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UK Tour: London-Oxford

Os três últimos dias do tour pelo Reino Unido foram muito intensos…

Dia 20 de dezembro: London!

Depois do último pernoite em Newark-on-Trent (A), fomos a Maidenhead (B). O Shaun deixou o carro em frente à casa de um casal de amigos, e tomamos um trem direto a Londres (C). O sistema de transporte, como já me tinham dito, é muito eficiente, mas também caro. Compramos um Oyster card, um cartão magnético recarregável que serve de passe para o metrô, ou melhor, para o Underground ou “Tube” de Londres.

O dia estava bastante… digamos… londrino: bastante neblina! Isso não nos impediu de caminhar muito pelas ruas da cidade e ver os principais pontos turísticos: Palace of Westminster, Westminster Abbey (em reformas, claro – minha sina!), Buckingham Palace… Já estava escurecendo quando demos um pulinho em The O2 (antes Millenium Dome, transformado em uma arena de entretenimento) e na Tower Bridge. Por ali, num “Christmas/German Market” (Weihnachtsmarkt) às margens do rio Thames, tomamos um mulled wine (tipo quentão).

Palace of Westminster (Houses of Parliament)

Buckingham Palace: depois de bater um papo cabeça com a Rainha

Mulled Wine (Glühwein) no German Market; Tower Bridge ao fundo

Voltamos a Maidenhead (B) e jantamos com Ruth e Mike, o casal de amigos do Shaun que nos hospedou por dois dias. Gente finíssima e com o sotaque mais padrão (compreensível!) que eu já tinha escutado no Reino Unido!

Dia 21 de dezembro: London!

Começamos o dia na Tower Bridge. Visitamos a exposição sobre a história de um dos principais cartões postais de Londres, e desfrutamos de uma vista privilegiada sobre a cidade. De lá, fomos ao Britain at War Experience, um museu que mostra como era a vida em Londres na Segunda Guerra Mundial. A última visita foi ao museu de Madame Tusseauds, onde há inúmeras estátuas de cera de personalidades atuais e históricas. Resolvi publicar no blog apenas duas, mais significativas para a Inglaterra!

Londres vista da Tower Bridge

Família Real no Madame Tussauds

The Beatles no Madame Tussauds

À noite, encontramos Ruth e Mike no teatro, para assistirmos a The Lord of the Rings. Definitivamente não é meu gênero preferido de literatura (exceção feita às crônicas de Narnia, de C. S. Lewis, e só pela moral cristã!). Nunca tinha lido o livro, nem qualquer dos filmes. Aliás, um bom tempo atrás eu cheguei a começar a assistir a um deles, e foi uma das raras vezes em que peguei no sono durante um filme! Por fim, resumir mais de 1000 páginas de uma história (já bastante confusa) em duas horas e meia de teatro não poderia deixar de ser um desafio… De qualquer forma, assistir à peça foi uma ótima experiência. O só fato de entrar no teatro já valeria a pena, e a produção foi mesmo espetacular.

22 de dezembro: Oxford e… volta à Alemanha!

Despedimo-nos de Ruth e Mike e fomos a Oxford (D), cidade onde se encontra a mais antiga universidade do Reino Unido. Fizemos um passeio de ônibus (com um “guia turístico eletrônico”) por todo o centro da cidade. Nenhuma foto saiu excepcionalmente linda, mas o passeio serviu para aprender bastante sobre a história da cidade e da universidade. Aliás, as histórias de uma e de outra são mesmo indissociáveis!

E assim terminou o Tour pelo Reino Unido 2007… De Oxford (D), fomos até o aeroporto de East Midlands (E).

Depois de uma despedida sem choradeiras (tipo “até logo”, porque é bem possível que o Shaun ainda venha à Alemanha enquanto eu estiver por aqui!), voltei para Untershausen, na casa da minha irmã e do meu cunhado. A próxima viagem será em família, na virada de ano, a Lisboa… Aguardem, pois mais posts virão! Atrasados, é claro, mas virão! ;)

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UK Tour: Lincoln

O passeio de hoje foi a Lincoln. Começamos subindo a rua que não por acaso se chama Steep Hill, ou seja, “morro íngreme”. O trajeto é muito bonito, com a convivência de construções de vários períodos, e ainda a decoração de Natal (felizmente, havia menos tumulto de compras que em Newcastle e York). Steep Hill leva ao coração da cidade antiga, onde ficam o castelo e a catedral, um de frente para o outro e separados por um portão de pedra. As grandiosas torres da Catedral, no ponto alto da cidade, podem ser vistas de longe.

