melhorou bastante minha autoestima! Um dos melhores eventos do último ano, desde que fui aceito na NYU. Sério.

Pensando no futuro

Agora conto da parte frio na espinha das últimas semanas. Depois de consultas com “conselheiras profissionais” aqui da NYU e também com a ajuda de uma amiga editora, preparei uma carta de apresentação bem sólida, fiz os últimos ajustes no currículo, e passei a me envolver mais ativamente na busca por empregos e estágios. Semana que vem vou a Washington, DC, para a reunião anual da Sociedade Americana de Direito Internacional (da qual sou membro), para fazer contatos na minha área. Também enviei o pedido de prorrogação do meu visto por um ano e de autorização de trabalho. Mais frio na espinha.

Vida em Gotham

Nos últimos tempos tenho levado mais seriamente – embora não perfeitamente seriamente – meu “tempo sabático semanal”: 24 horas para não pensar em Direito, estar na igreja e na presença de Deus, passar tempo com amigos, descansar. Tem funcionado bem na maioria das vezes. Começo sábado à tardinha e vou até domingo à tardinha. No sábado à noite eu descanso, no domingo de manhã toco flauta na sala de música da City Grace, em seguida vou ao culto e lidero o ensaio do City Grace Choir, aí almoço com amigos da igreja, e por fim passo mais um tempinho descansando em casa.

Na parte musical, as últimas semanas foram muito boas. Assisti à Orquestra da NYU um dia desses com uma colega. O City Grace Choir anda a mil com os preparativos para a Semana Santa. Mais, os “tempos sabáticos” que passo na sala de música da igreja aos domingos de manhã têm me proporcionado alguns dos “momentos flauta-doce” mais inspirados da minha vida. Muito Bach nesta hora. Ainda não consigo tocar a Partita em Lá menor (BWV 1013) perfeitamente (é o eterno desafio da minha vida musical?), mas melhorei bastante. Comecei a ensaiar – e aprontei, na verdade – a Sonata em Dó (BWV 1033):

 

Com o Kyle, um amigo da City Grace, estou ensaiando o Trio em Fá (BWV 1040) de uma forma bem alternativa. Primeiro porque é um trio e estamos ensaiando apenas em duas partes (já fui criticado por isso – ok, admito que precisamos conseguir um terceiro aficionado por Bach…). Segundo porque o Kyle faz a parte do violino no mandolim e eu, a parte do oboé na flauta-doce. Está ficando interessante.

 

Por fim, o último mês foi um tempo de transições. Teve mais uma tempestade de neve (que rendeu boas fotos – a seguir – e mais um snow day, embora numa sexta-feira, quando eu igual não teria aula). Também teve chuvaradas terríveis, dias nublados, escuros, tenebrosos. E ainda teve dias ensolarados e quentes. Gotham já entrou no horário de verão e já rompeu a barreira dos 70 graus Fahrenheit (ou dos 20 graus Celsius, digamos). Primavera chegando, tanto que estou no fim do dito “spring break” (um interessante mix de recesso, procrastinação e trabalho).

No Washington Square Park, últimas fotos de neve da temporada… :(

From NYC winter 2010

Irresistível

A semana será mais curta que o normal. Mas não é por causa do carnaval, que aqui não há; é que hoje foi feriado nacional de Presidents Day. Semana mais curta, porém, não significa semana menos intensa: dois trabalhos para quinta-feira, muita leitura, aula extra na sexta-feira (que era pra ser meu “dia livre” de aulas… nem sempre funciona). Apesar de tudo o que me espera, e mesmo sem muito tempo, simplesmente não posso deixar de postar sobre a semana que passou. Muitos acontecimentos importantes – postagem irresistível.

Segunda-feira, dia 8, escrevi meu primeiro reaction paper para a disciplina de Direitos Humanos (reaction paper é uma reflexão pessoal em resposta às leituras da semana – preciso escrever quatro ao todo; cada um vale 25% da nota do semestre). Também terminei um memorandum para a disciplina de Metodologia – nada menos que 50% da nota do semestre. São dois “pesos acadêmicos” científicos que tirei das minhas costas.

