Papo de gente grande

A semana passada terminou em alto estilo e esta continuou em alto estilo: dias ensolarados! Também estava (e continua) quente pra essa época (climate change!), mas deixo esse aspecto um pouco de lado… O fato é que sexta-feira foi o dia perfeito para conciliar a ineficiência do sistema de transporte coletivo de Bonn (olha ele aí!) com uma agradável caminhada de volta pra casa, pelo menos na metade do caminho de uns cinco quilômetros. Não é a primeira vez que faço dessas. Gosto de caminhar para sentir o pulso (ou a falta de pulso!) da cidade, e também para ativar um pouco a circulação neste corpinho religiosamente confinado a um escritório das 9h às 17h.

Outra vez minha irmã queria saber como eu não me perco nas minhas caminhadas. Na real, não tenho segredo: vou da torre ao monte. Já falei num post sobre a Post Tower, mas aí vai mais informação a respeito. Ela fica na beira do Reno, ou seja, no extremo leste da cidade. Porém, sendo um dos poucos arranha-céus da cidade, pode ser vista de praticamente qualquer lugar: do meu escritório no Secretariado ao meu quarto em Kessenich! Se a torre está no extremo leste, no oeste fica Venusberg, o morro aos pés do qual fica o bairro onde eu moro. No sentido norte-sul, posso me guiar pelas linhas de trem e metrô que cortam a cidade. Por isso, enfim, dispenso a bússola!

Essas referências para localização, além de bastante úteis, trazem à memória lembranças da cidade em que morei por pouco mais de um mês no inverno de 2005/2006 e que adotei como cidade-natal-adotada: Montreal, Canadá. Lá, ao contrário desse inverno frouxo de Bonn, fazia frio pra gaúcho; a temperatura chegou a uns -15 graus Celsius! Por outro lado, tal como aqui, Montréal conta com o referencial do morro (o Mount Royal) de um lado e o rio (o São Lourenço) de outro.

Quanto aos arranha-céus, que lá são bem mais numerosos, até servem de ponto de referência, mas não tanto como cá. Apesar disso, também em Montréal existe uma saudável interação entre as torres e o monte. O plano diretor da cidade limita as construções à altura do Mount Royal, de forma que os maiores arranha-céus são da mesma altura do monte, num sinal de respeito ao marco geográfico que dá nome à cidade (Mount Royal… Montréal!). Lá de cima, torres de um lado e morro de outro conversam à altura – literalmente.

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