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Brooklyn Bridge revisited

Fiz uma caminhada fotográfica na Brooklyn Bridge com meu amigo Christian (um dos inúmeros leitores do blog do Guri que vêm a NYC todos os dias exclusivamente para pedir um autógrafo do autor). Haha… Pra descongelar, uma caminhada pela Broadway, culminando na Union Square, onde comprei meus patins de gelo (resolução de Ano Novo 2010: aprender a patinar no gelo)!

Sunset & the City

More sunset & more of the City

Manhattan Bridge & Empire State

Financial District & South Street Seaport

Indo para e/ou vindo de Manhattan?

Let it snow!

A primeira neve da temporada em NYC (descontando aquela nevadinha do outro dia) começou por volta das 14h do dia 19/12 e foi até sei lá que horas da madrugada do dia 20/12. Foram uns 30cm de neve, o suficiente pra deixar a cidade coberta de branco. Eu, claro, saí no auge da nevasca pra ver e fotografar as decorações de Natal em midtown.

Columbus Circle e as decorações de Natal

Central Park com um poquito de neve

Dentro da Trump Tower

Rockefeller Center: o carinha

Rockefeller Center: a árvore e a pista de patinação

De volta ao White Village

NYU + neve. Foto só por isso.

Washington Square Arch

Vanderbilt Hall (NYU Law)

Vanderbilt Hall courtyard

D’Agostino Hall, 110 West Third Street (meu endereço!)

Não satisfeito, mais tarde saí com amigos da faculdade pra jantar no Pars Grill, um restaurante persa em Chelsea. Continuava nevando forte depois que jantamos, o que não nos impediu de voltar caminhando pro Village (umas 25 quadras!). Duas fotos nada a ver, mas de que gosto:

Mantenha NYC limpa: coloque sua neve no lixo

Esquina da Rua 4 com a Rua 12, no West Village. Por que a foto? Porque rua normalmente não cruza com rua em NYC, a não ser no West Village, onde o traçado fica um pouco confuso!

Vista do meu quarto para o prédio vizinho

Vista do meu quarto no início da nevasca

Vista do meu quarto depois da nevasca

Pra dentro da cabeça da Liberdade

Recebi a visita da Sue (mãe do meu cunhado, ou seja, sogra da minha irmã) e da amiga dela, Charlene. (Seria possível, por acaso, descrever numa palavra só o meu quase-parentesco com a sogra da minha irmã? Se alguém souber, por favor deixe um comentário, porque saber essa palavra, se é que existe, facilitaria bastante a minha vida!)

Incomum receber visita no meio do período de provas, mas tudo bem, porque já vínhamos planejando com bastante antecedência um passeio muito especial e privilegiado: subir até a coroa da Estátua da Liberdade! Eu já conhecia a ilha, a estátua, o museu, mas nunca tinha subido até a coroa da estátua, que estava fechada desde o 11 de setembro e só reabriu no meio deste ano. A Sue não quis perder a oportunidade (parece que vão fechar de novo em breve para reformas internas) e me convidou pra ir junto. Ora, claro que topei na hora.

A jornada começou aqui no Village: tivemos um almoço temprano no “Joe’s Pizza”, aqui pertinho, a pizzaria onde o Peter Parker trabalhou no Homem-Aranha 2. (Em homenagem à Joe pelo seu aniversário! A homenagem ao Felipe, também aniversariante do dia, veio mais tarde e foi um pouco mais forçada, envolvendo a Liberdade e gaivotas.) Após o rápido brunch, com muito approach, fomos ao Battery Park e tomamos um ferryboat pra Liberty Island.

Alguns detectores de metais depois, chegamos na estátua. Há duas escadas espiraladas: uma, só pra subir, enrolada na outra, só pra descer. Bom, o programa é altamente desaconselhado para claustrofóbicos; eu mesmo me descobri um pouco claustrofóbico (no início tive vontade de gritar pra abrirem a estátua pra eu poder respirar), mas no fim me contive e me acostumei com a ideia. Tem vários patamares (apertadíssimos) onde se pode dar umas paradinhas, mas não é tão cansativo assim. Ao todo são 354 degraus da base do pedestal até a coroa. A estátua não é tão alta quanto parece: 34 metros do pé até a coroa (mais 47 metros de pedestal).

