The many facets of an addiction

I think it all started with Frank Sinatra. Or maybe I first thought about it because of Frank Sinatra. I once gave a ride to a friend of mine, and he remarked that I was one of probably very few people my age whose car stereo playlist included a major selection of Sinatra songs.

After Sinatra, it continued with my living room decoration. First, the picture frame with a photograph of me in my NYU graduation attire in Washington Square Park. Second, the four black and white posters (printed from my own night photographs): Manhattan Bridge, the skyline from the Top Of The Rock, Brooklyn Bridge, and Washington Arch. Third, my NYU diploma on the wall.

It is of course all over pop culture, TV in particular. I’m not sure whether anyone could avoid it, even if willingly, but the truth is I’ve never even tried to avoid it. Well, as with any addiction, I seem to seek it no matter what. And so it appears in my favorite TV series—Friends, Law & Order SVU, CSI: NY.

My friends and colleagues often ask me about it: how the experience of it was for me, whether I want to dive into it again eventually, and when. Some ask me for advice on how to enjoy it the best way possible when they dive into it themselves.

At work they encourage it. My boss sends me news items about it from time to time. It seems that even the contents of my bilingual business cards, mentioning the jurisdictions where I’m licensed to practice law, were provocatively designed to remind me of it.

However, I don’t blame others for keeping my mind wrapped around it. I’m liable, more than anyone else, for my addiction. A recent expression of it is my obstinacy about watching all of Woody Allen’s movies, prioritizing those involving it.

I guess a growing urge to listen to the complete works of George Gershwin is its next expression. And there a cycle will be completed: from music to interior design to television to social interactions to professional activities to cinema to, once again, music.

My addiction to all things New York has been persistent ever since I moved out of the City—that is, I moved out of it, but it hasn’t moved out of me. My unwillingness or inability to let go of it is clear from the hope I express in my previous post:

New York is not the place where God wants me to be, at least for now. […] It could well be that I’ll go back to New York eventually, or it could be that my time there is over. There’s no way of knowing it for sure, so I’m taking one day—or year—at a time.

Rereading this, I realize my stance has changed at all. I would love to go back.

To be fair, I’ve been honestly striving to live [in] Porto Alegre to the fullest extent possible (my main restriction being my work hours, naturally, and to the exception of a few dark months I’ve been through earlier this year, during which I wasn’t really motivated about anything but work). I’ve been making a consistent effort to adapt and significant progress in adapting to life here—functioning in the city, absorbing its atmosphere and culture (even its accent), getting involved with its academic life, making new friends, cultivating existing friendships, seeking a church community. I’ve now lived longer here than anywhere else in the previous four years. Longer than in New York.

It just doesn’t feel like it. I miss New York City, simply being there. I miss its cultural life (which, being a student on a tight budget when I lived there, I enjoyed as much as I could, but certainly not as much as I would have if I had had the money). I miss the endless academic opportunities at NYU and That Other University Uptown. I miss my friends, most of them from City Grace Church, but also a few from NYU who are still there. I miss City Grace, its pastors, its solid theology, its strong sense of community.

In sum, what I am living now is very real—I’m just nostalgic. Reality equals Porto Alegre. Nostalgia equals New York.

Interestingly, though, I’m well aware that what I’m nostalgic for doesn’t necessarily exist anymore.

If I were to live in New York again, I wouldn’t be a Master’s student: I’d be an overworked (and potentially underpaid) professional like many if not most New Yorkers, desperately seeking work-life balance. Even if now, as a professional, I might have the money I didn’t have as a student, I probably wouldn’t have enough time to enjoy all the cultural effervescence and the many academic opportunities New York has to offer, or to be with the friends I still have there, or to make new friends. Plus, I would be missing my friends who are here just like I’m now missing my friends who are there. As for the church, City Grace is what probably went through the least change, considering the New York I’m nostalgic for. But who knows? It might as well have changed quite a bit.

So I sometimes wonder whether my nostalgia holds me back or whether it keeps my heart beating. Should I try to overcome my unwillingness or inability to let go of New York? Do I really have a pathetic New York addiction, an illness, or is it a healthy expression of my love for New York and what it meant, means, or could potentially mean again for me? Depending on the answer, it might be advisable for me to simply archive (so to speak) my New York experience.

But I don’t want to.

Vendemos smoothies (ou não)

Contrariamente às recomendações de um sem-número de amigos, colegas de trabalho, chefe, primas, tias, irmãs, minha mãe, entre outras pessoas cujas opiniões têm um alto (mas obviamente relativizável) valor para mim, às vezes eu não almoço.

Sejamos justos aqui. Eu almoço quase todos os dias. Às vezes, quando não almoço, é porque jantei fora na véspera ou porque pretendo jantar fora no mesmo dia; é uma compensação calórica. Outras vezes, para honrar (ou ludibriar) as pessoas mencionadas no primeiro parágrafo, eu saio do escritório na hora do almoço rumo a um café-restaurante nas redondezas para, em lugar do almoço, tomar um smoothie.

