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Intensamente de férias

Tanto aconteceu nas últimas semanas, desde meu último post, que dia após dia foi ficando mais difícil tomar coragem para atualizar o blog… muita coisa pra contar! Prometi a mim mesmo que não deixaria o ano terminar sem uma atualização, então cá estou. Serei sucinto nos relatos, tanto quanto possível.

Aliás, acabo de desistir de fazer tudo num post só. Seria muita loucura de minha parte. Muita informação pra digerir. Vou postando retroativamente… de 13 a 27 de dezembro. Muita calma e paciência nessa hora, porque esse projeto de atualização tende a levar um tempinho!

It’s Christmas time in the City

Passei o Natal longe da família, mas “em casa”, com muitos amigos!

Dia 22 os amigos Eugenia e Pietro convidaram para um jantar no apartamento deles. Minha intenção era preparar pão de queijo como aperitivo, mas, como não deu muito certo (nunca tive tanto trabalho com uma mistura pronta…), teve de ficar de sobremesa!

Com Dori, Ranjitha, Pietro, Eugenia e Rania

Verificando se o pão de queijo estava comestível! ;)

Dia 23 fui até o Carnegie Hall para comprar um ingresso de estudante para um concerto da Orquestra de Cordas de Nova Iorque… esgotado! Pra não perder a ida a midtown, fui a um evensong, um culto anglicano na Saint Thomas Church Fifth Avenue, com direito a música coral do início ao fim. Sentei no segundo banco pra ouvir e ver tudo de pertinho! Fiquei de alma bem mais leve após uma hora de música de Natal. Na volta para casa, porém, um congestionamento de trens fez com que a viagem demorasse 45 minutos, mais que o dobro do normal… Altos e baixos natalinos em NYC!

Dia 24, bah, fiz faxina. Quase enlouqueci limpando todo o apartamento e colocando no lixo materiais do semestre findo para fazer espaço para os materiais do semestre vindouro. Terminei a tempo de tomar banho e me preparar para o culto. Fui com a amiga Misako até a Morning Star New York (MSNY) no Upper East Side (lado leste do Central Park), já que na City Grace, nossa igreja, não teria culto na noite de Natal. Quando chegamos lá é que ficamos sabendo que o culto era na sala de reunião da MSNY no Upper West Side, ou seja, no lado oposto do parque. (Pra deixar bem claro, a culpa não foi nossa: o site da igreja não dizia se seria no lado leste ou no oeste, e como normalmente os cultos são no leste, apenas seguimos o padrão). Lá fomos nós, tomar um táxi para o Upper West Side… chegamos a tempo de participar de meio-culto! Depois jantamos num restaurante francês, La Bonne Soupe (a sopa era bem mais que apenas “boa”).

Dia 25 às 11:15 da manhã, brunch natalino no Upper West Side com a Leslie, outra amiga da City Grace, em outro restaurante francês, Café du Soleil. Pura coincidência o restaurante também ser francês! Como deixamos pra escolher o lugar, tipo assim, às 9h da manhã (!), tivemos sorte de conseguir uma reserva. Muita sorte. A refeição estava deliciosa e superlinda também; vide, por exemplo, minha sobremesa. ;)

Profiteroles! :D (Ou melhor, um só profiterole gigante!)

Dia 25 ainda teve tempo pra conferência de família, um lanche com amigos num bar mexicano, e uma partida de Siedler (ou Settlers ou Descobridores de Catan, um dos melhores jogos de tabuleiro do mundo!) na cozinha minúscula aqui do apartamento. :P

Dia 26 era pra ter sido o dia da inauguração dos meus patins de gelo. Por causa da chuva, nada de patinação (indoors não tem graça!), e o dia acabou sendo de muita caminhada na chuva! Ajudei a Misako a encontrar um par de patins para ela, e comprei também algumas coisas básicas pra mim: um filtro de água e, quem diria, mais material de limpeza. Que coisa mais incontrolável.