Terça-feira, dia 9, fui doar sangue. A parte boa foi saber que minha pressão estava normalíssima em 11 por 7 (“pressão de criança”, segundo o Sam, o enfermeiro que me atendeu), bem diferente do que aconteceu na última vez que doei. A parte ruim foi que quase não me deixaram doar. Quando eu disse que sou brasileiro e que morei no Brasil até menos de um ano atrás, o Sam olhou seu manualzinho e disse que não ia rolar doação de sangue pra mim – porque no Brasil tem risco de malária. Eu expliquei que no Rio Grande do Sul, onde morei a vida inteira, esse risco não existe. Mesmo assim, o Sam complicou; chamou um superior, que queria saber por onde eu andei no Brasil…

Aiai, que cansaço. “Bom, mas em nenhuma das regiões onde estive existe risco de malária. Mesmo que eu não tenha viajado tanto assim pelo Brasil, fica difícil explicar… Se tiveres um mapa aí, posso te mostrar.” E não é que ele tinha mesmo um atlas? Lá fui eu, dar aula de geografia pro rapaz. “Aqui é o meu estado, também já fui pra esse outro estado aqui, a São Paulo, ao Rio de Janeiro, mas não mais ao norte que o Rio.” Então o chefe do Sam pegou o telefone e ligou para o seu chefe pra verificar se eu podia doar ou não. Finalmente ele disse que sim.

Claro que tive que perguntar pros dois carinhas, só por curiosidade, o que dizia no manual deles. Fiz a seguinte comparação pra eles entenderem: é como se eu morasse a vida inteira em Seattle (que fica bem no noroeste aqui dos EUA) e eles não me deixassem doar sangue por causa de uma doença que só tem na Flórida (no sudeste dos EUA). Expliquei que o Brasil era um país bem grandinho. (Talvez ele ficasse chocado se eu dissesse que o Brasil é maior que a parte contígua dos EUA – ou seja, 48 estados mais o Distrito de Colúmbia, ou “área total menos Alasca e Havaí”.) Por isso, tratar o país como “uma coisa só”, tanto no caso do Brasil quanto no dos EUA, não fazia sentido.

Aí ele até me alcançou o manual, para eu mesmo consultá-lo. E estava lá a lista de todos os estados do Brasil onde há risco de malária – sendo que todos eles são estados onde eu jamais estive. No fim das contas, todo o rolo foi por falta de preparação deles (em receber doações de estrangeiros!), e não por uma falha do manual. Olha, considerando as experiências desagradáveis que já tive ao doar sangue (vide histórico do blog!), fica cada vez mais difícil entender por que persisto como doador. Se não é por altruísmo, só pode ser por teimosia!

Quando voltei pra casa, vi que tinha e-mail da NYU, oferecendo a alunos do meu programa (International Legal Studies) a oportunidade de observar a reunião do Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas, durante a segunda semana de março, na sede das Nações Unidas aqui em Nova Iorque. Apenas os vinte primeiros interessados teriam a oportunidade. Pensei que nem teria mais chance, porque o e-mail tinha chegado uma hora antes, mas resolvi tentar mesmo assim – e consegui! Tô dentro.

Na terça-feira à noite fui ao Carnegie Hall para o último concerto do meu pacote estudantil para a temporada. O concerto com a Orquestra Sinfônica de Pittsburgh foi, na minha opinião, o melhor dos três a que assisti (os outros foram com as orquestras da Juilliard e de Houston). A primeira parte do programa foi o Concerto para Violino de Brahms (Op. 77), com a violinista Anne-Sophie Mutter. Apenas o máximo. Só para deixar um gostinho do que foi o concerto: encontrei esta gravação do Allegro giocoso, ma non troppo vivace – Poco più presto (terceiro e último movimento) com a mesma violinista.

E quarta-feira nevou. O dia inteiro. Muito. Uns 30 centímetros. A nevasca foi forte a ponto de a NYU declarar snow day e fechar as portas – coisa que, segundo disseram por aqui, acontece muito raramente. Na quinta-feira, assim que me liberei da última aula, fui tirar fotos do Central Park coberto de neve.

 

 

Sábado fui de novo ao Carnegie Hall, dessa vez com meu ingresso baratinho de estudante para a Filarmônica de Nova Iorque. A primeira peça (e acho que minha preferida da noite) foi a ouverture de Rienzi (a gravação aqui não é da NY Phil), de Wagner. A orquestra, claro, é espetacular, mas o maestro – Alan Gilbert – faz o seu próprio show. Ele rege energicamente como se fosse ter um ataque cardíaco a qualquer momento.

