A arte de protelar

Compromisso é dívida: é neste post que conto como se resolveu o dilema – Direito ou Jornalismo? Direito, pelos fatos e fundamentos que passo a expor. (A minha necessidade de argumentar talvez seja o primeiro bom motivo para fazer Direito!)

Continuar morando em casa, na minha própria cidade, significava menos despesa e menos esforço. Comodismo, talvez; preguiça, não! Passei em dois vestibulares e persistia na vontade de dedicar-me aos estudos. Minhas irmãs, que se mudaram para Porto Alegre para estudar, não disseram que se arrependiam da decisão, mas me advertiram da complicação (talvez desnecessária) que isso significou na vida delas.

Além disso, depois de minhas experiências internacionais com mudança do clima, surgiu o interesse não só pelo Direito Ambiental, mas também pelo Direito Internacional e pela Diplomacia. O curso de Direito seria, naturalmente, o primeiro passo. Não que eu fosse um apaixonado pela advocacia, ou pelo Direito Civil, ou pelo Penal… não! Eu não queria me tornar um técnico jurídico – queria escrever!

Então fui cursar Direito, tendo em mente o que contou um bacharel que trabalhava com mudanças climáticas. Lembro-me das palavras dele: “Durante as aulas do curso de Direito, eu lia peças literárias por debaixo da classe” .

“Que espetáculo!” foi o que eu pensei. Sim, era isso o que eu queria: ser estudante de Direito, um curso que abre um vasto leque de possibilidades de trabalho e que serviria de trampolim para áreas que me interessam, mas não deixar de ler e escrever, não me deixar tornar um técnico jurídico. Ser estudante de Direito


A Faculdade de Direito da
Universidade Federal de Pelotas,
sob nova perspectiva (de dentro para fora!)

4 ideias sobre “A arte de protelar

  1. avassaladora romântica

    realmente, continuar morando na casa dos pais é uma mão na roda :Dalém do quê, no meu caso, permite que eu me dedique a estágios não remunerados ou muito pouco remunerados, mas ganhe certa experiência, o que seria difícil morando por conta própria… também, quem manda escolher publicidade?! :Pmas acho direito a tua cara, Bartin, só não sabia do teu desejo de tentar a carreira diplomática. que tri! 😀

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  2. Gabriela Zago

    existe alguém que faça direito com o objetivo de se tornar um técnico jurídico? 😛 hehemas apesar de tudo o direito é legal (no sentido banal e jurídico do termo) :)– e a economia, onde é que entra nessa história?

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  3. MDBrauch

    Êêê, vou responder todos de uma vez só!1) É, talvez seja um pouco esperto! ;)2) Eu também tenho feito coisas que, se estivesse fora de casa, não poderia fazer, mas não posso envenenar o poço e adiantar a história. 😛 Mas eu não acho o Direito tanto a minha cara, assim… Quanto à carreira diplomática – isso é assunto para um post futuro! ;)3) Parece que foi ironia tua, mas, pra quem acha que não existe: pior é que existe, sim, muita gente que quer se tornar técnico jurídico – entra no primeiro ano pensando em processo, processo e processo e esquece de que a gente precisa de humanidade, também. Mas é bem isso: apesar de tudo, o direito é legal. Que economia? (Assunto de outro post! Pssst!) Hehehe

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