Steep Hill

Steep Hill e Lincoln Cathedral ao fundo

Re$olvemos não visitar a Catedral e ir ao Castelo de Lincoln: caminhamos pelas enormes muralhas e subimos a torre do observatório. No pátio interno, há uma corte de justiça ainda em funcionamento (prédio de pedra). Visitamos ainda o prédio de tijolo à vista, uma prisão do século XIX, onde há uma exposição com um dos quatro exemplares remanescentes da Magna Carta (programa indispensável para qualquer estudante de Direito!).

Torre do observatório do Castelo de Lincoln

A cidade de Lincoln vista de cima das muralhas do castelo

Pátio interno do castelo

Foto clássica de turista (juro que a sugestão foi do Shaun, hehe!)
Caixa de correio, cabine telefônica e Martin – todos em vermelho! ;)

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UK Tour: York

Com muitos agradecimentos, hoje me despedi dos pais do Shaun. Foi nosso último pernoite no QG em Barlick. Antes de partir, ainda passamos pelo Leeds and Liverpool Canal. A navegação no canal foi muito importante para o desenvolvimento de Barnoldswick em tempos idos, mas hoje serve muito mais ao lazer que ao transporte de mercadorias.

Casa dos pais do Shaun

Leeds and Liverpool Canal em Barlick

De Barnoldswick (A) fomos a um Park & Ride para então poder entrar em York (B) (o centro da cidade também estava fervilhando com as compras de Natal). Como o Shaun tinha algumas coisas a fazer para seu trabalho, ficou na biblioteca, e acabei passeando sozinho quase todo o dia.

A cidade de York, fundada pelos romanos, tem quase 2.000 anos. Chegou a ser uma das capitais do Império Romano na Grã-Bretanha. Lá, no ano de 306, Constantino foi proclamado Imperador. A fortificação medieval persiste na sua quase totalidade e encerra o centro urbano, onde o trânsito de automóveis é bastante restrito.

Portão na fortificação de York e casas medievais

Também na parte fortificada da cidade está York Minster, a segunda maior catedral gótica da Europa (a primeira é a de Colônia, perto de Bonn, onde será meu estágio).

As grandes catedrais na Grã-Bretanha costumam cobrar (não, não é uma simples “doação”) pela entrada de visitantes. Mesmo que pareça um tanto abusivo exigir dinheiro para entrar em uma igreja, isso até se justifica, considerando-se que são construções gigantes e antigas que requerem manutenção constante e cara. Se eu fosse visitar várias igrejas, as libras fluiriam (em volume ainda maior…) para fora dos meus bolsos! Porém, eu não podia deixar de visitar o interior de alguma catedral: escolhi a de York, pela sua importância histórica.

Estátua de Constantino em frente a York Minster

Saindo de York (B), voltamos a Newark-on-Trent (C), para jantar e pernoitar (como na primeira noite do tour) na casa de amigos do Shaun. Desta vez, eu finalmente os conheci: Paul e Kirstin. Casal muito simpático, eles gostam muito de viajar e são apaixonados por Portugal! E o sotaque deles (o da Kirstin em particular) é bem mais compreensível, então voltei a achar que eu realmente sabia alguma coisa de inglês. :P

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UK Tour: Alnwick-Newcastle

Insatisfeitos com a vista do castelo de Edinburgh só do lado de fora (ontem), saímos de Wooler (A) para Alnwick (B), onde o Shaun pretendia me mostrar um castelo de verdade também pelo lado de dentro… mas estava fechado para visitação! (Ah, o inverno…)

Alnwick Castle

Alnwick Town Centre

De Alnwick (B) para Newcastle Upon Tyne (C) para outra dose de civilização. Deixamos o carro em um estacionamento fora da cidade e fomos de metrô até o centro, que aliás estava mais intransitável que o normal por causa da correria de compras para o Natal. Shoppers everywhere!!!