Muito inspirador para mim: domingo de manhã voltei a ensaiar o City Grace Choir! Vamos preparar uma música para Sexta-Feira Santa e duas para a Páscoa. Acho que, além do coro, vamos organizar um quarteto só de guris. Ah, e talvez cantemos uma música em português… veremos! Depois do culto, mais um ensaio do coral (sim, um antes e outro depois do culto), almoço às 15h, passeio na Strand (uma biblioteca de usados enorme na Broadway).

Pra terminar o dia, fui ao Empire Hotel Rooftop com uma amiga – que vai permanecer anônima pra ninguém ficar me incomodando! – em comemoração ao Valentine’s Day, dia dos namorados aqui. Não, não foi um encontro romântico – foi um encontro de amigos solteiros, hehe! Mas com direito a chocolate e cartão (de amizade…). :)

Edwards v. McCloskey

Edwards v. McCloskey é o caso que estou estudando agora. Prometo que é interessante. Também garanto que não é falta de ética profissional minha revelar os detalhes.

O argumento de Edwards é o seguinte:

What the reader needs in [an] umbrella section is a road map of the organization to follow.” (Edwards, Legal Writing and Analysis, p. 113)

“O que o leitor precisa em uma seção guarda-chuva é um roteiro [literalmente: mapa do caminho] da organização que seguirá.” (Traduzi así nomás.)

Por sua vez, McCloskey argumenta:

The table-of-contents paragraph is an abomination to the Lord thy God. […] You will never see it in competent writing. Weak writers defend it as a ‘roadmap’.” (McCloskey, Economical Writing: An Executive Summary, p. 240)

“O parágrafo-sumário é uma abominação para o Senhor, teu Deus. Nunca o verás num texto escrito de forma competente. Escritores fracos o defendem como um roteiro [literalmente: mapa do caminho].” (Traduzi así nomás.)

No papel de observador externo (aqui sou estudante), sem obrigação de manter imparcialidade (aqui não sou juiz) nem de defender um ou outro ponto de vista (aqui não sou advogado), e além disso escrevendo um post no meu blog e não um texto acadêmico ou jurídico (ou seja, aqui sou praticamente um estudante de férias!), sinto-me com total liberdade para expressar minha preferência pessoal categoricamente: sou pró-McCloskey (e não é de hoje).

Outro dia, quem sabe (pra deixar bem claro: não é um compromisso!), tiro um tempinho para refletir e escrever mais aprofundadamente sobre a questão de fundo desse caso: é possível conciliar o aprendizado de técnicas americanas de escrita jurídica sem renegar princípios de redação mais abrangentes e aparentemente mais razoáveis?

P.S.: Fala sério, vou ter que fazer um disclaimer: o caso que menciono aqui é uma obra de ficção. Poderia dizer que não é ficção, porque o dilema é real, mas digo que é ficção, sim, porque eu é que tive a ideia de apresentar o dilema como se fosse uma disputa judicial. Enfim, deixo claro que meu caso fictício é mesmo fictício e nada tem a ver com o “caso da vida real” Edwards v. McCloskey Motors ou qualquer outro em litígio por aí afora…

De volta a Gotham

Voltei para NYC dia 9. Desempacotar malas, arrumar o quarto, lavar roupa… Tarefinhas básicas e desmotivantes combinadas + aquele sentimento de coração apertado depois de me despedir da família = primeiro dia sem-graça. Domingo fui ao culto e almocei com os amigos, o que já ajudou um pouco.

E aí a NYU começou a me engolir. Comprinhas de livros para o próximo semestre, leituras (muitas leituras), paper do semestre passado por terminar. A primeira semana foi pesada. Além de me reacostumar com o ritmo (leituras, aulas, correrias acadêmicas), tive muitos eventos sociais. Ando requisitadíssimo, embora não “popular”, como quis dizer minha amiga Daniele. Festa de aniversário na segunda, recepção da turma de Direito Internacional na quarta, entrevista simulada e recepção na quinta, “Game Night” com amigos da igreja na sexta (jogamos Siedler / Settlers / Descobridores de Catan! yay!).