Monumento ao pescador, no Battery Park

Sue e eu, dentro da cabeça da Liberdade (eu mal consigo ficar em pé!)

Manhattan como a Liberdade a vê

Alguém ainda duvida que eu subi na coroa?

Yes, I go to N-ah-Y-ah-U! (Vista do alto do pedestal)

La Liberté et moi

P.S.: A Sue me trouxe de presente uma cafeteira, uma tostadeira e um ferro de passar. Por isso desde esse dia tenho tomado café feito em casa (café passado! adeus instantâneo! yay!) em quantidades talvez um pouco excessivas. :P Usei a tostadeira algumas vezes também… mas, na boa, estou adiando tanto quanto possível o uso do ferro de passar. :P

City Grace Advent Choir

Depois de um mês de trabalho árduo nos ensaios de quintas-feiras à noite e domingos de manhã, o City Grace Advent Choir cantou no culto pela primeira e única vez! Magnificat pra começar; num segundo momento um arranjo original de Oh come, oh come, Emmanuel (versão em 5/4 por Kyle Sandison, o diretor de louvor da City Grace, e arranjo coral meu) seguido de Go! Tell it on the Mountain (com direito a estalar de dedos; sucesso absoluto!), e no terceiro e último momento uma canção de benção, The Irish Blessing (segundo a crítica, “foi tão suave que pareceu aquela música que as crianças de ‘A Noviça Rebelde’ cantam antes de ir dormir”).

 

(Não sei como aconteceu, mas falta uma soprano na foto oficial!)

Depois do culto teve almoço na igreja, e em seguida voltei pra casa e curti uma profunda nostalgia. O coro foi um dos pontos altos do meu primeiro semestre aqui! Os ensaios e a apresentação foram momentos de louvar a Deus juntos, fazendo e aprofundando amizades. Apesar de ter sido um pouco trabalhoso pra mim, valeu muito a pena. Aprendi muito e também me diverti (válvula de escape do mestrado!) escolhendo ou arranjando as músicas, e preparando e conduzindo os ensaios. Já me perguntaram sobre um City Grace Easter Choir, ou seja, voltar a ensaiar para a Páscoa… estou dentro, é certo! :)

Exam mode meia-boca

A pior parte dos exames já passou. Ergo, posto.

Domingo… ah, eu como eu amo domingos! Primeiro tive ensaio do City Grace Advent Choir. Tá quase tudo preparado pra nossa apresentação única! Ainda temos ensaio amanhã, sábado, e domingo antes do culto. Temos trabalhado bastante; tomara que o Patrão goste do resultado. :) Ah, e no culto um dos hinos que a comunidade cantou foi Holy, Holy, Holy; de vez em quando eu gosto de cantar uns hinos tradicionais, especialmente desses que são ‘universais’.

Depois do culto e do almoço, doei sangue. Tudo certo. Fora o fato de que meus batimentos cardíacos estavam em 97 por minuto (!) e minha pressão arterial em 15 por 9 (!). Apesar disso me deixaram doar sangue, mas… tchê, que foi aquilo? Ah, perumpoquinho: hipertensão, não. Tudo bem que eu esteja em vários dos grupos de risco: fumante, alcoólico, obeso, sedentário… haha, fala sério. Fiz um check-up cardiológico antes de vir pros EUA e estava tudo bem, como sempre. Tem que ser transitório. A enfermeira que me tirou o sangue (!) disse que pode ser por causa dos exames. É isso. Tudo culpa da NYU Law.

Segunda-feira, então, fiz o exame de Arbitragem Internacional, das 9h da manhã às 7h da noite: 10h ininterruptas de total piração, sem sair do apartamento (e do quarto só para me alimentar e atender a chamados urgentes da natureza). Doze páginas de questões, sendo que uma delas incluía comentar sobre uma decisão judicial novinha (em anexo, mais onze páginas), que nunca tínhamos estudado em aula. Quando concluí a prova, a primeira coisa que me veio à mente foi, “dude, what on hearth was that?“. Fiz o que pude. Respondi todas as questões; estourei em 4,5% o máximo de palavras (o prof não deve nem notar, então acho que tudo bem.) Só não tenho a menor ideia do que esperar do resultado! Ai, minha hipertensão. :P Assim ficou o meu quarto depois do exame… tive que registrar fotograficamente aquele caos. (Se não der pra ler as “anotações” que eu fiz na foto, a saída é clicar nela pra abrir maior.)