Foi o que fiz hoje, um daqueles agradáveis dias tórridos de Porto Alegre em que a gente se arrepende com amargura de ter deixado o sobretudo em casa. Chegando ao café-restaurante, vi que o cartaz com os sabores de smoothies não estava afixado. “Bah, será que isso quer dizer que vou ter de almoçar?” Mas não custava perguntar.

Quer dizer, achava eu que não custava perguntar.

– Vocês não vendem mais smoothies?

A moça do balcão se voltou à dona ou gerente do café-restaurante:

– Nós ainda vendemos smoothies?

A dona ou gerente do café-restaurante se voltou a mim:

– Ah, sim. Mas agora não posso preparar; estou bem atrapalhada.

[Pausa para perplexidade e reflexão.]

Forjei um sorriso e disse:

– Ah, ok. Obrigado.

Juntei minhas coisas da mesa que já tinha reservado e fui saindo dali. Fiquei pensando se não deveria ter pedido desculpas pelo incômodo à gerente do café-restaurante. Também, que ideia a minha: pedir um smoothie em um café-restaurante que vende smoothies!

Mas já era um pouco tarde para arrependimentos. Para a alegria geral das pessoas mencionadas no primeiro parágrafo, eu já estava rumo a outro restaurante – para almoçar.

Aquele período do ano para reflexões

Há duas ou três semanas, causei o sobressalto de uma amiga que almoçava comigo num shopping center. Arregalei os olhos, tapei a boca com os dedos e soltei uma interjeição engasgada de horror, apontando ao longe: “olha, uma árvore de Natal!” Isso foi só o começo.

Mal termina o Dia da Criança e os lojistas já decoram tudo de verde e vermelho. Todo ano é assim e ironicamente eu sempre me surpreendo.

Ao chegar em casa hoje notei que minha vizinha pendurou em sua porta uma escabrosa guirlanda artificial cintilante com um Papai Noel assustador em alto relevo ao centro. Não adianta ignorar a realidade posta. O Advento não começou, mas é quase como se.

Deixando de lado minha aversão a decorações alegadamente natalinas über fiasquentas, esse período do ano costuma (para mim como para muitos) ser de reflexões sobre o que passou, o que ainda passará, o que deveria ter passado e outros tempos verbais cada vez mais complexos.

Este ano foi quando menos escrevi no blog do Guri em seis anos. Existe um porquê, certamente; existem vários, aliás. Não listo todos, porque isso aqui tende a ficar enfadonho. Só alguns, de forma bem genérica.

O silêncio tem a ver, sim, com o trabalho, em seus aspectos de volume, intensidade, tempo de dedicação, conteúdo sigiloso. Tem a ver, também, com instabilidades (ainda) não resolvidas da minha vida. Tem a ver, ainda, com adaptações, nostalgias, frustrações, sei-lá-mais-quê.

E tem a ver, talvez mais que tudo, com a sensação bastante nítida de que minha vida de jovem profissional de rotina pouco variável – de casa para o trânsito para o escritório para a visita ao cliente para a natação para o supermercado para casa – não seja lá muito digna de relatos que possam despertar interesse.

Aqui vou ter de usar minha licença dramática, porque a frase pode parecer exagerada: às vezes eu penso, com toda a sinceridade, que já tive todas as minhas melhores experiências, ou pelo menos as mais dignas de relato, e que a partir de agora a vida terá experiências como a curva de uma função exponencial decrescente.

Mas outras vezes eu me dou conta do absurdo que é isso e despenso tudo. Um desses momentos de despensar foi hoje mesmo, quando um cliente, depois de aconselhar-se comigo ao telefone sobre um assunto jurídico qualquer, agradeceu-me dizendo, “obrigado, Guri”.

Aí me lembrei de que sou mesmo o Guri. Pensei no blog e pensei que tenho, sim, experiências dignas de relato, e que ainda terei muitas mais. E se forem aparentemente menos ricas que as do passado, talvez apenas precisem ser fotografadas com outras lentes ou usando uns filtros de cor interessantes. Só preciso voltar a fotografar e revelar por aqui.

Colonia del Sacramento

06/09/2012 Quinta-feira

Após quatro dias intensos de passeios em Montevidéu, segui viagem a Colonia del Sacramento, Patrimônio Cultural da Humanidade. Lembro de querer visitar essa cidade-rmã da minha cidade natal (Pelotas) desde criança. Estudando História do Brasil, aprendi sobre sua importância estratégica para portugueses, espanhóis e brasileiros, que alternadamente a domiraram em diferentes momentos, desde sua fundação pelos portugueses em 1680 até a independência uruguaia do Brasil em 1825. Agora finalmente conheceria essa cidade histórica!

