Primeiro dia em Bratislava, Eslováquia

Da Expedição 2015 só faltou contar de quando fugimos de Budapeste e fomos de trem a Bratislava, passar dois dias na capital da Eslov… Para. Pensa. Eslovênia? Eslováquia.

Keleti Pályaudvar, bela estação de trem de Budapeste, de onde partimos

Desbravando Bratislava (Desbravatislavando?)

Na caminhada da Estação Central de Bratislava (Bratislava hlavná stanica, mapa) até o hotel, passamos pelo Palácio Grasalkovičov (mapa). Construído em 1760 em estilo Rococó ou Barroco Tardio para o Conde Grasalkovičov, um nobre húngaro, hoje é o palácio presidencial (Prezidentský Palác) da Eslováquia, servindo como residência oficial do Presidente da República. Em frente ao palácio fica a praça Hodžovo námestie, com a fonte Terra – Planeta de Paz.

Devidamente instalados no hotel, saímos por uma caminhada de reconhecimento dos arredores, descobrindo as ruelas estreitas da antiga Bratislava e encontrando verdades eternas pelo caminho, até chegar à Praça Principal (Hlavné námestie, mapa).

Uma das verdades eternas encontradas em Bratislava: “A vida é cheia de perguntas – Cupcakes são a resposta”

Igreja de Santa Clara (Kostol Klarisiek) e o Castelo (Hrad) ao fundo

Já na Praça Principal, a Antiga Prefeitura (Stará radnica), um complexo de edifícios construído a partir do século XIV

Na praça principal, o edifício do Banco Húngaro e Palácio Palugyay Palace, além da Fonte Roland (ou Fonte Maximiliano), de 1572

Estátuas de Bratislava

Na Praça Principal começamos a observar as estátuas espalhadas pelas ruas. São muitas estátuas – e todas bastante originais e curiosas! A primeira que vimos foi a estátua do Soldado do Exército Napoleônico, esculpida em bronze por Juraj Melis. A estátua lembra a invasão de Bratislava pelas tropas de Napoleão no início do século XIX. O chapéu é típico.

Do jeito que está parado, parece que o soldado está permanentemente bisbilhotando a conversa de quem sentar no banco… ou está apenas descansando e contemplando a vista dali. Na dúvida, a Lu foi conferir essa perspectiva.

Outra estátua muito famosa é a de Cumil, um operário dentro de um bueiro, com a cabeça e os braços para fora, olhando para a rua. Foi instalada em 1997 e é tida como a mais famosa estátua de Bratislava (aliás, difícil tirar uma foto ali em que não tenha alguém na volta, ou tirando foto ou esperando na fila para posar junto à estátua). Não é pra menos: Cumil é mesmo muito simpático! A estátua fica na esquinas das ruas Panská e Rybárska brána (mapa).

Ainda outra é a do Schöne Náci, em homenagem a Ignác Lamár. Esse gentleman ganhou fama por andar pelas ruas do centro de Bratislava no início do século XX, bem-vestido (embora com roupas velhas), cumprimentando as moças com sua cartola e oferecendo-lhes flores.

Ainda nos deparamos com outra estátua famosa… mas no dia seguinte.

Passeio de Prešporáčik

A partir da Praça Principal saímos para o Old Town Tour, um passeio pelo centro antigo no Prešporáčik, um pitoresco veículo conversível que é exclusivo de Bratislava. É o único tour motorizado que se pode fazer pelas ruas do centro antigo – ideal para o dia de chuvisco.

O Prešporáčik

Pelo centro de Bratislava, no Prešporáčik

Um dos meus prédios preferidos, perto da Catedral

Ruínas nas ruas estreitas do centro antigo

Ao fundo, o portão de São Miguel (Michalská bran), o único preservado entre os portões da fortificação medieval. Foi construído em 1300 e reformado em estilo Barroco em 1758.

Para o almoço, escolhemos um restaurante com vista privilegiada, bem em frente ao prédio histórico do Teatro Nacional Eslovaco (Slovenské národné divadlo, mapa, site oficial), inaugurado em 1886, em estilo Neo-Renascentista. (O prédio novo, inaugurado em 2007, fica aqui.)

