95.000 quilômetros

Há exatamente um ano (02/02/2014) eu publicava a distância que havia percorrido em viagens no ano anterior (2013): 100.000 quilômetros. Embora nunca antes tivesse feito esse cálculo, posso dizer com segurança que nunca tinha viajado tanto num mesmo ano. Também pudera: em 2013 eu fui do Brasil para a Ásia, a Europa e a América do Norte em ocasiões diferentes.

Bobeira não ter guardado a memória de cálculo; hoje quis conferi-la. Terminei 2013 em Seattle; no início de 2014, ainda fui de lá para Nova York e, de lá, de volta para Porto Alegre. Não me lembro se incluí essas viagens no cálculo de 2013 (porque, afinal, foram as paradas finais de uma viagem iniciada em 2013) ou se não as incluí (porque, afinal, ocorreram em 2014).

Hoje resolvi repetir o exercício para 2014. Para evitar dupla contagem, não contabilizei as viagens de janeiro de 2014 (Seattle–Nova York–Porto Alegre). Nem esperava chegar perto da marca anterior (porque em 2014 não fui à Ásia), mas não é que foi por pouco? 95.000 quilômetros. Não foram 2,5 voltas ao mundo. Foram 2,37 voltas.

Unisphere

Minha foto da Unisphere (altura de 12 andares e 300 toneladas de aço), no Flushing Meadows-Corona Park, NYC

No último post comentei que viajei um tanto e citei alguns locais visitados. Por lapso, deixei de citar alguns (*). Aí vai a lista completa (inclusive com as viagens de janeiro de 2014), com links para posts, quando houver. À medida que for escrevendo posts e publicando fotos referentes aos itens sem link, volto aqui e incluo o link. Ou seja, tenho assunto para todo o ano de 2015. 😀

Muitos dos destinos (Buenos Aires, Genebra, Montreux e Santo Domingo) foram a trabalho. O que não quer dizer que só trabalhei. O que não quer dizer que matei trabalho para passear!

Assim como em 2013, trabalhei bastante em 2014, mas no cotidiano percorri uma distância bem menor de casa ao trabalho: uns 1.200 quilômetros dentro de Porto Alegre, porque em maio comecei a trabalhar de casa. Claro, considerando as viagens de longa a distância, eu percorri uns 70.000 quilômetros a trabalho…

Cada vez faz menos sentido ter um carro, mas ainda não foi em 2014 que vendi o meu. Não me perguntem por quê. (Um belo dia surge um post-classificados: BARBADA VENDO FIESTA 2008.)

Há um ano eu estava feliz de ter voltado em 2013 a cantar num coro, o Grupo Cantabile. Ironicamente, agora estou triste de tê-lo abandonado em 2014. Achei (e ainda acho) complicado conciliar o nomadismo com os compromissos semanais (ensaios) e eventuais (apresentações).

Há um ano estava superfeliz de ter crescido profissionalmente e ido de um emprego muito bom a outro com potencial ainda maior em 2013. Curiosamente, agora posso dizer exatamente o mesmo sobre 2014. Enfim estou trabalhando com Direito Internacional! Para o ano que vem, espero continuar crescendo, claro, mas sem tantas reviravoltas…

Tudo isso foi importante para mim e me faz concluir que, embora ainda precise fazer alguns autoajustes, estou mais próximo do balanço positivo que costumava manter e que perdi em algum momento nos últimos anos. Perceber o quanto viajei no último ano foi a cereja que faltava no bolo.

O triste é que o parágrafo anterior é uma cópia do que escrevi há um ano. Ou não é triste? Ou é normal e devo me conformar em ser sempre incompleto?

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Uma ideia sobre “95.000 quilômetros

  1. Pingback: Um pé na África | Martin D. Brauch

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