O tempo foi meu amigo nos dias em Montevidéu, mas aparentemente isso não aconteceria em Colonia: previsão de chuva para os dois únicos dias que eu passaria lá (um e meio, na verdade). Por isso, deixei meus pertences no Hostel Colonial e, depois de um rápido almoço, fui logo caminhar pelo Barrio Histórico e tirar algumas fotos.

Entrei (não podia ser diferente) pelo Portón de Campo; hoje restaurado, era nos tempos coloniais a única entrada das fortificações. Caminhei pelas partes restauradas da muralha e pelo característico calçamento de pedra da Calle de los Suspiros.

Depois de uma volta pela Plaza Mayor, tirei um tempo para admirar as largas paredes das ruínas do Convento de San Francisco, bem como para contemplar a “vista aérea” do Río de la Plata e da cidade de Colonia do alto do farol (onde ventava muito!) erguido sobre as ruínas.

Passando pelo Museo Municipal e pelas ruínas da Casa del Virrey, segui pela beira do rio até o Muelle, onde havia diversos veleiros. Por fim, visitei a Basílica del Sanctísimo Sacramento e, ao lado, a Plaza de Armas, onde há o sítio arqueológico da Casa de los Gobernadores da época de domínio português.

A noite pareceu vir mais rápido por causa do entardecer nublado. Voltei ao albergue para descansar um pouco. À noite fui ainda uma vez ao Barrio Histórico para um investimento gastronômico: janta no Mesón de la Plaza, em frente à Plaza de Armas. No Salón Portugués da casa, saboreei uma corvina em molho de nozes com medio y medio (tradicional bebida uruguaia, mistura de vinho branco seco com espumante). De postre, uma Copa Africana (sorvete com morango).

07/09/2012 Sexta-feira

A noite foi um pouco fria – e o albergue, embora simpático, por óbvio não tinha o mesmo conforto do hotel três estrelas de Montevidéu!

Ainda assim, descansado, visitei alguns museus no Barrio Histórico. Entrada única para todos; barata, comprada no Museo Municipal. As exposições dos museus que estavam abertos (Municipal, Español e Indígena) são bastante simples; eu esperava um pouco mais, embora não saiba bem o quê! Fiquei um pouco triste de descobrir que há rotatividade na abertura dos museus: nem todos abrem todos os dias. Se tivesse sabido disso antes, teria visitado o Museo del Azulejo e o Museo Portugués na véspera.

Fiz um rápido almoço no Viejo Barrio, em frente à Basílica del Sanctísimo Sacramento, e segui (abaixo de garoa) para uma caminhada pela Rambla até Real de San Carlos (cerca de 6 Km).

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Ali há a Plaza de Toros Real de San Carlos. A plaza de toros em estilo mouro foi projetada para comportar 10.000 pessoas. Foi inaugurada em 1910 e, depois de oito toradas, foi fechada em 1912, com a proibição das toradas pelo Governo Uruguaio. Infelizmente, o prédio está em ruínas; não se pode entrar. Nas redondezas também fica o Frontón de Pelota Vasca, quadra para a prática de pelota basca.

A garoa e um sentimento mais profundo de chateação (a caminhada até Real de San Carlos, sob garoa, não foi lá muito interessante), tomei um ônibus de volta ao centro da cidade. No Colonia Shopping, gastei todo o trocado que me restava com… um alfajor! (Sim: suficiente para um.)

Mas um dos pontos altos de Colonia ainda estava por acontecer: o jantar no Buen Suspiro, na Calle de los Suspiros. Na adega desta antiga casa colonial, com pé direito tão baixa que eu nem conseguia ficar em pé, pedi a Picada Pequeño Suspiro:

Selección de quesos artesanales de Colonia:

  • Queso Colonia
    Nicant, Nueva Helvecia – Santa Frida
  • Queso Colonia saborizado
    (orégano / ajo y perejil) – Villa Celina – San Pedro
  • Queso tipo Parmesano
    Rino Laudato, Tres Esquinas

Salsa Agridulce
(morrón rojo y berenjena)

Tartas de Verdura
2 gustos (berenjenas/zapallito)

Como acompanhamento, vinho da casa (também de Colonia), Fagar Cola (refrigerante uruguaio, também da região de Colonia) e antologia poética de Mario Benedetti (uruguaio de Paso de los Toros, um dos mais importantes escritores da língua espanhola no século XX). A comida, a bebida, o ambiente, a experiência – tudo muito uruguaio, tudo muito sustentável, tudo muito altamente recomendado! Um perfeito encerramento para minha semana de passeio no Uruguai.

Enfim, Montevideo (melhor de três)

Vinte e tantos anos morando no Rio Grande do Sul e nunca tinha conseguido ir a Montevidéu. Não por falta de tentativas.

