Arquivo da categoria: NYU

Considerações sobre a semana que passou

  • Tive reuniões com três professores para ajudar a definir os temas dos dois papers que vou escrever neste semestre. As reuniões me ajudaram muito a me dar mais opções sobre o que escrever e me deixar ainda mais confuso. Mas não é ironia… isso ajuda mesmo!
  • No início da semana, várias vezes quis intervir numa aula. Estava com vários comentários na ponta da língua, só que não consegui vencer meu inexplicável bloqueio de falar em aula. (Ou nem tão inexplicável, considerando a tradição muda do Direito da UFPEL.)
  • Porque estava chateado, toquei flauta pela primeira vez em NYC.
  • Com isso, minha colega e vizinha Pam finalmente solucionou o mistério dos ratos que ela viu fugindo pelos corredores do prédio.
  • No fim da semana, participei ativamente de uma aula, que – por acaso – foi sobre o tema da minha monografia de graduação em Direito. Isso não quer dizer que eu esteja satisfeito com minha participação, que ainda tem que melhorar muito.
  • Porque estava contente, toquei flauta pela segunda vez em NYC.

E o sol volta a NYC

Depois de uma sexta-feira e de um sábado bem feiosos (e de muita leitura), hoje o sol saiu, e eu também. Como eu costumo dizer por aqui, já consigo acompanhar as leituras; o próximo passo é “viver de verdade” – “getting an actual life”. Bem, na real não tenho direito a reclamar de nada.

Primeiro, fui ao culto – o meu segundo na City Grace Church. De novo fui muito bem acolhido – como domingo passado, hoje também saí para almoçar com meus amigos da igreja, inclusive alguns novos amigos!

E de novo fui surpreendido com uma prédica que falou direto ao meu coração: com base no Salmo 130, o pastor tratou dos medos que enfrentamos (como o medo de fracassar), e de como esses medos nos impedem de ter a vida que Cristo quer nos dar (ou melhor, já nos deu – é só aceitarmos!).

Only when we are no longer afraid do we begin to live.
Somente quando não mais temos medo é que começamos a viver.

Dorothy Thompson

Nesses últimos dias, venho me preparando para apresentar um estudo de caso em um dos seminários que estou fazendo no mestrado (já tinha comentado sobre isso). A apresentação é amanhã, e as circunstâncias são um pouco assustadoras:

(1) Sou o primeiro aluno a apresentar, como já comentei.

(2) Apresentarei para o professor um estudo sobre um artigo dele mesmo!

(3) O professor é um expoente na minha área de pesquisa, o que me faz querer ainda mais causar uma boa impressão.

(4) Colegas desconhecidos (a maioria deles, pelo menos no seminário em questão).

(5) A língua estrangeira. Sim, sou fluente em inglês, mas a desenvoltura não é a mesma sob pressão. E a pressão, como espero ter demonstrado com os outros tópicos, não é pela simples obrigação de apresentar um estudo de caso em aula; vai além disso.

Acho que consegui passar a ideia. Medo. De me atrapalhar, de não conseguir um desempenho adequado. E aí, justo hoje, na véspera do seminário, o pastor vem falar de medos, e de como os vencemos dependendo de Deus e nos relembrando a nós mesmos que não podemos resolver tudo sozinhos (o que pra mim, pretenso superman, é uma luta interior incessante).

Eu não sei explicar como ou por que acontecem essas “coincidências” – a palavra certa na hora certa. Tampouco sei explicar bem o que sinto quando acontecem. Só sei que me sinto muito bem protegido por Deus, e cada vez penso no quanto sou indigno de toda essa proteção.

Ah, sim! Pra completar: no culto cantamos “In Christ Alone”, uma música muito bonita que eu inclusive já citei aqui no blog.

Voltando ao resumão do domingo…

Fui mesmo ao Charlie Parker Jazz Festival! Mais pela socialização do que pelo jazz, é verdade, mas o fato é que tanto a socialização quanto o jazz estavam muito bons. Depois, caminhei até o West Village para ver e fotografar o prédio dos Friends, onde a Monica morava. Haha… um pouquinho de turismo, e agora estou pronto para encarar a semana!