 

Depois do exame ainda catei forças não sei onde e fui nadar. Dormi o sono dos justos e exaustos, e no dia seguinte, de pijama, vivi a manhã dos vagabundos. Terça-feira à tarde revisei toda a matéria de Direito Internacional, e fiz a prova hoje, quarta-feira. Foi bem menos desumana que a anterior, mas mesmo assim bastante difícil. Agora só resta esperar os resultados.

O que me falta para poder desligar de vez o exam mode é uma prova de Direito Transnacional (tenho até quinta-feira que vem para resolvê-la) e um artigo (quase pronto). Et tout sera fini, pelo menos quanto a este semestre. A aventura LL.M. continua em 2010.

Com essa história de ficar me estressando com estudos e preparativos para provas e fazendo provas, até me passou meu aniversário de quatro meses em NYC. Ainda não me acostumei com esse tempo que não para de passar nem ao menos diminui o ritmo…

Snow flurry IV

Este é o último da série snow flurry, prometo! Fui rápido o suficiente para tirar uma foto da nevadinha, antes que ela parasse, e antes que escurecesse completamente (às 4:30 da tarde!) e já não desse pra ver nada. Só não fui rápido o suficiente pra postar no mesmo dia: só baixei da máquina hoje.

(Sim, as manchinhas brancas são os floquitos de neve caindo. Não, não são sujeirinhas na lente da minha câmera.)

Já mostrei a vista do meu quarto outras vezes aqui no blog, mas certamente nunca comentei que amo a vista para a caixa d’água antigona (à la Warner Brothers) de um prédio aí da volta. Ah, e nesta foto também meio que dá pra ver a “decoração de Natal” (são só umas luzinhas mal-colocadas) no patio interno do prédio vizinho. Como aqui no quarto não tenho nem terei decoração de Natal, pelo menos posso olhar pra microdecoração ali fora.

Blue balloon

Que fique bem claro que eu nunca quis um celular com câmera. Pra que, se eu já tenho câmera (aliás bem melhor que qualquer câmera de celular)? Mas, já que ganhei um dos maninhos Ca e Volker, por que não usar todos os recursos à disposição – inclusive a câmera?

(A continuação do raciocínio é que, aos poucos, a câmera do celular vai deixando de ser apenas um recurso à disposição e se tornando indispensável a ponto de eu nunca mais sequer cogitar ter um celular sem câmera… Por essas e por outras é que resisto ao supérfluo.)

Acontece que agora reconheço que a câmera do celular até que pode ser útil. (“Sério mesmo?”, pergunta irônico o leitor que já usa a câmera do celular desde o início do século.) Só por preguiça. Eu carrego quase sempre comigo minha câmera-câmera, mas às vezes é tão mais fácil (e rápido) usar a câmera-celular.

Sábado passado, por exemplo, só graças à câmera-celular fui rápido o suficiente pra registrar o balão azul perdido no céu de Manhattan.

Hoje caminhei até o Rockefeller Center (uma boa caminhadinha: da West 3rd até a 50th, quase 50 quadras) e vi (acho que pela primeira vez) a pista de patinação aberta. Um dia desses vou lá e continuo a aprender a patinar no gelo. (Ou seja, muitos tombos. Depois de três anos não restou nada da pouca habilidade que eu tinha!)

Muita coisa

Tenho uma conclusão importante sobre a vida: muita coisa (boa e ruim) acontece na vida em pouco tempo. Isso tem repercussões relevantes na atividade bloguífera. Faz poucos dias que postei pela última vez – determinado a não postar tão logo! – e já tenho muito a relatar.