A primeira foi em 2004, com minha irmã Lu e minha prima Cris. Com o Escort somente a etanol (não flex) do meu pai não conseguiríamos chegar lá, porque no Uruguai não teríamos onde reabastecer. Então o jeito era alugar um carro. Goulart, o trambiqueiro de carros, disse que conseguiria o seguro obrigatório do Mercosul para o carro alugado. “Sí, sí, como no; Carta Verde, no hay problema; la garantía soy yo.” Só que não acreditamos na história (felizmente!) e acabamos desistindo (infelizmente!). De São Lourenço do Sul fomos a Floripa.

A segunda foi no carnaval de 2012, com as mesmas personagens – mais o Fer, marido da Cris. Desta vez, meu Fiesta flex nos levaria até lá, e eu mesmo consegui a Carta Verde. O problema foi que, depois de todos os preparativos, não conseguimos mais hotel em Montevidéu. Carta Verde na mão, fomos igual, na esperança de conseguir hospedagem. De São Lourenço do Sul fomos a los free shops del Chuy, ao forte de Santa Teresa e até à praia de Punta del Diablo. Lá procuramos, mas não encontramos hospedagem disponível – nem hotel, nem pousada, nem casa, nem palafita. Tudo lotado. E se em Punta del Este só houvesse hospedagem absurdamente cara? Amarelamos. Depois do pôr-do-sol, voltamos a São Lourenço do Sul, onde nosso bloco de quatro pessoas incendiou o carnaval lourenciano (até parece).

A terceira foi em setembro de 2012, solito. Reservei hotel (Hotel América) e passagens aéreas POA-MVD-POA com duas semanas de antecedência. Dessa vez, não tinha o que dar errado. Melhor de três. Aqui estão as fotos.

01/09/2012 Sábado

Voo POA-MVD e uma fortuna de táxi do Aeropuerto de Carrasco até o hotel. Dica: melhor pegar um táxi do aeroporto até a praia de Carrasco e ali trocar para um táxi urbano comum até o centro, ou então pegar um ônibus do aeroporto até o Terminal Tres Cruces e ali pegar um táxi.

A primeira noite foi de reconhecimento do território, da vizinhança do hotel até a Ciudad Vieja: Plazas de Cagancha, del Entevero, Independencia e Constitución (Matriz) – a Zabala ficou para outro dia. Já bastou para que eu curtisse a atmosfera da cidade. Bem como me disseram, um pouco de Buenos Aires, um pouco de Porto Alegre.

02/09/2012 Domingo

Dia perfeito para caminhar e fotografar a Avenida 18 de Julio sem tropeçar em ninguém; no meio do movimento normal de dia útil, isso teria sido praticamente impossível.

Parando de vez em quando para fotografar os palacios, fui até a Faculdade de Direito e dali entrei na Feria de Tristán Narvaja, a tradicional feira de antiguidades (e quinquilharias) que acontece todos os domingos na Calle Tristán Narvaja e em muitas outras nos arredores.

Da feira fui pela Avenida del Libertador ao Palacio Legislativo, um lindo prédio neoclássico que é a sede do Poder Legislativo uruguaio.

Do neoclássico ao contemporâneo: em seguida fui até a Torre de las Telecomunicaciones, mais alto arranha-céu do Uruguai, com 35 andares (157,6 metros).

Aproveitando a proximidade, passei pela linda Estación Central General Artigas (lamentavelmente desativada e em precário estado).

Caminhei de volta rumo à Ciudad Vieja, para fotografar com calma e em detalhes o Palacio Salvo, na Plaza Independencia. Datado de 1928 e com 27 andares (95 metros), foi o edifício mais alto da América Latina por vários anos.

Então começou a bater a fome – fui almoçar uma massa com salmão no El Palenque do Mercado del Puerto (sim, ali também há opções de peixes para nós, estranhos seres ovolactopescovegetarianos).

Depois do almoço, segui a caminhada até o extremo oeste da cidade, a Escollera Sarandí, e voltei pela Rambla (a grande avenida que segue a costa do Río de La Plata) até o hotel para uma pequena pausa antes do passeio final do dia: mais uma “caminhadinha” até o Estadio Centenario (y dale, dale, dale ¡Pe! ¡Pe-ña-rol!).

Total do dia: 22 Km de caminhada!

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03/09/2012 Segunda-feira

Dediquei o dia para uma supercaminhada pela Rambla, contemplando a vista sobre o rio e as praias mais próximas (e outras, nem tanto).

Desci pela Río Negro até o rio e dali comecei a caminhar a leste até a Playa Ramírez, onde fica a sede do Mercosul. Passei através do Parque Rodó e depois segui pela Rambla até Punta Carretas.

No Punta Carretas Shopping, o peixe espada com molho de manteiga e alcaparras no El Fogón estava tão delicioso que fez o almoço da véspera (no Mercado del Puerto) parecer piada de mau gosto.