Charlie Parker Jazz Festival

Com Pam, Valia e Eugenia no festival

I’ll be there for you… the Friends building!
(Sem querer desapontar ninguém: o Central Perk não existe!)

Desnovidade compensada com novidade

Pela primeira vez desde que cheguei a NYC, e olha que isso faz quase três semanas (quase inacreditável!), almocei num restaurante onde já tinha almoçado. Aliás, almocei no lugar onde fiz meu primeiro almoço – o Subway da Laguardia Place.

Não, ainda não esgotei as opções gastronômicas do Village. É que, entre duas aulas, tinha apenas 45 minutos de intervalo para almoço – então, por questão de praticidade, e só por questão de praticidade, repeti o restaurante. E digo isso quase com vergonha. Mas tudo bem, porque minha intenção é inovar habitualmente e repetir apenas excepcionalmente, na medida do possível.

Tão envergonhado estava, com sentimento de culpa pela falta de criatividade do almoço, que resolvi compensá-la fazendo algo que ainda não tinha feito: fui nadar. Não, Lucila, não no Hudson River. :P Fui nadar no Coles Sports Center, o centro esportivo mais próximo da NYU. Free para estudantes, ou melhor, free-of-extra-charges para estudantes!

Se repetir restaurantes vai inevitavelmente acabar virando rotina (até porque, quando esgotar o Village, não pretendo ter que ir pra Uptown pra achar restaurantes “inéditos”, muito menos pro Brooklyn ou pro Queens), natação também vai passar a fazer parte do meu dia-a-dia (ou do meu a-cada-dois-dias). Além de “an apple a day” para “keep the doctor away”, é bom eu me exercitar!

O grande problema de fazer natação é a fome. Bah, eu voltei pra casa e comi fruta, barra de cereal, pão, até uns nacos de madeira da mesa. Que fome. Vou acabar gastando mais em comida. Haha… São tragicômicas essas minhas preocupações de “rapaz latinoamericano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior [do Brasil, mas, na real, da perspectiva dos EUA, eu vim do exterior]”.

Bendito sobrenome com B

O professor de Direito e Governança Global (provavelmente o seminário de dois créditos mais carregado com leituras em toda a história da NYU) acabou de mandar um e-mail detalhando o “quem, onde e quando” da apresentação de estudos de caso pelos alunos. “Brauch, Martin”, claro, tinha que ser o primeiro nome da lista – já tenho avaliação dia 31 de agosto! Glup.

Dois muito bons dias

Muitas novidades desde ontem.

Encontrei uma igreja muito legal: City Grace Church. Prédica inteligente, comunidade acolhedora (até saí para almoçar com meus “amigos da igreja” depois do culto!), e localização muito conveniente (quase do lado de casa!). Fechou todas. Então chega de “church shopping”.

Estou de acordo com o que li por aí na blogosfera: “Church shopping should be a temporary phase, not a way of life”. Fico em NYC por apenas nove meses (talvez mais, mas por enquanto não tenho como saber), então quero me engajar numa comunidade sem perder muito tempo.

Depois do culto, saí para um double decker bus tour (passeio naqueles ônibus de dois andares) por Manhattan. O passeio culminou em Chelsea Piers, na beira do Rio Hudson, onde aconteceu a Big Apple Bash, a festa de início de ano da NYU Law. Tudo isso rendeu novas amizades, mais conversas com amigos e conhecidos, e umas quantas boas fotos, como esta:

Hoje, o dia inteiro (sem exagero) em eventos de orientação para o início das aulas (achava que fosse quinta, mas na verdade é quarta – ou seja, tenho ainda mais coisas para ler!). Por fim, para a minha (tardia) tranquilidade, a NYU finalmente recebeu o pagamento do primeiro semestre, o que significa que (1) não vão me mandar embora por falta de pagamento, e que (2) agora, sim, estou oficialmente endividado. Só me resta estudar MUITO.

Saturday morning

Vou escrever rapidinho, pra ver se aproveito o dia horrível que se anuncia (nublado, úmido e com previsão de tempestade) antes que a pior parte do anunciado aconteça!