Sábado (31/10) correu tal como previsto, com o adendo de um probleminha básico. À tarde fui com alguns colegas da faculdade ao desfile de Halloween, que aconteceu na 6th Avenue pertinho daqui. Em busca de um lugar de onde pudéssemos ver melhor, atravessamos para o outro lado da avenida pelo túnel do metrô. O probleminha aconteceu quando eu quis voltar… e o túnel do metrô tinha sido fechado pela polícia (I ♥ NYPD). Encurtando a história: levei uma hora dando voltas e voltas para conseguir chegar em casa, estando a apenas dois quarteirões de distância! Para piorar um pouco, começou a chover torrencialmente – e eu, claro, sem guarda-chuva. Quando enfim cheguei em casa, estava como se tivesse ido nadar de jeans e camiseta.

Domingo (01/11), ganhei uma hora de sono (acabou o horário de verão aqui) e depois fui à igreja. À tarde, estudos… e chegada da Lu, que veio do Brasil (e daqui voltou para o Texas). Ficou aqui umas 12 horas, apenas, o suficiente para me trazer muambas e notícias do Brasil. Saímos para jantar com um casal de amigos da igreja, depois voltamos para casa e colocamos a conversa em dia, e um pouco de conversa também jogamos fora, claro.

Segunda (02/11) madrugamos (eu nem me lembrava que existia isso de ‘6h da manhã’) e fomos de trem até Newark, NJ. De lá, a Lu pegou um táxi para o aeroporto, e eu peguei o trem de volta a Manhattan para minha aulinha de Direito Internacional. Antes, porém, fiz uma escala de alguns minutinhos em Jersey City, ali do outro lado do Hudson. Pronto, agora posso dizer que estive em Jersey City.

Finalmente, hoje (03/11), coisinhas boas: acordar cedo, render bastante na redação do meu paper, ouvir “Samba de uma nota só” durante o almoço no Quantum Leap. (Ouvir e, admito, cantar junto também!)

Nueva York con ganas

Apesar da nhaca meteorológica (chuva e chuva), hoje foi um dia proveitoso pra mim. Começou com a aula de Direito Internacional, que normalmente é com o professor Philip Alston. Além de professor na NYU, ele é Relator Especial das Nações Unidas sobre Execuções Arbitrárias, Sumárias ou Extrajudiciais; visitou o Brasil em 2007.

Tá, mas a aula de hoje não foi com ele: foi com Richard Goldstone, que anda aparecendo nas notícias (no Brasil também?) pelo relatório que preparou com conclusões de uma investigação sobre violações de direitos humanos e do direito humanitário na faixa de Gaza (eu li o sumário executivo do relatório, ok, não todas as 575 páginas!). Bom, o relatório anda dando o que falar, mas sobre isso é melhor perguntar pro google notícias ou pra BBC notícias (do contrário esse post não vai pra frente!).

Depois da aula fui o mais rápido possível (o que no dia chuvoso que foi hoje quis dizer: nadando! brincadeira, fui de metrô) para a sede das Nações Unidas! Encontrei lá uma amiga da igreja que trabalha no escritório de liaison da União Europeia nas Nações Unidas. Almoçamos com ela na cantina da ONU (talvez o lugar mais barato para se fazer uma refeição boa em Manhattan!).

Em seguida minha amiga voltou ao trabalho, e passei a ser “escoltado” por um diplomata brasileiro que conheci aqui em NYC, para atingir finalmente o objetivo principal dessa ida à ONU: fui com ele (e só graças ao convite dele) como observador à reunião do Sexto Comitê, o Comitê Jurídico da Assembleia Geral! A discussão foi sobre o relatório desde ano da Comissão de Direito Internacional, particularmente envolvendo assuntos que muito me interessam academicamente.

Mais que uma oportunidade intelectualóide, porém, foi legal revisitar o prédio da sede da ONU – já tinha feito uma visita guiada lá em 2006, na primeira vez que vim a NYC. (Recentemente fiquei sabendo que o Niemeyer foi um dos que projetaram o prédio… o que afinal não me surpreende tanto. E hoje fiquei sabendo que uma reforma com gastos de muitas e muitas cifras vem aí.) A reunião foi na sala do agora desativado Conselho de Tutela (a foto da wikipedia é melhor que a minha; aí vai).

Ao fim da reunião – mais ou menos 18h – fui à Biblioteca Pública de Nova Iorque, que até então eu só tinha visto de fora. O interior é espetacular. (Lembram do filme “O dia depois de amanhã“?)