Depois do almoço, Playa de Los Pocitos, Puerto del Buceo e pausa para um delicioso Freddo no Montevideo Shopping. Voltei pela Calle 21 de Septiembre (que é bem menos legal que o anunciado!) e terminei o dia jantando no Facal, em frente à Fuente de los Candados.

Total do dia: 23 Km de caminhada!

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04/09/2012 Terça-feira

Depois dos 45 Km dos últimos dois dias, resolvi pegar mais leve nas caminhadas e pegar um ônibus até o Prado, bairro arborizado com muitas mansões do início do século XX.

Desci bem em frente ao Museo Municipal de Bellas Artes Juan Manuel Blanes, que ainda estava fechado e que acabei por não visitar. Fui direto ao Jardín Botánico para um breve passeio. Estava um pouco sem graça; acho que setembro ainda é um pouco cedo para esperar que tudo esteja bem verde e em flor. O mesmo aconteceu no Rosedal.

O que valeu mesmo a pena foi o Jardín Japonés. É o terceiro que visito (depois do de Buenos Aires e do de Düsseldorf) e gosto bastante. Mesmo com o dia nublado, o passeio rendeu boas fotos.

Outras boas surpresas cênicas foram as quintas y villas del Prado (as mansões antigas que mencionei, inclusive a Residência Presidencial de Suárez y Reyes), o Hotel del Prado e a Iglesia de Las Carmelitas, uma inesperada igreja neogótica.

Voltando à Ciudad Vieja, terminei o dia com um jantar-sobremesa no tradicional Café Brasilero (fundado em 1877). Não tive a sorte de encontrar Eduardo Galeano por ali, mas me deliciei com um buenísimo crêpe de dulce de leche e, claro, um café. A atmosfera do lugar é uma viagem ao passado. Fiz umas fotos em preto e branco que parecem tiradas de um álbum antigo.

05/09/2012 Quarta-feira

Dia nublado – felizmente já tinha feito quase todos os passeios externos que queria fazer! Em vez de me arriscar a tomar banho de chuva, resolvi tomar banho de museu.

Antes disso, voltei a alguns lugares próximos ao hotel e já vistos, mas fotograficamente negligenciados por mim nos dias anteriores. Na Plaza de Cagancha, fui observar e fotografar com mais atenção o Palacio Piria (sede da Suprema Corte de Justicia) e o Atheneo de Montevideo. Na Plaza Independencia, fotografei detalhes do Palacio Rinaldi, o edifício art déco oposto ao Palacio Salvo.

(Em um ano e quase meio em New York City, não dei toda a atenção merecida ao sem-número de monumentos do art déco que existem por lá. Apenas mais um motivo para voltar…)

Começando o circuito de museus e afins, fiz a visita guiada ao Teatro Solís, lindamente restaurado. Dica: a visita en español às quartas-feiras é gratuita. Nos outros dias (ou em outros idiomas), vale a pena pagar os poucos pesos cobrados; é um passeio muito informativo e interessante.

Do Solís ao La Corte, na Plaza Constitución, para almoço (merluza) e sobremesa bem montevideana (torta de chocolate com dulce de leche).

Em seguida do almoço, fui ao Cabildo, sede da administração espanhola em tempos coloniais. Ali me detive um tempo contemplando as fotos da Plaza Constitución em diferentes momentos dos séculos XIX e XX. Do Cabildo à Catedral (Iglesia Matriz), no lado oposto da praça.

Também valeu muito a visita ao Museo de Artes Decorativas Palacio Taranco, que ocupa todo um quarteirão irregular em frente à Plaza Zabala. Construído no início do século XX, está em muito bom estado de conservação e mantém a decoração elegante da época (elegante, mas um pouco excessiva, para o gosto de alguns – como o meu!).

Caminhei, ainda, pela Calle Carlos Gardel, no Barrio Sur – nada de muito interessante além de uns retratos populares do Gardel em casas coloniais simpáticas que me fizeram lembrar de Pelotas.

Pretendia visitar ainda o Panteón Nacional, mas cheguei em frente ao Cementerio Central uns dez minutos antes da hora de fechamento (16h); infelizmente já não me deixaram entrar.

Por fim, visitei as exposições de fotografia do Centro de Fotografía de Montevideo (no prédio da Intendencia) e as instalações com vídeo e escultura do Subte (na Plaza del Entrevero).

A janta-sobremesa foi argentina (ops!): torta de alfajor e café no Café Havanna do Peatonal Sarandí.

E o encerramento da última noite em Montevidéu foi em grande estilo: concerto de tango de Gran Orquesta Montevideo con Valeria Lima na Sala Zitarrosa. Música e canto, sem dança, mas não menos válido por isso. Cinco (!) bandoneones, violino, viola, violoncello, contrabaixo e piano, acompanhando Valeria Lima em tangos bastante conhecidos. Muito talento e carisma. O melhor de tudo é que estavam gravando ao vivo para um CD, que ainda hei de comprar!