Essa semana foi bastante puxada, com muitas leituras de cases sobre punitive damages. (“Danos punitivos”: aqui, um exemplo curtinho para esclarecer do que se trata.) As aulas me deixaram num estágio bem mais avançado do meu processo de commonlawização. Também já sei mais sobre como funciona o ensino do Direito aqui, como devo estudar, como serão os exames. Em resumo: estou mais organizado, tranquilo e ambientado.

Ontem fiz uma prova cujo objeto principal foi a jurisprudência da Suprema Corte sobre punitive damages, e essa foi a (única) avaliação da disciplina de Introdução ao Direito dos EUA (que agora terminou, yay!). Foi um exame tipo pass/fail (não serão atribuídas notas), e a única consequência de não passar é ter de cursar a disciplina de Metodologia Jurídica dos EUA neste semestre (fall = 2009/2). Não é uma consequência terrível, porque eu já pretendia fazer essa disciplina, mas é uma consequência um pouco inconveniente, porque já tinha me planejado para cursá-la no próximo semestre (spring = 2010/1).

Mas não importa muito, porque acho que fui bem o suficiente para não ser obrigado a fazer a disciplina! Difícil saber, claro, porque é um tipo de exame bastante diferente dos que fiz na graduação, e também porque foi em inglês, e também porque foi sobre uma matéria sobre a qual eu estudei por apenas três dias… Mesmo assim, estou confiante. Pode não ter sido A (o que é raro por aqui, aliás), mas definitivamente não foi tão baixo a ponto de merecer C. Ou seja, acho que foi B de bom. :P (Infelizmente, e como eu já disse, nunca vou saber o conceito, porque essa prova não vai receber nota; é pass/fail.)

Conheci muitos outros colegas do LL.M. (LL.M. = Legum Magister = Mestrado em Direito). E (surpreendentemente) estou conseguindo me lembrar dos nomes. Meus novos amiguinhos e amiguinhas incluem gente da Alemanha, do Brasil, do Canadá, da Grécia, da Holanda, da Índia, da Suécia… o mundo de A a Z, ou quase isso. Foi legal que encontrei várias pessoas da minha especialidade (International Legal Studies).

Ah, e como o semestre começa oficialmente quinta que vem, já começaram a chegar os J.D.s (djei-dís), que são os estudantes de graduação em Direito (J.D. = Juris Doctor = aqui adevogado tambem é dotô!).

E os J.D.s chegaram chegando. Eles parecem tão novinhos… bem, acho que eu também parecia quando entrei na faculdade de Direito!. Além disso, como a maioria deles é dos EUA, eles não parecem tão deslocados como nós, international LL.M.s, e vêm com muita mudança. Os corredores aqui do D’Agostino Hall (o prédio de apartamentos estudantis onde moro) ficaram entulhado de caixas onde os J.D.s tinham trazido cacarecos que eu nem sonharia em poder trazer nas minhas 140 libras (64 kg) de bagagem.

Hoje de manhã me permiti dormir até às 9h (oh, que grande concessão!), e aí lavei roupa olhando para o Empire State Building. ;) Ainda tenho outras coisas Maria Maria por fazer (incluindo compras… no K-Mart!), e depois vou estudar. Sim, porque os professores já deixaram muito material para ler para as primeiras aulas. Não dá pra ficar pra trás.

Falando nisso, terei nas próximas semanas uma tarefa difícil: escolher de qual das cadeiras que eu escolhi na matrícula vou desistir. Tenho 15 créditos (o máximo que se pode ter num semestre), e a professora de Introdução disse expressamente que o ideal é fazer 12 (o mínimo). O argumento é que, para meus potenciais empregadores, vão importar muito mais minhas notas do que o número de créditos que fiz. O que faz sentido: melhor notas “poucas e boas” do que “muitas e medianas (ou até ruins!)”. Mesmo assim, é uma dor no coração ter que desistir, porque todas as cadeiras que eu escolhi são interessantes, e porque eu queria sugar o máximo da NYU (fazer valer a anuidade!). Colocando na balança, vou sentir como vai ser o ritmo do semestre primeiro… e depois decido se caio fora de alguma cadeira (ou seminário).

Second weekend in NYC

Novos desenvolvimentos nessa minha fase de adaptação à vida em NYC e aos estudos na NYU.