À noite, reunião com amigas e amigos da igreja pra assistirmos a um filme. No fim das contas, típico: não assistimos a filme nenhum, e acabamos jogando broken picture telephone – um jogo parecido com “telefone sem-fio”, mas com frases e desenhos. Nunca tinha jogado, mas amei. Coisas incríveis podem acontecer nesse jogo. Dois exemplos espetaculares (e ao mesmo tempo de certa forma compreensíveis, eu acho): o que no início era a Carmen Miranda chegou no final como um robô; o que era a lua virou uma bola de boliche.

Dia 27: culto e almoço de Natal na igreja. Em seguida, fui com Misako, Naoki e Kyle patinar no gelo no lago do Bryant Park (atrás da biblioteca pública e com vista para vários outros prédios-marco da cidade, incluindo o Empire State, o Chrysler e o Rockefeller Center!). Virarei freguês, porque é grátis para quem tem patins.

Meus três amigos patinaram lindamente. Eu, claro, nem tanto. Vamos com calma. Patinei algumas vezes no Canadá, alguns anos atrás, mas ainda tenho muito que praticar e aprender pra atingir certa desenvoltura na coisa. Apesar de perder o equilíbrio algumas vezes, pelo menos não caí nenhuma vez! Isso indica que, muito em breve, estarei em condições de realizar meu plano inicial: largar essa história aí de Direito Internacional me tornar professional ice skater. Obviamente não há mais tempo pra ir às Olimpíadas de Inverno de Vancouver daqui a pouco mais de um mês, mas quem sabe daqui a um ano?

Depois da patinação, jantamos no Favela Cubana, um restaurante brasileiro-cubano aqui no Village, e viemos aqui pra casa jogar Descobridores de Catan! (Eu não me canso desse jogo!) Depois de passarmos umas 15 horas juntos, estávamos um pouco cansadinhos, não uns dos outros, mas fisicamente da patinação e intelectualmente do jogo! Cada um foi para o seu canto (e eu tive o raro privilégio de já estar no meu canto e portanto não precisar ir a lugar nenhum!), na certeza de dormir como uma pedra (ou melhor, como um minério!) sem precisar contar ovelhas. (Os leitores que já jogaram Descobridores hão de perceber, neste ponto, que são duplamente privilegiados, primeiro por terem jogado o jogo, e segundo por entenderem a piada.)

Pista de patinação no Bryant Park

Bryant Park & the Moon

Where is the Chrysler Building? Quando saíamos do Bryant Park, me chamou a atenção o reflexo do Chrysler Building no prédio à direta da fonte (com um pouco de esforço, dá pra ver; peço compreensão, por favor, quanto ao fato de que tirei esta foto noturna sem tripé!). Olhamos para trás e percebemos que, de onde estávamos, não conseguíamos ver o próprio Chrysler Building! Ooohhh… reflexos sinistros… :P

Brooklyn Bridge revisited

Fiz uma caminhada fotográfica na Brooklyn Bridge com meu amigo Christian (um dos inúmeros leitores do blog do Guri que vêm a NYC todos os dias exclusivamente para pedir um autógrafo do autor). Haha… Pra descongelar, uma caminhada pela Broadway, culminando na Union Square, onde comprei meus patins de gelo (resolução de Ano Novo 2010: aprender a patinar no gelo)!

Sunset & the City

More sunset & more of the City

Manhattan Bridge & Empire State

Financial District & South Street Seaport

Indo para e/ou vindo de Manhattan?

Let it snow!

A primeira neve da temporada em NYC (descontando aquela nevadinha do outro dia) começou por volta das 14h do dia 19/12 e foi até sei lá que horas da madrugada do dia 20/12. Foram uns 30cm de neve, o suficiente pra deixar a cidade coberta de branco. Eu, claro, saí no auge da nevasca pra ver e fotografar as decorações de Natal em midtown.

