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Tudo de Mozart

Desde a visita a Viena (ver este post e o início deste outro), minha paixão pela música de Mozart está mais que reacesa. Por mais que algumas peças de suas óperas sejam fascinantes, as composições instrumentais dele são o que mais me encanta, talvez porque eu seja em geral muito mais adepto a concertos, sinfonias e afins que a óperas e cantorias líricas.

A dica de mestre do post de hoje é este site, de onde se pode (legalmente!) fazer o download da obra completa de Mozart. A qualidade é baixa (wma com 32 Kbps), mas até que serve bem para ouvir no MP3. Sim, já baixei umas quantas músicas e já mudei de novo a trilha sonora tudo de Bonn!

Postálbum de Viena

Uma semana depois, finalmente tenho tempo de organizar um postálbum da viagem do trio Carina-Volker-Martin a Viena, Áustria. Na análise in loco, confirmei (talvez depois de um choque inicial, do tipo: “é assim o leste europeu?”) que a cidade tem mesmo muitos encantos! Os passeios foram muito intensos, mas preciso (por motivo de tempo) me restringir a comentários sobre algumas fotos selecionadas!

O primeiro lugar a visitar foi o Palácio de Hofburg, residência de inverno da dinastia dos Habsburg (Império Austro-Húngaro). Lá visitei os aposentos do Imperador Franz Joseph I e da Imperatriz Elisabeth, ou Sissi, com uma exposição sobre a fabulosa (e controvertida) história dela. A foto é de uma das alas do Palácio de Hofburg.

Em seguida, uma longa caminhada pelo centro. Na foto, a Catedral de Santo Estêvão (Stephansdom). Em obras, claro: como a Abadia de Westminster, a Catedral de York, a Catedral de Lausanne… Eu não tenho sorte, mesmo!

Na noite do sábado, fui a um concerto de músicas de Strauss e Mozart, dois compositores clássicos e vienenses, no Kursalon, onde o próprio Strauss realizou apresentações. Já contei um pouco sobre o concerto aqui. Na primeira foto estou tocando violino ao lado do Strauss (só pra esclarecer: o cara dourado é o Strauss; eu sou o cara com o violino invisível). A segunda foto é de uma das alas do Kursalon.

No domingo, passamos rapidamente pela roda gigante Ferris, construída ainda no século XIX.

Dizem que o panorama da cidade a partir da Ferris é muito bonito, mas resolvemos ser mais ambiciosos: fomos até a Torre do Danúbio (Donauturm), a mais alta edificação de Viena, com 252 metros de altura total. Nas fotos a seguir, eu à caminho da torre (notem o look verão: estava tri quente, tipo uns 15 ou 16 graus Celsius) e uma das vistas que se tem lá de cima.

Na volta para o centro da cidade, uma passadinha pelo bairro internacional, onde fica o complexo-Viena da ONU (foto). (A Haia, Nova York, Bonn, Geneva, Viena… e a próxima deverá ser Paris! Depois que a situação ficar mais calminha por lá, quem sabe Nairóbi?)

Já de volta ao centro, espiamos a Hundertwasserhaus, essa construção super original e de certa forma “ecológica” do arquiteto vienense Friedensreich Hundertwasser.

Mais pro fim do passeio, em alto estilo, o Palácio Schönbrunn, a modesta (nossa, quase simplória!) residência de verão da dinastia dos Habsburg. Do morro atrás do palácio se tem uma bela vista sobre o palácio e a cidade de Viena (primeira foto). E pra encerrar a parte fotográfica do postálbum, nada melhor do que as carinhas dos três aventureiros, contentes por curtir o entardecer com uma vista digna de imperadores! 😉

Antes de voltar à Alemanha, ainda visitamos a Figarohaus, como é conhecida a casa onde Mozart morava nos tempos em que compunha a ópera “As bodas de Fígaro”. Ela aparece no filme Amadeus, que hoje, ainda no clima vienense, vou assistir pela segunda vez com mana e cunha (que nunca assistiram!). O filme é de 1984, mas passa por 2000-e-alguma-coisa tranqüilamente – “ótima sugestão, aliás, pra quem ainda não viu”!

(Não se preocupem: não pretendo terminar todos os posts com sugestões de filmes… é que desta vez foi realmente inevitável!)

Quem Deus põe ao nosso lado

Noite em Viena. O sábado que começou muito cedo e correu intensamente nos passeios pela cidade foi coroado com um concerto: peças de Mozart e Strauss executadas pela Salonorchester Alt Wien no Kursalon, sala de espetáculos onde a própria “dinastia Strauss” realizou apresentações no século XIX. Sozinho, estava um pouco entristecido porque minha irmã e meu cunhado resolveram voltar ao hotel, e um pouco desconfortável no meu traje simples de estudante-viajante perto de tanta gente vestida para concerto, “usando roupa de domingo”. Ainda assim, estava disposto a aproveitar ao máximo o ambiente e a música.

À minha esquerda sentou-se um casal, com uns 60 anos de idade. Lembrei-me dos meus pais – e era justamente a véspera do aniversário da minha mãe! Logo que chegaram, apenas trocamos sorrisos cordiais. Uns minutos depois, ela, que estava sentada bem ao meu lado, puxou assunto: “Do you speak English?“. A partir daí, enquanto esperávamos pelo início do concerto, travamos uma agradável prosa. O casal, vindo da Finlândia, estava de férias em Viena por quase uma semana. Ela, professora; ele, pastor! Logo fiz as devidas associações (Finlândia-Luteranismo) e tirei a dúvida: sim, como eu, eram luteranos! Acabamos conversando também no intervalo e depois do concerto, e no fim trocamos contatos.

Entardecer em Bonn. A segunda-feira que começou cedo e correu intensamente no estágio foi coroada com um acesso de produtividade no meu paper… tanto que, mesmo cansado, não conseguia parar de escrever e ir embora para casa! Até que parei para conversar com a estagiária-prima que conhecera algumas horas antes e com quem a partir de então passei a dividir o escritório. Depois de algumas amenidades, ela me contou sobre as dificuldades pelas quais vinha passando em conseguir um lugar onde se hospedar em Bonn, assim como das que enfrentara para ganhar o visto alemão.

Se até então eu já vinha me identificando com a história, o momento em que deixei mesmo o queixo cair foi quando ela me disse: “Quando fui entrevistada, não imaginava que seria selecionada para este estágio, nem que conseguiria o visto alemão, depois de tantas exigências e contratempos. Eu não teria conseguido se não tivesse colocado tudo nas mãos de Deus e confiado nEle. Me dá até arrepios!

A mim também…