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Coisinhas legais do domingo

Termino o post sobre o alarme de incêndio, saio para preparar uma tigelinha de cereal, e acontece uma coisinha tão legal. Eu ia tomar banho e dormir, mas agora me sinto obrigado a contar as coisinhas legais do domingo (cuja principal marca nem de longe foi o inconveniente alarme de incêndio).

Enfim, há um minuto meu apartmentmate saiu pra cozinha ao meu encontro pra me dar uma caixa de cereal. Ele participou hoje de um café-da-manhã comunitário com seus compatriotas (alemães) para assistir à apuração dos resultados da eleição na Alemanha. Sobrou cereal, e ele resolveu pegar e trazer pra cá, porque sabe que eu sou fã de cereal. Bem, eu de fato tenho quatro (!) tipos de cereal aqui – é barato, ideal para um café-da-manhã rápido, e leve para um lanche pré-soninho (tipo o que estou fazendo agora).

Outras coisinhas legais que aconteceram no domingo: fui ao culto, fiquei para o curso Alpha (estou liderando um grupo de discussão no curso Alpha da City Grace, desde semana passada!), depois recebi uma visita do pastor aqui no meu humilde lar (minha primeira visita extra-NYU!). Aí toquei flauta, tomei um chá irlandês tri bom que comprei na minha última ida ao supermercado, e enfim fui à biblioteca ler. Consegui terminar de véspera as leituras para International Law (inédito!), organizei a agenda para a semana, e ainda bloguei – duas vezes! E fiz tudo isso apesar da chateação do alarme de incêndio.

YES! Meu tempo está rendendo. :)

Alarme de incêndio

Domingo à noite, eu prontinho para dar o dia por encerrado, e dispara o alarme de incêndio (que, diga-se de passagem, é ensurdecedor – não é do tipo que dá pra se fazer de louco e ignorar). Esta semana já teve um alarme falso…

Coloco o tênis, pego a chave e o NYU card (abandonando no quarto o pouco que eu tenho – glup), e desço sete andares de escada até a portaria. Todos os moradores do prédio lá – parece até festa. Chegam dois caminhões de bombeiros com as sirenes ligadas, e alguns dos meus colegas firefighters entram no D’Agostino Hall. Uns minutos depois, saem. Alarme falso de novo… Que fiasco! No mínimo alguém acendeu uma vela ou um cigarro (não podeee!), ou queimou um bife (também não podeee!).

Brooklyn Bridge

Finalmente saí para fazer uma caminhada na Brooklyn Bridge. A ideia era chegar lá e voltar de metrô; pra variar, me passei um pouco: não só atravessei a ponte, como também caminhei um pouco na margem de lá do East River, atravessei de volta na Brooklyn Bridge para Manhattan, passei por Chinatown, e por fim almocei em Little Italy. Foi uma caminhada e tanto!

City Hall Park, Municipal Building ao fundo

Manhattan vista da Brooklyn Bridge

Guri na Brooklyn Bridge (Projeto “Espeto” Noite Jovem)

Os arcos da Brooklyn Bridge

Liberty Island + sul de Manhattan

Manhattan Bridge vista do Brooklyn Bridge Park
(P&B totalmente acidental… mas gostei!)

Brooklyn Bridge e Manhattan, vista do Brooklyn Bridge Park

Então uma visitinha a Beijing (hehe… Chinatown!)

Fim do passeio: almoço tardio em Mulberry Street, Little Italy
(ou melhor, no que restou de Little Italy, encravada em Chinatown)

Pra onde vai o tempo?

Não é nenhuma novidade a ideia de que o tempo é a commodity mais valiosa do mercado atualmente. Desde que cheguei a NYC – mas em especial nas últimas semanas – essa ideia ficou ainda mais clara para mim.

Nos meses em que morei em São Lourenço, eu não valorizava tanto o meu tempo, porque ele me parecia tão abundante comparado aos poucos compromissos que eu tinha. Então cheguei a NYC e tudo mudou. Tudo suga tempo: os estudos, a socialização, a cidade, as tarefas rotineiras. Logo percebi que o tempo não seria suficiente para tudo o que eu gostaria de fazer. E isso só se agravou à medida que eu percebi que o tempo nem de longe era suficiente para tudo o que eu deveria fazer.

A diferença entre o que eu gostaria de fazer e o que eu deveria fazer pode ser considerada bastante subjetiva, claro, porque afinal de contas sou eu mesmo o responsável por definir minha estrutura de prioridades. Assim, cabe a mim mesmo definir o que eu deveria fazer (e que, portanto, deve ter prioridade) e o que eu gostaria de fazer (e que, portanto, ficará para quando sobrar tempo – ou seja, para momentos de baixa no preço da commodity). O grande problema foi que passei a perceber que o tempo nem (ou mal) basta para as atividades de altíssima prioridade – uma superinflação da commodity!