06/09/2012 Quinta-feira

Despedida de Montevideo… Tomei um táxi para o Terminal Tres Cruces e, de lá, um ônibus para Colonia del Sacramento, onde o passeio haveria de continuar!

Antes que se completem outros três meses

Não sei explicar como funciona esse tal de tempo. Só sei que ele existe. Quer dizer, existe mal e mal. Quando penso que me apropriei dele, percebo que já passou. Ó: passou. E passou de novo.

Nos quase três meses que passaram, trabalhei muito – o que só faz aumentar a sensação de fugacidade do tempo. No escritório, sem contar a rotina normal de análise e redação de contratos, trabalhei no protocolo de dezenove (isso aí!) processos administrativos para aquisição, por clientes estrangeiros, de terras rurais na Faixa de Fronteira. Além do escritório, trabalhei no turno três em mais três projetos de consultoria. Para meu alívio, estão quase concluídos.

Quanto à parte nem-tudo-são-flores do post anterior, sigo longe do equilíbrio desejado. Mas culpar o trabalho longo ou o tempo curto por essa falta de equilíbrio seria insincero. Os culpados são outros.

(O culpado, para ser bem preciso, sou eu. O que quero dizer é que as causas da falta de desequilíbrio são outras. Já explico.)

No meu aniversário (que, aliás, também foi entre o post anterior e este), recebi de um de meus melhores amigos um e-mail bofetada. Ele, sem dúvida, escreveu o e-mail com a melhor das intenções; eu é que, mesmo consciente da intenção dele, li o e-mail como uma bofetada.

No e-mail, ele me contou que se lembrou de mim ao ler uma biografia do teólogo Dietrich Bonhoeffer, um mártir da resistência ao nazismo. A lembrança não foi por causa do prenome de Bonhoeffer (que é um dos meus sobrenomes) nem do prenome de Luther, reformador que teve grande influência sobre Bonhoeffer. A lembrança foi porque, segundo meu amigo, minha autodisciplina seria comparável à de Bonhoeffer.

Bofetada.

Além de me dar vontade de ler essa biografia, o e-mail me fez sentir elogiado por ser lembrado assim por um amigo e, ao mesmo tempo, envergonhado por ele estar enganado. Ultimamente minha autodisciplina anda bastante aquém do apogeu de outrora (acho que um “outrora” só se justifica numa frase que tenha um “apogeu”, né?). A falta do equilíbrio que tanto gostaria de ter, como disse antes, não é culpa do trabalho nem do tempo, nem do pouco tempo que sobra por causa, em grande parte, do trabalho. É culpa da falta de autodisciplina. E a falta de autodisciplina é culpa minha, por óbvio.

Há algum tempo tenho pensado sobre isso. Depois de conversar ontem com minha irmã (sobre os mais aleatórios assuntos, como sempre), fiquei pensando ainda mais e resolvi tomar atitudes. Mas com calma, num crescendo, porque a pressa… é a BFF da frustração!

Decidi reduzir TV e redes sociais radicalmente. De 2009 a novembro do ano passado vivi sem um televisor – e vivi muito bem, obrigado. Não quero nem pensar no tempo que já perdi com televisão desde novembro. Quanto às redes sociais: em 2010, fiz jejum de facebook por 40 dias – e foi tão bom que demorou um bom tempo até ter fome de facebook novamente. Assim como é uma ferramenta legal para manter contato (e por isso reduzirei radicalmente, mas não farei jejum absoluto), às vezes é uma grande perda de tempo. Acho bastante ilustrativo que o primeiro resultado de uma busca no google por “time suck” seja o verbete do Urban Dictionary, que traz a seguinte aplicação da expressão em uma frase:

Ever since I got on Facebook I haven’t been able to stay away. I’m spending hours on it each day – it’s a total time suck, but I can’t stop! Grocery shopping and laundry will have to wait.

É isso aí. A cada dia, um novo passo rumo a uma melhor autodisciplina. (Um dos próximos será ler a biografia do Bonhoeffer!)

Não era pra ser um blog trimestral

Mas nem tudo acontece como a gente quer. E tudo bem, porque os imprevistos da vida, agradáveis ou não, edificam. O lado mais agradável de um hiato na postagem parece ser a diferença de perspectiva que o passar do tempo proporciona. Vejo bem mais claramente hoje que ao longo dos últimos três meses o que realmente importou nesse tempo.

Primeiro, estar com toda a minha família reunida. A bênção de poder reunir com razoável frequência uma família tricontinental compensa até mesmo a forte dor da despedida (sempre acompanhada de choradeira) ao final de cada reencontro.

Segundo, crescer naturalmente no trabalho – e sentir o trabalho crescer naturalmente em mim. É tão difícil acreditar que já completei meio ano de advocacia quanto acreditar que completei apenas meio ano de advocacia. Há desafios novos a cada dia e nem os percebo mais, porque estou cada vez mais acostumado a enfrentá-los sem medo.

