Na manhã de ontem foi marcada a data: 23 de janeiro de 2009 (!!!) será minha formatura no curso de Direito. [A propósito, estão todos convidados!] Faz pouco que se iniciou a segunda metade do curso, mas até se pode dizer que a data não foi marcada tão cedo assim. Em geral, a primeira coisa que os bixos do Direito fazem é preparar as fotos para o quadro de formatura…
Brincadeiras (com sua boa dose de crítica) à parte, a discussão sobre a data e sobre o reajuste na mensalidade da associação da turma me deu até nó na garganta. Eu já fui, aliás, secretário da associação – felizmente hoje estou livre disso e consciente de nunca mais assumir esse tipo de obrigação! O que acontece hoje é que estou muito mais inclinado a uma formatura de gabinete do que a um megaevento do trinômio colação-recepção-baile.
Surpreendentemente, não estou muito disposto hoje a uma argumentação longa. Os argumentos são tão patentes que parece redundante apontá-los, mas vamos lá, de forma breve. Em primeiro lugar, não será minha única nem primeira formatura (a Economia vem antes). E por derradeiro lugar (aliás, só este argumento já basta!), juntar cerca de mil reais (em não-tão-suaves prestações mensais pagas à associação da turma), para gastar em uma só noite, é quase um absurdo sob o ponto de vista pessoal. Aliás, não só pessoal – também distributivo ou social. Eu preferiria empregar os sessenta mil reais (R$ 60.000,00, pra visualizar melhor) que a turma como um todo vai juntar para fazer o espetáculo na compra de uma casa para quem realmente precisa – ou qualquer outra coisa que não me pareça tão fútil e efêmero.
Por que as formaturas precisam ser megaeventos? Por que não fazer cerimônias mais modestas? Tudo bem, é ótimo para as produtoras e, por isso mesmo, para a economia. E é evidente que esse é um momento especial na vida das pessoas – na minha vida também será, por óbvio. Mas será inesquecível de qualquer forma… Todo esse circo vale a pena?