Caminhamos por Newcastle, atravessamos para o outro lado do rio Tyne até Gateshead e voltamos pela Millenium Bridge até o centro de Newcastle.

No Theatre Royal de Newcastle, assistimos a uma pantomime, uma tradição inglesa. Trata-se de uma espécie de musical (teatro, dança e canto), tipo os da Broadway mas necessariamente cômico e voltado ao público infantil. O Shaun faz parte de uma pantomime society na cidade onde mora, e por isso insistiu que víssemos uma peça. Valeu muito a pena! O espetáculo a que assistimos (Aladdin) era muito bem produzido em todos os sentidos: cenário, música, figurino, efeitos visuais (o Gênio da peça era em 3D!)… A atmosfera é muito leve, porque há bastante interação entre os atores e o público; a comédia não é forçada e os atores também se divertem (e por vezes eles mesmos não conseguem conter o riso). O teatro estava lotado de crianças, que vaiavam o malvado da história, aplaudiam o mocinho… Impossível não se divertir!

À noite, voltamos para a casa dos pais do Shaun em Barlick (D).

Em Newcastle (lado de cá do rio Tyne), olhando para Gateshead (lado de lá)

Em Gateshead, olhando para Newcastle

Millenium Bridge de Gateshead

Newcastle City Centre, com o Monument ao fundo, perto do Theatre Royal

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UK Tour: Scotland

Hoje passamos bastante tempo na estrada…

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Saímos de manhã do albergue em Crianlarich (A) e fomos para Oban (B), uma pequena cidade portuária, onde tomamos café da manhã.

Oban

De lá fomos até Fort William (C). Por ali perto fica o Ben Nevis, montanha mais alta das Ilhas Britânicas (1.344 m). Dali em diante, o Shaun colocou uma trilha sonora poderosa para tocar no carro (tipo Gladiador e Senhor dos Anéis), tudo a ver com a grandiosidade das Highlands of Scotland! Como de civilização por ali não tem muito, paramos apenas algumas vezes à beira da estrada para algumas fotografias.

No meio do caminho (sinceramente não me lembro do nome do lugarejo, entre C e D!), paramos para ver uma pequena cachoeira – e o Shaun aproveitou para “caracterizar” o carro um pouco… O que eu quero dizer com isso? As fotos são auto-explicativas! ;) Eu achei bem legal!

Também no meio do caminho (de C a D) em algum lugar, paramos para ver um castelo. Não: não era um castelo “de verdade”; só a casa (!) de algum nobre metido a besta. Hehe…

Shaun: “This is no proper castle.” ;)

Em seguida, chegamos ao ponto D do mapa: Queen’s View, considerada uma das mais belas paisagens da Escócia (embora ninguém saiba com certeza se a Rainha a que se refere é Victoria ou Isabella). A foto definitivamente não faz jus à paisagem: a vista é mesmo muito linda e deve ser ainda mais no verão!

Finalmente, Edinburgh (E)! De volta à civilização, já era noite quando andamos pelo centro da cidade. Caminhamos pela Royal Mile até o castelo, residência oficial da Rainha na Escócia… ou o lugar onde moraria o rei da Escócia se a Escócia ainda tivesse um rei!

Castelo de Edinburgh

Depois de jantar (em um pub-restaurante na Royal Mile), fomos até Wooler (F), já de volta à Inglaterra. Lar doce lar? Coisa nenhuma! O albergue de juventude onde deveríamos ter passado a noite estava fechado! Ah, inverno, amado inverno… Como o Shaun não agüentava mais dirigir, ficamos (de improviso) em um hotel que tinha cara de anos 1970 e que nos cobrou absurdamente caro. Emagreci muitos pounds num só pernoite! :/

UK Tour: The Lake District

Depois de uma boa noite de sono (pernas doloridas da caminhada de ontem), partimos do nosso “QG” em Barnoldswick para uma viagem ao norte da Inglaterra e Escócia! Passamos a oeste dos Yorkshire Dales e fizemos a primeira parada em The Lake District, outro parque nacional do Reino Unido.