Sexta-feira fui até o Centro de Saúde da NYU para comprovar estou devidamente imunizado contra measles (sarampo), mumps (caxumba), rubella (rubéola) e meningitis (meningite) – isso depois de um certo rolinho que requereu um pedido de socorro à minha médica no Brasil. Mas tudo certo!

O Centro de Saúde fica na Broadway, perto… do Kmart, minha loja preferida (haha, jura!). Então, claro, tive que dar um pulinho lá. Comprei (1) sabão especial pra lavar roupa em água fria (vamos lá, pessoal: economia de energia, indiretamente preservação ambiental… e preservação da aparência das roupas também!), (2) amaciante, (3) um “cesto” tripartido para colocar/separar roupa suja no quarto e carregá-la para a lavanderia, (4) uma bacia pra carregar roupa limpa de volta para o quarto. Pronto.

Quer dizer, quase pronto. Sábado de manhã fui ao The Home Depot da 23rd Street e comprei um varal para estender roupa no quarto. (Economia de energia com a secadora elétrica, economia de grana também porque o uso das secadoras elétricas custa um dólar, preservação ambiental e certa proteção contra o encolhimento das roupas de algodão! E o quarto fica com um suave perfume de roupinha lavada… hehe!)

[Agora fiquei pensando que estou cada vez mais “juridicizado”, pensando em vários argumentos para justificar tudo o que eu faço (inclusive o que eu compro). E muitos desses argumentos são econômicos e/ou ecológicos, o que também é bastante consistente com a minha personalidade (e formação acadêmica).]

(Aproveitei a ida ao The Home Depot para comprar um filtro d’água. Mais economia… um ótimo investimento para o ano todo que vou passar aqui, sem contar que vai continuar sendo útil depois!)

Tá, mas voltando à lavação de roupa suja em público: com as compras de sexta-feira e sábado, fiquei plenamente equipado para lavar roupa.

E que ninguém pense que essa é uma das atividades práticas enfadonhas, daquelas que “ninguém merece”, mas tem que fazer. Em NYC, e particularmente aqui em D’Agostino Hall (o prédio de dorms da NYU Law), lavar roupa é praticamente turístico. ESTA é a vista da lavanderia:

(Mais fotos aqui!)

E falando em vista, uma correção a um erro gravíssimo de geografia que eu cometi neste post aqui. A correção é um pouco frustrante, mas vamos lá: não dá pra ver nada do Empire State Building do meu quarto! Hahaha… Óbvio que não. Minha janela fica para o sul, e o Empire State Building fica ao norte! A agulha que eu vejo da janela do meu quarto deve ser de algum arranha-céu do Financial District, que fica ao sul daqui. Duh.

Sábado comprei um SIM card… habemus mobile phone! :D E esvaziei minhas malas e coloquei tudo no armário, e organizei escrivaninha e estante. (Bah, agora sim eu to propriamente morando aqui.) Não passeei, mas descansei. :)

Domingo fui ao culto. Eu estava cheio de expectativas! Fui à Judson Memorial Church, uma igreja batista (legal por ser batista!) que fica praticamente do lado da faculdade, ou seja, pertíssimo de casa (legal por ser conveniente a localização!). Pois bem… digamos que… não deu muito certo. Continuarei church shopping pelas próximas semanas.

Mudando de assunto… Restaurantes em Greenwich Village. Até agora não repeti nenhum! Vamos ver se me lembro de todos os lugares onde já almocei:

  1. Subway (duas vezes, mas em restaurantes diferentes!)
  2. Duas pizzarias
  3. Dois restaurantes italianos (massas, é claro)
  4. Uma creperia (muita gente pronuncia “crepe” em inglês como “crap”… eca)
  5. Um restaurante de comida macrobiótica/vegetariana (Tri bom, saudável e barato… vou virar freguês!)
  6. Um lugar onde vendem veggie burgers (Também tri bom, saudável e barato! Com ice tea de graça! E atendimento excelente! Pra completar: quando eu fui lá tocou GAROTA DE IPANEMA, by Tom Jobim, em uma versão meio jazzy, tri NYC, tri Greenwich Village… foi um momento de êxtase culinário-musical!)
  7. Um restaurante mexicano (onde fui com os brasileiros, na sexta-feira em que colhi maná do lado da faculdade).