Columbus Circle e as decorações de Natal

Central Park com um poquito de neve

Dentro da Trump Tower

Rockefeller Center: o carinha

Rockefeller Center: a árvore e a pista de patinação

De volta ao White Village

NYU + neve. Foto só por isso.

Washington Square Arch

Vanderbilt Hall (NYU Law)

Vanderbilt Hall courtyard

D’Agostino Hall, 110 West Third Street (meu endereço!)

Não satisfeito, mais tarde saí com amigos da faculdade pra jantar no Pars Grill, um restaurante persa em Chelsea. Continuava nevando forte depois que jantamos, o que não nos impediu de voltar caminhando pro Village (umas 25 quadras!). Duas fotos nada a ver, mas de que gosto:

Mantenha NYC limpa: coloque sua neve no lixo

Esquina da Rua 4 com a Rua 12, no West Village. Por que a foto? Porque rua normalmente não cruza com rua em NYC, a não ser no West Village, onde o traçado fica um pouco confuso!

Vista do meu quarto para o prédio vizinho

Vista do meu quarto no início da nevasca

Vista do meu quarto depois da nevasca

Exam mode OFF

O passeio intensivo na Estátua da Liberdade agravou um resfriado que já vinha se anunciando, e por causa disso dia 15 foi um dia totalmente improdutivo. Odeio admitir isso, porque raramente fico resfriado. Tomei um remédio que me derrubou na cama a manhã inteira, e o resto do dia foi imprestável.

Aí passei os dois dias seguintes agradavelmente resfriadinho, trancado no quarto, evitando contato com o mundo exterior (porque até então eu não sabia se era mesmo apenas um resfriadinho… vai que fosse coisa pior?) e escrevendo minha última prova, de Direito Transnacional. Às 10:56 da noite, finalmente terminei. Exam mode OFF.

Pra dentro da cabeça da Liberdade

Recebi a visita da Sue (mãe do meu cunhado, ou seja, sogra da minha irmã) e da amiga dela, Charlene. (Seria possível, por acaso, descrever numa palavra só o meu quase-parentesco com a sogra da minha irmã? Se alguém souber, por favor deixe um comentário, porque saber essa palavra, se é que existe, facilitaria bastante a minha vida!)

Incomum receber visita no meio do período de provas, mas tudo bem, porque já vínhamos planejando com bastante antecedência um passeio muito especial e privilegiado: subir até a coroa da Estátua da Liberdade! Eu já conhecia a ilha, a estátua, o museu, mas nunca tinha subido até a coroa da estátua, que estava fechada desde o 11 de setembro e só reabriu no meio deste ano. A Sue não quis perder a oportunidade (parece que vão fechar de novo em breve para reformas internas) e me convidou pra ir junto. Ora, claro que topei na hora.

A jornada começou aqui no Village: tivemos um almoço temprano no “Joe’s Pizza”, aqui pertinho, a pizzaria onde o Peter Parker trabalhou no Homem-Aranha 2. (Em homenagem à Joe pelo seu aniversário! A homenagem ao Felipe, também aniversariante do dia, veio mais tarde e foi um pouco mais forçada, envolvendo a Liberdade e gaivotas.) Após o rápido brunch, com muito approach, fomos ao Battery Park e tomamos um ferryboat pra Liberty Island.

Alguns detectores de metais depois, chegamos na estátua. Há duas escadas espiraladas: uma, só pra subir, enrolada na outra, só pra descer. Bom, o programa é altamente desaconselhado para claustrofóbicos; eu mesmo me descobri um pouco claustrofóbico (no início tive vontade de gritar pra abrirem a estátua pra eu poder respirar), mas no fim me contive e me acostumei com a ideia. Tem vários patamares (apertadíssimos) onde se pode dar umas paradinhas, mas não é tão cansativo assim. Ao todo são 354 degraus da base do pedestal até a coroa. A estátua não é tão alta quanto parece: 34 metros do pé até a coroa (mais 47 metros de pedestal).