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A partir de Pooley Bridge, fizemos um passeio de barco pelo lago Ullswater até Glenridding. Na ida, fomos na parte de cima do barco, olhando a paisagem e fotografando, até que quase congelamos :P e resolvemos entrar. No resto do trajeto, o Shaun dormiu. Na volta também. Haha… digamos que ainda estávamos um pouco cansados da caminhada de ontem!

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No outro extremo do lago: Glenridding

De volta a Pooley Bridge, fizemos um longo trajeto de carro até Crianlarich… já na Escócia! Jantamos e paramos em um albergue de juventude. O Shaun foi dormir tipo às 8h da noite – sim, ele ainda tinha sono!!! Hehe… :D Eu ainda tive energia para ler um pouco e ver na TV um documentário sobre a Escócia e Edinburgh (vamos pra lá amanhã!). Diz o Shaun que a BBC tem um plano de “escotizar” o Reino Unido, colocando narradores escoceses em muitos programas nacionais. Eu até não acho o sotaque tão enrolado assim; até foi mais fácil de entender que o de Yorkshire! :P

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UK Tour: Ingleborough-Ribblehead

Acordamos e logo o Shaun me convidou para fazer uma caminhada em um hill. A mãe dele bem que tentou me avisar: “essas loucuras do Shaun… fica à vontade pra recusar, viu?”. Montei uma cadeia de associações bastante ingênua, senão pobre (hill = coxilha = campanha gaúcha), e resolvi aceitar. Devidamente calçados e agasalhados, de Barlick fomos à cidadezinha de Ingleton (foto), que fica à beira do Parque Nacional dos Yorkshire Dales (Vales de Yorkshire).

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Depois de uma volta em Ingleton para comprar uma garrafa de água (para mim – bottled in England) e outra de suco de laranja (para o Shaun – made in Brazil), começamos a caminhada Ingleborough acima. Só mais tarde é que fui saber: o morro de Ingleborough é o segundo mais alto pico dos Yorkshire Dales, com 723 m de altitude. A caminhada até o topo, a partir de Ingleton, tem cerca de 12 Km ida e volta! Se eu soubesse, teria ao menos dado uma alongadinha antes… ;)

 

 

 

 

 

 

 

Shaun no começo da caminhada.
Paisagem típica de Yorkshire: campos e muros de pedras!

Paradinha inicial… mas ainda falta muito!
(Tá vendo o Ingleborough ali atrás? É pra lá que vamos!)

Ao longo da subida…

Acima da linha das nuvens!

No topo de Ingleborough!

Shaun vendo o que nos espera na descida (detalhe: pessoinhas lá em baixo!)
Pra baixo todo santo ajuda (ou seja: a gente sai rolando…)

No meio do caminho havia uma pedra…

Quase de volta à base do morro!

Um pouqinho exaustos, fomos até a Ribblehead Bridge, um viaduto ferroviário construído na era vitoriana. Surgiro fortemente a visita ao link, para ver as fotos da Wikipedia. Minhas fotos não ficaram muito boas porque havia bastante neblina! Além disso, ali tem uma foto bem interessante: Ingleborough visto através de um dos arcos do viaduto!

Ribblehead Bridge!

Pôr do sol entre os arcos

Buenos Aires: para cambiar de aire

Assim como domingo passado, fui a Buenos Aires. A idéia era rever com calma alguns lugares por que tinha passado muito rapidamente na primeira vez, sacar mais fotos, contemplar a arquitetura e os monumentos, aprender a localizar-me melhor na cidade. E, claro, visitar um museu ou outro, mas sem planos predefinidos.

Caminhei até não poder mais (ou um pouquinho além disso) pelo centro da cidade. Fiz tudo o que tinha planejado – ou seja, fiz tudo conforme o meu não-plano. E já basta: não faço mais. Ando soando um pouco esnobe ultimamente, mas sou sincero quando digo que cheguei a encher o saco da Capital Federal: sozinho em uma cidade morta (todo o comércio fechado!) e ademais deserta (porque parece que todos el país está em Mar del Plata até fevereiro!), não tinha muito o que fazer. A saída talvez seja inventar de trabalhar num sábado para ir a Buenos Aires em dia útil.