Bratislavský hrad – o Castelo de Bratislava

Após o almoço, retomamos a segunda parte do tour: uma volta maior pela cidade (inclusive fora do centro antigo), com subida ao Castelo de Bratislava (Bratislavský hradmapa, site).

No século XV, o castelo foi construído em estilo Gótico e reconstruído no século XVI em estilo Renascentista. Por causa da da ocupação otomana do território atual da Hungria (1541–1699), Bratislava (também conhecida em alemão como Pressburg) tornou-se a capital do que restou do Reino Húngaro sob o poder dos Habsburgo. Por isso, de 1552 a 1784, foi no Castelo de Pressburg que permaneceram a coroa e as joias reais da Hungria.

A partir de 1740, para que a realeza tivesse uma residência tanto na Áustria tanto na Hungria, a rainha Maria Teresa da Áustria converteu o Castelo de Pressburg de fortaleza de defesa em residência real, em estilo Rococó.

Depois disso, em 1766, Alberto de Saxe-Teschen – Governador do Reino da Hungria designado pela senhora sua sogra, a rainha Maria Teresa! – e sua esposa Maria Cristina passaram a residir no castelo, expondo nele as muitas obras de arte que colecionavam.

Tudo ia muito bem para o Castelo de Pressburg, até que…

Em 1781 foi extinto o posto de Governador do Reino da Hungria. Alfredo foi para a Bélgica e levou consigo parte da coleção de arte; outra parte foi para a Viena (hoje, a Galeria Albertina). As joias da coroa húngara também foram para Viena. Um seminário funcionou no castelo por um tempo, mas logo os interiores rococó deram lugar a instalações militares. Em 1809 as tropas de Napoleão bombardearam o Castelo – e a cidade, também. E em 1811 sofreu um grande incêndio, por descuido dos soldados que o ocupavam.

Assim o castelo ficou em ruínas… até 1953. Outra grande reforma começou em 2008.

Os resquícios das janelas góticas estão entre meus detalhes preferidos!

Catedral de São Martin

Visitamos em seguida a Catedral de São Martin (Dóm sv. Martina, mapa). Foi originalmente construída em estilo Românico no século XIII, mas a catedral gótica hoje existente foi construída de 1311 a 1452. A torre tem 85 metros de altura – e no alto fica uma réplica da Coroa de Santo Estêvão (aquela que hoje está no Parlamento da Hungria), folhada com 8 Kg de ouro. A réplica  tem 1 metro de diâmetro e pesa 150 Kg!

A Catedral de São Martin – mal dá pra ver a coroa dourada de um metro de diâmetro no alto da torre!

Altar da Catedral de São Martin

Chama a atenção, no altar da catedral, a escultura equestre de São Martin, em estilo Barroco, instalada em 1744, obra do escultor Georg Rafael Donner. Ela mostra São Martin em trajes típicos húngaros, oferecendo parte de seu manto a um mendigo.

Em função da ocupação otomana de Budapeste, as coroações de onze reis e rainhas da Hungria, além de oito de seus consortes, aconteceram na Catedral de São Martin, entre 1563 e 1830. A lista dos reis e rainhas ali coroados está pintada no altar, em latim.

Na frente da Catedral de São Martin e em diversas ruas da cidade de Bratislava está indicado nas ruas, com pequenos “selos” metálicos presos às pedras do calçamento, o caminho por onde passava o cortejo das coroações. Ainda hoje se encenam, nas ruas de Bratislava, as festas de coroação.

Fim de tarde e ballet no Teatro Nacional

Para encerrar o primeiro dia, mais uma caminhada e um café no elegante Schokocafe Maximilian (mapa) antes do ballet La Bayadère, a que assistimos no prédio histórico do Teatro Nacional Eslovaco (Slovenské národné divadlo, mapa, site oficial).

Vitrine de uma padaria, com bonecos em movimento

Café musical pré-ballet no Schokocafe Maximilian

Dentro do prédio histórico do Teatro Nacional Eslovaco

Dentro do prédio histórico do Teatro Nacional Eslovaco

Após o ballet, vista noturna da Praça Principal (Hlavné námestie)

 

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2 ideias sobre “Primeiro dia em Bratislava, Eslováquia

  1. Pingback: Segundo dia em Bratislava, Eslováquia | Martin D. Brauch

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