Uma manhã em Amsterdã

Após uma semana em Genebra (menos um sábado em Berna) e outra em Arusha, no dia 14 de março comecei a volta pra casa – com direito a algumas escalas. A primeira delas foi em Amsterdã, na Holanda. Cheguei ao aeroporto Schiphol às 7:30 da manhã. Meu próximo voo seria só às 14:30. Sete horas de espera… jogando Angry Birds no aeroporto? Nem pensar.

Deixei a mala de mão num armário (€7), comprei um mapa da cidade (€2,50) e um bilhete diário para o transporte urbano (€15) e tomei um trem – em 18 minutos estava na estação Amsterdam Centraal. Ainda era cedo e muitos museus não estavam abertos, então aproveitei para caminhar pela cidade e tirar algumas fotos. Foi minha segunda visita a Amsterdã; a primeira tinha sido em novembro de 2000, cinco anos antes de ter uma câmera digital!

Amsterdam Centraal

Bicicletas na rua Nieuwezijds Voorburgwal. Ao fundo, à esquerda, o antigo prédio dos correios, hoje o shopping center Magna Plaza. Ao fundo, à direita, a parte dos fundos do Palácio Real

A partir dos fundos do Palácio Real, fui caminhando pela Raadhuisstraat e atravessando os canais em direção ao Prinsengracht (Canal do Príncipe), o mais longo dos canais principais.

Atravessando o Canal Singel

Atravessando o Canal Herengracht

Atravessando o canal Kaizergracht

À beira do Prinsengracht fica a Anne Frank Huis, ou Casa de Anne Frank, que queria muito ter visitado em 2000 e não tive oportunidade. Ao chegar no aeroporto de manhã cedo, tentei comprar um ingresso antecipado, que me permitiria pular a fila de uma hora de espera. Como não havia mais ingressos, resolvi não visitar – de novo – o museu. Pouco depois, inexplicavelmente, estava eu lá, esperando na fila. “Só pra ver se demora mesmo uma hora.” Pois demorou.

E valeu a pena! A visita é emocionante. Deu vontade de reler O Diário de Anne Frank, em que a menina narra o dia a dia na casa e no anexo secreto onde se escondeu, com vários outros, da polícia nazista na Holanda ocupada durante a Segunda Guerra Mundial. O museu não permite fotografia, mas o site oferece um passeio em 3D.

A fila para entrar na Casa de Anne Frank literalmente dobrava a esquina!

Esperando na fila, fotografei a torre da Westerkerk (Igreja do Oeste), onde Rembrandt está sepultado

Uma hora de espera depois, a fila atrás de mim ainda era grande

O quarteirão onde fica a Casa de Anne Frank; à direita, a torre da Westerkerk

Os dois prédios no centro da foto são a casa original de Anne Frank; à direita, um edifício incorporado ao museu

Na saída do museu, topei com uma banca de flores e plantas em minha homenagem: Martin’s Bloemen en Planten

Após a visita à Casa de Anne Frank, fui ao Bijbelsmuseum. O Museu da Bíblia fica em dois elegantes edifícios históricos de estilo holandês clássico, construídos em 1662 – são as Cromhouthuizen, ou casas de Cromhout, em alusão ao sobrenome do seu primeiro proprietário, Jacob Cromhout. Na coleção do museu, destacam-se minuciosos modelos do Tabernáculo e do Templo de Salomão, artefatos egípcios (até mesmo uma múmia) e, é claro, Bíblias, incluindo a mais antiga impressa na Holanda (1477) e um exemplar da primeira edição da versão autorizada em holandês (1637).

Fachada do Bijbelsmuseum

As Cromhouthuizen, vistas do outro lado do canal Herengracht

De volta à rua Nieuwezijds Voorburgwal (nos fundos do Palácio Real), visitei por último o Amsterdam Museum. Para mim, o destaque no museu foi a exposição Amsterdam DNA, que resume a história da cidade (e, de carona, também a do país) ao longo de sete épocas, por meio de imagens, sons, objetos e movimentos.

Em frente ao Amsterdam Museum, a interessante fachada da Posthumus, loja que produz e vende selos customizados (além de papéis, tintas, envelopes…) desde 1865

Letreiro do Amsterdam Museum

Portão de entrada do Amsterdam Museum

Foram sete horas muito bem aproveitadas em caminhadas pela cidade e em visitas a três museus importantes. Terminada a manhã em Amsterdã, voltei ao aeroporto para não perder meu voo às 14:30. À tarde fiz mais passeios… mas sobre esses eu conto no próximo post!

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3 ideias sobre “Uma manhã em Amsterdã

  1. Elisabeth

    Muito bem aproveitado o tempo, Martin! Boa sugestão para quem tem uma espera longa entre os voos. Obrigada pela postagem!

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    Resposta
  2. Pingback: Anoitecer em Paris | Martin D. Brauch

  3. Pingback: Em Buenos Aires, com visita guiada ao Céu | Martin D. Brauch

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