O bom desse semestre é fiquei com a sexta-feira livre (isto é, sem aulas, o que não quer dizer que não tenha nada pra fazer – e nem sempre sem aulas, porque alguns professores já marcaram aulas extras em sextas-feiras). De qualquer forma, será meu dia pra descansar, eventualmente viajar… ou recuperar os atrasados da fac. Outra vantagem é que uma das disciplinas que estou cursando é condensada na primeira metade do semestre. Mais trabalho inicialmente, mas mais liberdade posteriormente. :)

Este semestre estou cursando Climate Change Policy (Políticas contra Mudança Climática), International Human Rights (Direitos Humanos), Investment Disputes in International Law (Disputas de Investimentos em Direito Internacional), U.S. Legal Methodology (Metodologia Jurídica Americana), e WTO: Core Issues and Dispute Settlement (OMC: Questões Principais e Solução de Controvérsias). Já tive todas as disciplinas, e estou gostando de todas elas. A maioria delas exigirá bastante de mim ao longo do semestre (trabalhinhos e avaliações continuadas); por outro lado, tenho apenas uma prova final!

Além das novas disciplinas, ainda tenho que escrever um artigo deferido do semestre passado (Direito Internacional Ambiental). O tema está preparado e aprovado pelo professor; agora é só começar a trabalhar!

Extra-academicamente, vou estudar para o exame de ordem aqui nos EUA, continuar com os estudos teológicos (já me reuni uma vez para discussões com o pastor ano passado), participar do Downtown Community Group toda quarta-feira (a menos por motivos de força maior), reger o City Grace Easter Choir (projeto de reedição do City Grace Advent Choir!), nadar, patinar no gelo, e procurar emprego.

Ai, que cansaço. Quero férias.

Exam mode OFF

O passeio intensivo na Estátua da Liberdade agravou um resfriado que já vinha se anunciando, e por causa disso dia 15 foi um dia totalmente improdutivo. Odeio admitir isso, porque raramente fico resfriado. Tomei um remédio que me derrubou na cama a manhã inteira, e o resto do dia foi imprestável.

Aí passei os dois dias seguintes agradavelmente resfriadinho, trancado no quarto, evitando contato com o mundo exterior (porque até então eu não sabia se era mesmo apenas um resfriadinho… vai que fosse coisa pior?) e escrevendo minha última prova, de Direito Transnacional. Às 10:56 da noite, finalmente terminei. Exam mode OFF.

Exam mode meia-boca

A pior parte dos exames já passou. Ergo, posto.

Domingo… ah, eu como eu amo domingos! Primeiro tive ensaio do City Grace Advent Choir. Tá quase tudo preparado pra nossa apresentação única! Ainda temos ensaio amanhã, sábado, e domingo antes do culto. Temos trabalhado bastante; tomara que o Patrão goste do resultado. :) Ah, e no culto um dos hinos que a comunidade cantou foi Holy, Holy, Holy; de vez em quando eu gosto de cantar uns hinos tradicionais, especialmente desses que são ‘universais’.

Depois do culto e do almoço, doei sangue. Tudo certo. Fora o fato de que meus batimentos cardíacos estavam em 97 por minuto (!) e minha pressão arterial em 15 por 9 (!). Apesar disso me deixaram doar sangue, mas… tchê, que foi aquilo? Ah, perumpoquinho: hipertensão, não. Tudo bem que eu esteja em vários dos grupos de risco: fumante, alcoólico, obeso, sedentário… haha, fala sério. Fiz um check-up cardiológico antes de vir pros EUA e estava tudo bem, como sempre. Tem que ser transitório. A enfermeira que me tirou o sangue (!) disse que pode ser por causa dos exames. É isso. Tudo culpa da NYU Law.

Segunda-feira, então, fiz o exame de Arbitragem Internacional, das 9h da manhã às 7h da noite: 10h ininterruptas de total piração, sem sair do apartamento (e do quarto só para me alimentar e atender a chamados urgentes da natureza). Doze páginas de questões, sendo que uma delas incluía comentar sobre uma decisão judicial novinha (em anexo, mais onze páginas), que nunca tínhamos estudado em aula. Quando concluí a prova, a primeira coisa que me veio à mente foi, “dude, what on hearth was that?“. Fiz o que pude. Respondi todas as questões; estourei em 4,5% o máximo de palavras (o prof não deve nem notar, então acho que tudo bem.) Só não tenho a menor ideia do que esperar do resultado! Ai, minha hipertensão. :P Assim ficou o meu quarto depois do exame… tive que registrar fotograficamente aquele caos. (Se não der pra ler as “anotações” que eu fiz na foto, a saída é clicar nela pra abrir maior.)