No dia 15 fui a um workshop de gerenciamento do tempo, coordenado por um psicólogo da NYU. O título do evento, muito sugestivo, era “Where does the time go?” (“Pra onde vai o tempo?”). O workshop, que surpresa!, não deu nenhuma dica milagrosa, do tipo “como fazer com que o seu dia de 24 horas renda como se tivesse 48 horas”. O ruim do workshop foi perceber que eu já faço muita coisa para otimizar meu tempo (o que me deixa pouco espaço para melhorar): preparar “to do lists” (listas de afazeres) com prioridades e metas, superestimar o tempo necessário para cada projeto, manter uma agenda. O bom, claro, foi perceber que ainda há algum espaço para melhorar: ser menos perfeccionista, procrastinar menos, aprender a dizer “não”.

Liberdade farroupilha

Finalmente tirei um tempo para organizar e postar algumas fotos do Sunset Cruise, o passeio pelo Rio Hudson que fiz no findi passado.

Pôr-do-sol no lado de lá – New Jersey

Pôr-do-sol (refletido) no lado de cá – New York

Entre um lado e outro, a Liberdade

The city that never sleeps?

Saí por volta das 8:30 da manhã pra comprar marca-texto e outras coisas de papelaria (bem coisa de estudante) e fiquei decepcionado. NYC dorme, sim – aos sábados de manhã. Ninguém na rua (além de mim e da Vanessa, estudante de doutorado aqui na NYU Law, com a mesma frustração que eu) num lindo sábado de manhã. E quase todas as lojas fechadas; nenhuma papelaria aberta – nem mesmo a Staples. Acabei onde? No Kmart, claro.

LaGuardia Place, totalmente deserta

Depois fui à NYU Law Library, onde passei a maior parte do dia.

NYU Law Library (quase vazia), International Law casebook, NYU ID card :P

E à noite fui com amigos ao Carnegie Deli, onde comi um Truffle Torte Cheesecake muuuito bom (nota-se pela minha cara de feliz). Acho que vou começar a tradição de comer cheesecake no meu aniversário de Confirmação (19/09/1999-2009)! (Contanto que isso não me impeça de comer cheesecake em muitos outros momentos da vida…)

Considerações sobre a semana que passou

  • Tive reuniões com três professores para ajudar a definir os temas dos dois papers que vou escrever neste semestre. As reuniões me ajudaram muito a me dar mais opções sobre o que escrever e me deixar ainda mais confuso. Mas não é ironia… isso ajuda mesmo!
  • No início da semana, várias vezes quis intervir numa aula. Estava com vários comentários na ponta da língua, só que não consegui vencer meu inexplicável bloqueio de falar em aula. (Ou nem tão inexplicável, considerando a tradição muda do Direito da UFPEL.)
  • Porque estava chateado, toquei flauta pela primeira vez em NYC.
  • Com isso, minha colega e vizinha Pam finalmente solucionou o mistério dos ratos que ela viu fugindo pelos corredores do prédio.
  • No fim da semana, participei ativamente de uma aula, que – por acaso – foi sobre o tema da minha monografia de graduação em Direito. Isso não quer dizer que eu esteja satisfeito com minha participação, que ainda tem que melhorar muito.
  • Porque estava contente, toquei flauta pela segunda vez em NYC.

Vida, obra e blog do Guri

Ao longo da semana aconteceram três coisinhas que me deixaram pensando sobre o blog. (E como eu fiquei pensando demais sobre o blog, acabei não postando…? Não, não foi bem isso. Tenho passado as semanas inteiras lendo para as aulas; raramente sobra tempo para fazer qualquer outra coisa além disso e das coisas de sobrevivência. E olha, as perspectivas de conseguir fazer sobrar tempo na semana para postar estão bem brabas!)

Primeiro, segunda-feira (14/09) veio um comentário no meu post The UK Tour 2007. O comentarista, Pedro Nercessian, simplesmente disse:

Que Irado, amigo. Um dia ainda vou fazer isso. Um abraço!

Segundo, quinta-feira (17/09) veio um comentário de Arlete Soffiatti ao meu post Tudo de Bonn:

Ola, Sei que este seu post é antigo mas bem atual pra mim. Moro em Bonn e meu blog chama www.tudodebonn.blogspot.com.