Terceiro, cumprir a árdua missão de “mobiliar o apartamento, com calma, simplicidade, conforto e estilo – mas sem torrar grana em luxos”. Há semanas tenho a impressão de que nada me falta em casa. Isso libera minha mente e meu tempo para atividades mais nobres.

É aí que entra a parte nem-tudo-são-flores do post. Apesar dos avanços evidentes, ainda não atingi o equilbrio desejado entre as atividades fora do trabalho: ler, assistir a filmes, nadar, fotografar, estudar idiomas, caminhar, tocar música, escrever. Manter contato com os amigos de longe. Passar tempo com os amigos de perto. Fazer novos amigos.

E, por fim, tem a parte do post em que eu admito um incômodo sentimento de pro-resto-da-vida. Em contraste com os últimos anos (desde julho de 2009) de dinamismo instável, relatados aqui no blog, estou estranhando um pouco a constância dos últimos meses. Antes, vivia incomodado porque não tinha nem mesmo uma vaga ideia de para onde a vida ia; agora, porque tenho a impressão de saber com excessiva precisão para onde vai.

Uruguai por um dia

Naquela que foi minha segunda tentativa fracassada de ir a Montevidéu, ficamos o meio do caminho: passeio de um dia com Lu, Cris e Fer a Chuy, Forte Santa Teresa, Playa de la Moza e Punta del Diablo.

Apenas 755 Km em um dia para curtir um pôr-do-sol na Banda Oriental (B: Punta del Diablo), não ir a Montevidéu (C) e voltar pra casa (A: São Lourenço do Sul)…

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(Aqui, relatos e fotos dos cinco dias que enfim passei em Montevidéu!)

Entre o sono e a vigília

Outrora eu sonhava longos sonhos sonhados ao longo de longas noites de soninho. Na infância e na adolescência, as tramas dos meus sonhos costumavam ser tão elaboradas e fantasticamente dotadas de uma tal falta de sentido que rendiam belas histórias. Aliás, um dos meus projetos de criança (sei lá em que série do ensino fundamental eu estava) foi escrever um livrinho sobre alguns dos meus sonhos mais memoráveis (mas dos quais hoje, mesmo assim, já me esqueci).

Atualmente, porém, minha vida é mais dinâmica, minhas noites são mais curtas, meus sonhos são mais rápidos – mas não menos perplexificantes. Ontem, por exemplo. Nem sei se foi um sonho, um pesadelo, ou um relâmpago de pensamento desorientado que ocorreu precisamente naquela fração ínfima de segundo em que se deu a transição do sono para a vigília.

A linha do tempo foi mais ou menos assim (cada “instante” significa a milionésima parte da menor duração imaginável):

  • Instante 1, ainda em sono profundo: “zzz…”
  • Instante 2, um pesadelo jurídico: “tenho de saltar rápido da cama para ir logo ao escritório e conseguir para o cliente a homologação da sentença penal estrangeira condenatória à morte.”
  • Instante 3, já bem desperto: “hã?”

Há tantos problemas com o pesadelo jurídico do instante 2 que fica até difícil decidir por onde começar a explicar, mas vamos lá. Trabalho com Direito Civil e Contratos; jamais lido com Processo. No escritório, ninguém atua na área de Direito Penal. E, como se não bastasse, a solicitação do cliente é absurda, porque o Brasil não admite a pena de morte (ok, salvo aquela exceçãozinha) e, por isso, jamais homologaria sentença penal estrangeira condenatória à morte.

Preciso dormir – agora, em particular, mas mais, em geral…

Três meses e pouco, em síntese (de novo!)

Passou tanto tempo e aconteceu tanta coisa que nem sei por onde começo – até porque mal me lembro de onde parei! Então vou adotar uma estratégia nada trivial, considerando minha inclinação natural às narrativas organizadas de forma neurótica, linear, cronológica: vou começar pelo fim.

Estou em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, trabalhando como advogado na área contratual de um escritório de advocacia daqui. Assim que voltei de NYC, em meados de agosto, comecei a procurar trabalho como advogado, enquanto terminava a consultoria para o IISD. A proposta de trabalho surgiu em menos de um mês, no início de setembro, e comecei a trabalhar em 15 de setembro.

Resumindo assim, parece até que foi rápido e fácil… Na verdade, foi uma busca de trabalho que começou durante meu mestrado, ainda em 2009. Em 2010, uma vez mestre, veio o bar exam em NY; depois do bar, veio o estágio no IISD na Suíça; em seguida do estágio, veio a consultoria. Durante a consultoria, fui a NY para fazer o juramento na Suprema Corte em NY e para continuar a busca de trabalho (período, aliás, que eu relatei aqui, em inglês). Por fim, mais um mês de busca de trabalho no Brasil. Toda essa andação (EUA, Suíça) para me trazer de volta à Capital do meu estado natal.