 

Depois do exame ainda catei forças não sei onde e fui nadar. Dormi o sono dos justos e exaustos, e no dia seguinte, de pijama, vivi a manhã dos vagabundos. Terça-feira à tarde revisei toda a matéria de Direito Internacional, e fiz a prova hoje, quarta-feira. Foi bem menos desumana que a anterior, mas mesmo assim bastante difícil. Agora só resta esperar os resultados.

O que me falta para poder desligar de vez o exam mode é uma prova de Direito Transnacional (tenho até quinta-feira que vem para resolvê-la) e um artigo (quase pronto). Et tout sera fini, pelo menos quanto a este semestre. A aventura LL.M. continua em 2010.

Com essa história de ficar me estressando com estudos e preparativos para provas e fazendo provas, até me passou meu aniversário de quatro meses em NYC. Ainda não me acostumei com esse tempo que não para de passar nem ao menos diminui o ritmo…

Snow flurry III

Ok, admito: eu tinha planejado ir ao súper só amanhã, não hoje, mas mudei de ideia só porque eu tinha que pegar uma nevezinha básica. :) Peguei minhas sacolas eco-friendly e o meu guarda-chuva ‘I love NY’ e me fui para o Morton Williams. Continua chuvisnevandinho de quando em quando. Até me surpreendi que chegou a acumular um pouco neve/gelo sobre alguns carros estacionados por aí.

Ahhh, finalmente chega o frio! o inverno! a minha estação! :) Finalmente vou poder usar blusas de lã e casacos e bota e cachecóis! E aqui ainda tem o plus da neve. Há pouco quando estive na rua, parecia até que eu nunca tinha visto neve: tentando mas nem tanto conseguindo conter um risinho de criança feliz.

Por uns minutinhos até consegui me esquecer de que tenho três exames dificílimos esta semana. Mas só por uns minutinhos. Aliás, que história é essa de o semestre já terminar? Parece que foi semana passada que estava fazendo o trabalho de meio de semestre! E parece que uma semana antes disso eu estava chegando a NYC – como assim, “isso já faz quase quatro meses”? O golpe de misericórdia foi quando ouvi no súper que a música de fundo era de Natal. Alguém pode me explicar pra onde foi o tempo?

Snow flurry

Continuo em exam mode… só apareço rapidinho pra contar que está nevando em NYC pela primeira vez na temporada. A previsão do tempo era só chuva, e o google weather tá dizendo que a condição atual é “showers”, mas não vão me enganar. Tô vendo que é neve. Bem fraca e fininha… não vai acumular nada. Aliás, deve parar em instantes!

Exam mode ON

Venho, por intermédio deste post (fala sério), anunciar que a partir de hoje entro em exam mode, “modo prova”. As três provas que tenho são daqui a menos de duas semanas, o que é um pouco apavorante. Só é menos apavorante que o fato de que tenho um total de 153 páginas de anotações de aula (Times 11, espaço simples) pra revisar, sem contar os livros, artigos, tratados e casos (ou, de forma mais realista, os resumos que fiz deles ao longo do semestre).

Se tiver notícias extraordinariamente boas ou ruins, postá-las-ei; do contrário, o mais certo é que eu volte à postância regular (que ultimamente, reconheço, já vinha meio irregular… aiai) daqui a uns 20 dias. Antes da pausa, porém, duas coisas:

1) Feliz Dia de Ação de Graças! :) Sou muito grato a Deus por cada detalhezinho que demonstra o cuidado dEle pra comigo, especialmente desde que cheguei aqui em NYC. Ainda que esse feriado seja mais um elemento estranho à minha cultura, hehe, e ainda que não tenha (mais?) lá grandes significados cristãos, nunca é de mais dar graças a Deus.

2) Feliz Advento! :) Começa domingo próximo! Aliás, até agora não tinha contado aqui que estou ensaiando e regendo um coro, o City Grace Advent Choir! Nossa única apresentação será dia 13 de dezembro, durante o culto. Postarei vídeos, se puder.