O museu a que enfim escolhi ir foi o da casa de Carlos Gardel, uma das maiores figuras do tango, senão a maior. É um tipo muito amado pelos argentinos. Não bastasse a fama que já tinha em vida, na Argentina e fora dela, ainda veio a morrer tragicamente, em um acidente de avião. Não pretendo parecer desumano, nem desmerecer sua obra e seu talento (que são de fato notáveis), mas acredito que as circunstâncias da sua morte lhe tenham trazido ainda mais fama. O choque da perda inesperada de um artista pode fazer com que o público o estime ainda mais.

A casa de Gardel fica no Abasto, bairro que leva o nome do mercado de frutas que, quando da sua inauguração em 1934, era o maior da América Latina. Hoje, internamente remodelado e modernizado, o prédio abriga o maior shopping center de Buenos Aires. Ali aproveitei para tomar um helado Freddo e seguir marcha. Como não tive ganas de caminhar quinze quadras de volta ao centro, resolvi pegar um Subte (metrô).

Afora a supercaminhada de meio dia e a visita ao museu, que valeram muito a pena, minha má sorte de turista persiste. Já devo ter contado que a Casa Rosada está em reformas, com andaimes por toda parte. Assim também está o prédio do Congresso e, o pior de tudo, o Teatro Colón. Mesmo as visitas guiadas estão suspensas até março – ou seja, só voltará a funcionar depois de que me vá. O máximo que consegui para disfarçar a onipresença dos andaimes foi tirar uma foto (que aí está) da parte de trás do teatro.

Um passeio pelo Bosque

Nada de Chapeuzinho Vermelho, mas fui passear no Bosque. Já mencionei por aqui que a cidade de La Plata tem ao norte um Bosque urbano, onde há alguns prédios da Universidad Nacional, o Museo de Ciencias Naturales, o Observatorio, os dois grandes clubes de futebol… e também o Jardín Zoológico y Botânico, que fui visitar.

Ah que nojo, mas agora já conheço três zoológicos estrangeiros: San Diego, Montreal e La Plata. E que ninguém venha dizer que zoológicos são todos iguais, porque não são – cada um tem suas particularidades, ou pelo menos em cada um deles acontece algo que permanece na memória do visitante. O estadunidense me marcou porque era enorme. O canadense, porque era imprevisível. E o argentino… por causa de um incidente cômico.

Ao longo de todo o passeio, todas as placas estavam ao contrário, de modo que tinha de voltar-me para trás para ler o nome do animal que estava vendo. Na verdade, e isso deve parecer já bastante óbvio a essas alturas, eu é que estava ao contrário. Depois de percorrer todo o jardim é que finalmente vi (bem escondidinho, ressalto) o sinal que indicava o início do trajeto – apontando para o sentido precisamente oposto àquele em que me conduzia. Mas não me fez mal; ao contrário, fiquei rindo sozinho.

Por fim, antes de ir-me, dei mais uma volta rápida pelo jardim – desta vez, no sentido recomendado pela placa – para verificar se tinha visto tudo. E uma partezinha um pouco sádica de mim, devo admitir, ficou feliz ao ver que várias outras pessoas cometeram o mesmo erro que eu.

Fuera Bush

Quando voltei à hospedería hoje, depois de um dia em que já não podia mais ver cambio climático trilíngüe (português, espanhol e inglês!) pela frente, já não estavam aqui os americanos. Cada um foi para a casa de sua família anfitriã. Senti um vazio, porque já estava bastante acostumado à hospedería cheia, e porque fiz boas amizades, e também porque gosto de estadunidenses.

Quer dizer, não tenho os preconceitos que muitos têm. Sabemos que o anti-americanismo anda forte ultimamente em todo o mundo. Quanto à Argentina, há uma pequena ilustração desse sentimento na Diagonal 78, rua que atravesso todos os dias.