Ah, sim, outro fato curioso, tipo o do “maná”, é que no domingo (almoço numa pizzaria), pedi dois pedações de pizza (o que já me deixaria bastante satisfeito), e o carinha me deu um terceiro “on the house”. Acho que ele gostou da minha cara, sei lá por que fez isso! Não quis ser injusto e deixei uma gorjeta pra ele, o que não é “obrigatório” nesse tipo de restaurante, que não tem garçom. E vou voltar lá, claro. O cara foi legal, e a pizza é boa. (Acho que era bem isso que ele queria… boa estratégia – funcionou!)

Quanto ao resto do domingo, estudei. Triste, isso, ter que estudar no domingo, mas não houve outro jeito, a bem de conseguir ler os cases para a aula de hoje.

E agora, fugindo ao tema do post, que era pra tratar apenas do weekend

Hoje, segunda-feira, falei em aula pela primeira vez – não por imposição do método socrático, mas porque respondi a uma pergunta que a professora fez de forma geral para a turma. Grande coisa, porque a maioria dos colegas já participou ativamente da aula pelo menos uma vez (e muitos deles, muito mais que uma vez). Mas quanto a mim, acostumado ao estilo “palestra” das aulas na Faculdade de Direito da UFPEL, admito que sou um pouco travado para falar. Aos poucos vou me destravando. A impressão que eu tive dessa primeira experiência foi legal, porque a pergunta tinha deixado um silêncio constrangedor na turma por algum tempo – só dava pra ouvir que todos estavam folheando o case de um lado para outro tentando encontrar a resposta – e então eu respondi. Ohhh… menos, menos. Não vamos fazer disso mais do que foi. :)

E também hoje comprei uma espécie de “caneca térmica” de café da grife da NYU Law, pra entrar no clima de universitário. Às 17h fui para o student lounge do prédio principal da NYU Law (Vanderbilt Hall) para estudar (acabei voltando só às 22h, depois de terminar de fazer as leituras obrigatórias para amanhã). Martin. Café. Laptop. Mozart. Casebook. Tudo tão básico, mas tão gostoso… Acho que essa situação vai se repetir muitas e muitas vezes neste ano acadêmico que se inicia. Que bom.

Socratic method videos

Hoje a professora de Introdução ao Direito dos EUA mostrou em aula uns vídeos sobre o método socrático. O primeiro é sobre uma aplicação “old-fashioned” do método (na NYU não é tão cruel assim, segundo a professora). O segundo apresenta impressões dos alunos a respeito do método.

A view to the Empire State Building

Continuo absolutamente sem tempo de postar decentemente. E nem posso prometer nada por enquanto… a carga de leituras está mesmo muito pesada.

Para atender aos clamores de muitos: SIM, meu novo quarto tem vista para o Empire State Building!

Não viram? Confiram de novo e divirtam-se, como eu me divirto sempre.

(Falando sério, postarei mais fotos assim que tiver tempo de tirá-las!)

Primeiro dia de aula (ontem)

O primeiro dia de aula em uma palavra? Apavorante, num primeiro momento; desafiante, após uma reavaliação.

Foi meu primeiro encontro com a Common Law, o sistema jurídico aqui dos EUA, que difere bastante da Civil Law, o sistema jurídico do Brasil. Preciso passar por uma profunda “commonlawização” (adotando a expressão uma vez usada pelo meu orientador no Brasil, prof. Ricardo Vasconcellos). Há uma forte ênfase nos cases (jurisprudência – estudei quatro só para a segunda aula!). O ensino jurídico também é diferente (talvez futuramente sobre algum tempo para comentários sobre o método socrático).

A disciplina de Introdução ao Direito dos EUA é intensiva (três horas de aula por dia por duas semanas). Manter as leituras obrigatórias já é difícil, quanto mais chegar às leituras meramente recomendadas! Além disso, o “juridiquês” em língua estrangeira, a nova cidade, as compras necessárias para conseguir sobreviver dignamente (!), o novo quarto (ontem troquei para o definitivo)… tudo toma tempo e consome energia.

Mas tudo está indo bem. Se algo me faz falta? Umas horinhas a mais por dia. :)