Monumento ao pescador, no Battery Park

Sue e eu, dentro da cabeça da Liberdade (eu mal consigo ficar em pé!)

Manhattan como a Liberdade a vê

Alguém ainda duvida que eu subi na coroa?

Yes, I go to N-ah-Y-ah-U! (Vista do alto do pedestal)

La Liberté et moi

P.S.: A Sue me trouxe de presente uma cafeteira, uma tostadeira e um ferro de passar. Por isso desde esse dia tenho tomado café feito em casa (café passado! adeus instantâneo! yay!) em quantidades talvez um pouco excessivas. :P Usei a tostadeira algumas vezes também… mas, na boa, estou adiando tanto quanto possível o uso do ferro de passar. :P

City Grace Advent Choir

Depois de um mês de trabalho árduo nos ensaios de quintas-feiras à noite e domingos de manhã, o City Grace Advent Choir cantou no culto pela primeira e única vez! Magnificat pra começar; num segundo momento um arranjo original de Oh come, oh come, Emmanuel (versão em 5/4 por Kyle Sandison, o diretor de louvor da City Grace, e arranjo coral meu) seguido de Go! Tell it on the Mountain (com direito a estalar de dedos; sucesso absoluto!), e no terceiro e último momento uma canção de benção, The Irish Blessing (segundo a crítica, “foi tão suave que pareceu aquela música que as crianças de ‘A Noviça Rebelde’ cantam antes de ir dormir”).

 

(Não sei como aconteceu, mas falta uma soprano na foto oficial!)

Depois do culto teve almoço na igreja, e em seguida voltei pra casa e curti uma profunda nostalgia. O coro foi um dos pontos altos do meu primeiro semestre aqui! Os ensaios e a apresentação foram momentos de louvar a Deus juntos, fazendo e aprofundando amizades. Apesar de ter sido um pouco trabalhoso pra mim, valeu muito a pena. Aprendi muito e também me diverti (válvula de escape do mestrado!) escolhendo ou arranjando as músicas, e preparando e conduzindo os ensaios. Já me perguntaram sobre um City Grace Easter Choir, ou seja, voltar a ensaiar para a Páscoa… estou dentro, é certo! :)

Exam mode meia-boca

A pior parte dos exames já passou. Ergo, posto.

Domingo… ah, eu como eu amo domingos! Primeiro tive ensaio do City Grace Advent Choir. Tá quase tudo preparado pra nossa apresentação única! Ainda temos ensaio amanhã, sábado, e domingo antes do culto. Temos trabalhado bastante; tomara que o Patrão goste do resultado. :) Ah, e no culto um dos hinos que a comunidade cantou foi Holy, Holy, Holy; de vez em quando eu gosto de cantar uns hinos tradicionais, especialmente desses que são ‘universais’.

Depois do culto e do almoço, doei sangue. Tudo certo. Fora o fato de que meus batimentos cardíacos estavam em 97 por minuto (!) e minha pressão arterial em 15 por 9 (!). Apesar disso me deixaram doar sangue, mas… tchê, que foi aquilo? Ah, perumpoquinho: hipertensão, não. Tudo bem que eu esteja em vários dos grupos de risco: fumante, alcoólico, obeso, sedentário… haha, fala sério. Fiz um check-up cardiológico antes de vir pros EUA e estava tudo bem, como sempre. Tem que ser transitório. A enfermeira que me tirou o sangue (!) disse que pode ser por causa dos exames. É isso. Tudo culpa da NYU Law.