A matadinha de tempo na biblioteca tinha motivo: em seguida fui com um casal de amigos ao Carnegie Hall, uma casa de espetáculos, para assistir a um concerto com a Orquestra da Juilliard, uma das melhores escolas de música por aqui, além de alguns concertistas importantes – o mais pop deles, sem dúvida, Lang Lang, o pianista chinês que tocou na abertura das Olimpíadas de Beijing em 2008.

Fato engraçado da ida ao Carnegie Hall… Para as pessoas que estavam à minha frente na fila, entrando no auditório, o funcionário dizia, “suba um nível e dobre a esquerda”, ou “suba um nível e dobre à direita”. Na minha vez, ele disse: “all the way up, sir” (tipo assim, “suba até não ter mais pra onde subir, senhor”). Quatro andares depois… Meu ingresso, obviamente, era um desses baratex, para estudante. Digamos assim que eu tive uma “visão muito superior” do concerto. (!) Mas nem de longe isso prejudicou a experiência. A acústica do auditório é espetacular – assim como o visual, aliás.

As peças do concerto foram de inspiração oriental. Uma delas foi a première mundial de uma composição de Chen Qigang encomendada especialmente pelo Carnegie Hall para a apresentação de hoje. Vai dizer que isso não faz o público se achar o máximo?

A última parte foi Das Lied von der Erde, ou “A Canção da Terra”, de Gustav Mahler. As canções – em alemão – são inspiradas em poemas chineses, com algumas partes bem dramáticas de que eu gostei muito. Tanto que tenho de citar uma delas (no original em alemão e na tradução para inglês fornecida pelo programa do concerto… lamento, mas não tenho a mínima condição de traduzir poesia em alemão para português – haha!):

Ich weine viel in meinem Einsamkeiten.
Der Herbst in meinem Herzen währt zu lange.
Sonne der Liebe, willst du nie mehr scheinen,
Um meine bitter’n Tränen mild aufzutrocknen?

I weep much in my solitude.
The autumn in my heart endures too long.
Sun of love, will you never shine again,
Tenderly to dry my bitter tears?

Gustav Mahler, Das Lied von der Erde, II. Der Einsame im Herbst, Text: after Chang Tsi

Depois de um dia intenso como este, tão intelectual e tão internacional e tão cultural, eu me sinto compensado por tantas vezes em que penso não estar aproveitando Nova Iorque ao máximo. Pode até ser que eu esteja perdendo aqui e ali, mas também estou ganhando bastante. Acho que o balanço até agora (três meses incompletos!) é positivo. Com folga.

Tudo igual mas de roupa nova

Ultimamente não tenho saído muito aqui da volta de casa, da volta da NYU (a zona de conforto Greenwich Village). Um dia vou um pouco uptown, outro dia vou um pouco downtown, mas não tenho caminhado por aí tanto quanto gostaria.

Após o culto e antes de voltar às leituras, resolvi dar uma volta rápida pelo Washington Square Park. Fica aqui pertinho, já passei por ali tantas vezes… mas nada isso significa mesmice. O outono está cada vez mais visível. Menos verde. Mais amarelo, laranja, marrom.

Saindo do parque, passei por um senhor, que estava sentado diante de uma mesa com um tabuleiro de xadrez pronto para uma partida, mas sem oponente. Ele estava disparando para todos os lados a pergunta, “chess player?“. Fiquei tentado a jogar, mas pensei, “it’s been so long since I last played chess” (sim, pensar em inglês é exercício, “faz tanto tempo que não jogo xadrez”). Cheguei a pensar no caso, mas fiz minha cara de “sinto muito” e segui rumo à biblioteca. Uns dez passos depois cheguei a parar e pensar em voltar… mas segui rumo à biblioteca. Depois me arrependi (típico). Um dia, quem sabe.

Ao sair da biblioteca, já noite, vi que a iluminação do Empire State está violeta, o que não é lá muito comum. Descobri (não é que o site do Empire State tem um calendário de iluminação?) que o violeta é pela Memory Walk 2009, uma caminhada promovida hoje pela Alzheimer’s Association aqui na cidade. Violeta, aliás, está por tudo aqui na volta, porque é a cor da NYU. Terminei o “tour pelos novos velhos lugares” no terraço aqui de casa.