Moro agora no apartamento que pertence aos meus pais, mas nesse meio tempo já fiz umas quantas mudanças e já morei em uns quantos lugares – e, curiosamente, o número de mudanças e de moradas não coincide, já explico por quê! Recapitulando…

  • Em janeiro, morava em Genebra, Suíça.
  • Em fevereiro, fui para a Alemanha, com minha família.
  • De março a junho, estive em São Lourenço, morando sozinho na casa dos meus pais, trabalhando como consultor do IISD.
  • Depois de 40 dias em NYC e 20 dias na Califórnia, …
  • … voltei para São Lourenço em agosto, sendo que quase não parei em casa, …
  • … por causa das viagens a Porto Alegre e São Paulo, na busca por trabalho.
  • Em setembro, quando comecei a trabalhar aqui, meio que morei e meio que me hospedei por dois meses com minha roomie publicitária, designer, professora, genial e sem roupa.
  • Finalmente, em 11/11/11, o inquilino saiu do apartamento dos meus pais (depois de uma enrolação sem tamanho que eu quero mais é esquecer), onde passei então a morar, …
  • … ao mesmo tempo em que ajudei minha roomie (porque ex-roomie é feio) a fazer a sua mudança para outro apartamento.

Em resumo: desde o início de 2011, eu me mudei sete vezes; em média, uma morada diferente a cada 40 dias. Não que eu esteja imune a novas mudanças, pro resto da vida, mas posso dizer com bastante segurança que, em 2011, não me mudo mais. Estou bem instalado no apartamento. Estou amando a ideia de ter um armário – em vez de malas-fazendo-as-vezes-de-armário.

O trabalho tem andado bem e estou gostando muito – de certa forma, para minha própria surpresa! Nunca imaginei que trabalharia em Porto Alegre, nem na área contratual. Tampouco imaginei que teria de escrever, trabalhando em Porto Alegre, memorandos e contratos e análises contratuais em inglês, muito menos que me comunicaria com clientes em espanhol e francês. Estou aplicando o que aprendi (de Direito, de idiomas, de relações interpessoais, de mundo) nas experiências que tive aqui e ali – e aprendendo outro tanto!

Estou crescendo. Ou “estou ficando velho”, outra forma legítima de interpretar a situação.

São muitas novidades, acontecimentos até então inéditos em minha vida. Tenho um trabalho fixo (não freelance), com horário fixo (pouco flexível) e um salário fixo (não por hora). Comprei (tive de comprar) móveis e eletrodomésticos. Ou seja: meus pertences nesta Terra não cabem mais em duas malas de 32 Kg (!). Pior ainda: não cabem nem mesmo no automóvel que comprei (tive de comprar).

“Estás estabelecido em Porto Alegre, então?”

Alguém me perguntou um dia e eu quase entrei em choque. Vamos com calma. Eu amo Porto Alegre – e a vida que tenho aqui e mesmo a perspectiva de continuar aqui por algum tempo ou muito tempo ou quem sabe todo o tempo que me resta de vida. Mas “estabelecido” é uma palavra forte, primeiro porque este ano foi de nomadismo, e segundo porque eu ainda sou apenas um Guri. Não faz três meses que estou em Porto Alegre e no trabalho atual. Então, por favor, ninguém me venha com essa de “estabelecido”. Depois que eu tiver 30 (ainda demora uns aninhos), se eu ainda estiver aqui (quem sabe?), reavalio.

“Mas e NYC?”

Essa é a pergunta mais difícil. Um grande pedaço do meu coração continua lá, mas o momento é de estar aqui. Sei disso mesmo sem entender bem como nem porquê.

“E o que será do blog do Guri?”

Existe, ora, e deverá continuar a existir. (De novo: depois que eu tiver 30 e se começar a ficar forçado ter um blog “do Guri”, reavalio.) O certo é que o blog vai mudar um pouco. Antevejo bem menos aventuras para os próximos dois ou três anos que nos últimos dois ou três. Infelizmente, relatos de viagens deverão ficar menos frequentes, mas não desaparecerão. Afinal, eu gosto mais de viagens que de luxos residenciais. “Um teto eu tenho, mas ainda não conheço a Itália.” Acho que essa frase diz muito sobre minhas prioridades!

“E agora?”

Bah, mas só me vêm com pergunta difícil. E agora… sei lá. Uma das coisas a fazer é terminar de mobiliar o apartamento, com calma, simplicidade, conforto e estilo – mas sem torrar grana em luxos. Outra das coisas é que quero voltar a estudar alemão. E talvez a mais urgente de todas: church shopping, para encontrar uma igreja onde me sinta acolhido e envolvido. Não será fácil, depois da City Grace (onde há a maior concentração dos amigos cristãos que tenho!), mas tampouco impossível. Amanhã, quem sabe? Segundo domingo de Advento – vou visitar uma igreja pela primeira vez.