Coincidência, ne? Por acaso, tambem moro perto de onde voce trabalhou. Pena não termos nos conhecido na epoca, talvez voce pudesse ter arranjado um local pra morar aqui no meu bairro que é sensacional. Um abraço

(Bem, a Arlete andou comentando outros posts também – bem-vinda, Arlete! Agora, aproveito pra te responder: se foi coincidência eu não sei, mas o fato é que o meu post Tudo de Bonn é mais antigo que o teu blog… hehe!)

Fora o fato de que tanto Pedro quanto Arlete me mandaram abraços, há outra coisa comum às aparições de cada um deles no meu blog: eles chegaram a posts antigos (Pedro: 2007; Arlete: 2008), que há muito tempo não figuram na capa do meu blog. Isso me faz pensar na quantidade de informação que eu tenho colocado aqui, e em como tudo isso pode acabar aparecendo nas mais diversas buscas pelo google.

E isso me leva à terceira coisa que aconteceu esta semana. Recebi um e-mail da NYU, alertando todos os estudantes acerca das suas personas online. Começa assim (traduzi):

A maioria dos estudantes de Direito desenvolveram uma “persona online”, seja através de um blog pessoal, comentários e posts em outros blogs, participação em salas de bate-papo, perfis no Facebook [aqui orkut não é tão pop quanto no Brasil], Twitter, grupos e listas de e-mails, ou mesmo e-mails particulares que são encaminhados amplamente.

Os empregadores estão cada vez mais atentos às “personas online” dos candidatos, e estão voltando-se ao Facebook, ao Google, e a outras fontes online para “conferir” um candidato antes de tomar a decisão de contratação. Em resposta a isso, [a NYU] quer alertá-lo sobre o impacto sobre sua carreira de postar informações sobre si mesmo na Internet.

Dono de um blog que é mantido há mais de três anos (!) e que inclui um bocado de informações pessoais e opiniões – e também dono de contas no Facebook, Orkut e Twitter (bah, faz tempo que não entro lá!) -, minha reação imediata foi: “glup”. Depois me tranquilizei, vendo a lista de links que seguia no e-mail, com exemplos de coisas absurdas que as pessoas dizem e fazem online (um dos links é este aqui, in English).

Autodiagnóstico: “meu caso não é tão grave”. Estou livre desses perigos, porque o meu blog (e por aí me escapa a modéstia) é supersimpático, quase sempre em tom de “carta aos amigos”, com opiniões razoáveis e politicamente corretas (mesmo na coluna What really grinds my gears, que nem é tão frequente assim). Mesmo que o caso não seja grave, estão aí os exemplos de Pedro e Arlete para comprovar que a exposição da minha “persona online” existe.

O dia em que Mr. President almoçou na minha rua

Enquanto a Governadora Gaúcha literalmente brincava com fogo (valeu, Camila, por me manter atualizado sobre os fatos que estão acontecendo!), o Presidente dos EUA veio almoçar com Bill Clinton num restaurante que fica na minha rua.

After finishing his speech on Wall Street, President Barack Obama is headed to lunch with former President Bill Clinton at Il Mulino, a top-rated Italian restaurant in Greenwich Village. (Fonte!)

Depois de terminar seu discurso em Wall Street, o President Barack Obama foi almoçar com o ex-Presidente Bill Clinton no Il Mulino, um restaurante italiano cinco estrelas em Greenwich Village.

Ilustrando: A é onde eu moro; B é onde fica o Il Mulino.

Ver mapa

(Por alguma e$$$tranha razão (ainda) não fui almoçar no Il Mulino…)

Bom, deve dar pra imaginar o que foi a vinda do Obama pra cá: rua interrompida (tipo assim, na frente de casa!), praticamente toda a NYPD (polícia de NY) aqui na volta, e provavelmente uns quantos atiradores de elite do serviço secreto escondidos nos prédios da faculdade de Direito… sei lá.

Eu tinha mais o que fazer (adivinhem: ler!), por isso não fiquei na volta pra ver o Obama passar cantando coisas de amor, mas vários colegas meus (que se empuleiraram no Furman Hall, que é o prédio do Direito que fica do outro lado da rua) conseguiram vê-lo quando ele estava saindo do restaurante.

Mendelssohn

Encontrei no youtube uma música de que gosto muito e que estou ouvindo agora em CD. Gravação da New York Philharmonic (!) com Itzhak Perlman como solista: Felix Mendelssohn, Concerto para Violino em Mi Menor (Op. 64), segundo movimento (Andante). O youtube não permite “colar” esse vídeo no blog, então tem que clicar no link.

O blog do Guri adverte: é música de domingo à noite; reações adversas podem acontecer (tipo arrepios ou uma vontadezinha boa de chorar). :)