Segunda-feira, então, fiz o exame de Arbitragem Internacional, das 9h da manhã às 7h da noite: 10h ininterruptas de total piração, sem sair do apartamento (e do quarto só para me alimentar e atender a chamados urgentes da natureza). Doze páginas de questões, sendo que uma delas incluía comentar sobre uma decisão judicial novinha (em anexo, mais onze páginas), que nunca tínhamos estudado em aula. Quando concluí a prova, a primeira coisa que me veio à mente foi, “dude, what on hearth was that?“. Fiz o que pude. Respondi todas as questões; estourei em 4,5% o máximo de palavras (o prof não deve nem notar, então acho que tudo bem.) Só não tenho a menor ideia do que esperar do resultado! Ai, minha hipertensão. :P Assim ficou o meu quarto depois do exame… tive que registrar fotograficamente aquele caos. (Se não der pra ler as “anotações” que eu fiz na foto, a saída é clicar nela pra abrir maior.)

 

Depois do exame ainda catei forças não sei onde e fui nadar. Dormi o sono dos justos e exaustos, e no dia seguinte, de pijama, vivi a manhã dos vagabundos. Terça-feira à tarde revisei toda a matéria de Direito Internacional, e fiz a prova hoje, quarta-feira. Foi bem menos desumana que a anterior, mas mesmo assim bastante difícil. Agora só resta esperar os resultados.

O que me falta para poder desligar de vez o exam mode é uma prova de Direito Transnacional (tenho até quinta-feira que vem para resolvê-la) e um artigo (quase pronto). Et tout sera fini, pelo menos quanto a este semestre. A aventura LL.M. continua em 2010.

Com essa história de ficar me estressando com estudos e preparativos para provas e fazendo provas, até me passou meu aniversário de quatro meses em NYC. Ainda não me acostumei com esse tempo que não para de passar nem ao menos diminui o ritmo…

Snow flurry IV

Este é o último da série snow flurry, prometo! Fui rápido o suficiente para tirar uma foto da nevadinha, antes que ela parasse, e antes que escurecesse completamente (às 4:30 da tarde!) e já não desse pra ver nada. Só não fui rápido o suficiente pra postar no mesmo dia: só baixei da máquina hoje.

(Sim, as manchinhas brancas são os floquitos de neve caindo. Não, não são sujeirinhas na lente da minha câmera.)

Já mostrei a vista do meu quarto outras vezes aqui no blog, mas certamente nunca comentei que amo a vista para a caixa d’água antigona (à la Warner Brothers) de um prédio aí da volta. Ah, e nesta foto também meio que dá pra ver a “decoração de Natal” (são só umas luzinhas mal-colocadas) no patio interno do prédio vizinho. Como aqui no quarto não tenho nem terei decoração de Natal, pelo menos posso olhar pra microdecoração ali fora.

Snow flurry III

Ok, admito: eu tinha planejado ir ao súper só amanhã, não hoje, mas mudei de ideia só porque eu tinha que pegar uma nevezinha básica. :) Peguei minhas sacolas eco-friendly e o meu guarda-chuva ‘I love NY’ e me fui para o Morton Williams. Continua chuvisnevandinho de quando em quando. Até me surpreendi que chegou a acumular um pouco neve/gelo sobre alguns carros estacionados por aí.

Ahhh, finalmente chega o frio! o inverno! a minha estação! :) Finalmente vou poder usar blusas de lã e casacos e bota e cachecóis! E aqui ainda tem o plus da neve. Há pouco quando estive na rua, parecia até que eu nunca tinha visto neve: tentando mas nem tanto conseguindo conter um risinho de criança feliz.

Por uns minutinhos até consegui me esquecer de que tenho três exames dificílimos esta semana. Mas só por uns minutinhos. Aliás, que história é essa de o semestre já terminar? Parece que foi semana passada que estava fazendo o trabalho de meio de semestre! E parece que uma semana antes disso eu estava chegando a NYC – como assim, “isso já faz quase quatro meses”? O golpe de misericórdia foi quando ouvi no súper que a música de fundo era de Natal. Alguém pode me explicar pra onde foi o tempo?