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Findi 20–21 de novembro

Não se podia mesmo esperar que todo findi fizesse tempo bom como nos últimos; o findi 20–21 novembro foi nublado e um pouco frio. Mesmo assim, consegui espremer um bom suco de Genebra.

Piscina fechada para uma competição no sábado, fui ao Museu Patek Philippe, que conta com uma coleção de mais de 2000 relógios fabricados ao longo dos últimos 500 anos. Sem exagero, um dos melhores museus a que já fui: ambiente agradável, organização interna muito bem planejada, visita guiada com a quantidade certa de informação. Quanto à relojoaria… arte, ciência e técnica (e mais?) da mais alta qualidade e nas mais finas e disciplinadas proporções. Impressionante.

Domingo fui à igreja evangélica livre de Carouge, uma paróquia pequena bem perto de casa. A acolhida e as melodias conhecidas e a proximidade de casa me fazem querer voltar. Veremos.

À noite fui com uma amiga a um recital do pianista  Jean-Marc Luisada no Conservatoire de Musique de Geneve, parte de uma série de concertos em homenagem aos 200 anos do nascimento de Frederik Chopin. Nossos lugares eram no mezzanino esquerdo – embora não tão “nas alturas” como no Carnegie Hall (o Conservatoire é uma sala de concerto bem menor), ainda era praticamente um “puleiro”. Mas pode acreditar: a escolha dos lugares não poderia ter sido melhor.

Primeiro, estando no mezzanino esquerdo, perto do palco, tivemos uma espetacular “vista aérea” das mãos do pianista sobre as teclas. Passamos o recital inteiro inclinados para frente, olhando para baixo, para poder ver o pianista em ação… mas valeu a pena! A experiência auditiva foi turbinada pelo visual privilegiado.

Segundo, ao sair da galeria terminado o recital, logo notamos o que talvez não tivessemos notado se estivessemos na plateia: havia no foyer uma longa mesa com pães, queijos, sanduíches e confeitos, tudo do bom e do melhor. Para beber, água, suco de laranja, vinho tinto e vinho branco. “Uma recepção para os VIPs”, pensei. Não: aberta a todo o publico do recital, inclusive para nós, parte do “público budget” das galerias. Não acreditei.

La joie de vivre… en Suisse.


Conservatório de Música de Genebra 

Programa

FRYDERYK CHOPIN
Mazurkas op. 24
Quatre Scherzos op. 20, op. 31, op. 39, op. 54

ROBERT SCHUMANN
Davidsbündlertänze op. 6

FRYDERYK CHOPIN
Grandes Valses Brillantes op. 18 et op. 34 N 1, 2, 3

O jegue do meu vizinho

Troinex, onde moro, faz parte da “Grande Genebra”. É uma localidade bem residencial, mas beirando o rural. Prova contundente disso é que um de meus vizinhos tem um jegue.


Ploc, o jegue do meu vizinho


O jegue do meu vizinho em seu habitat; ao fundo, o Salève;
a casa à direita na foto é onde moro

Um tempo atrás, por curiosidade e para tentar suprir minha total deficiência de conhecimento em zoologia, pesquisei sobre as diferenças conceituais entre jegue, jumento, asno, mula e burro.

Começa fácil: jegue, jumento e asno são nomes diferentes para o mesmo equino. O híbrido nascido de égua e jumento é mula se for fêmea ou burro se for macho. E ainda tem o bardoto (fêmea ou macho), que é o hibrido nascido de jumenta e cavalo. Esse bardoto é o mais pobre bicho de todos, porque o seu desenvolvimento é afetado pelo espaço limitado do útero da jumenta.

Mas saindo desse papo genérico (e bastante aleatório) quero voltar ao particular do jegue do meu vizinho, o qual é tres sympa. (Quero dizer que o jegue é legal; o vizinho… não sei; não o conheço. Mas ele deve ser legal também. Tal jegue, tal dono.)

Um dia desses dormi além das 6:54, hora do meu despertador, e o jegue do meu vizinho me serviu de função soneca. Às 7:10 ele comecou com seus ih-ohs característicos, deliberadamente para me acordar e garantir que eu me levantasse a tempo de pegar o ônibus, às 7:52. Jegue suíço, pontualidade britânica.

Por essas e por outras gentilezas que o jegue do meu vizinho me faz, resolvi dar-lhe um nome sympa como ele: Ploc. Nesse clima pre-Adventício, o nome Ploc é uma homenagem a uma memória de infância. Não, nada a ver com o chiclete Ploc. É que nos meus tempos de culto infantil na Igreja São João tinha uma música de Natal assim:

Um jumentinho
Ploc ploc ploc ploc
Vai pela noite fria

Vai de mansinho
Ploc ploc ploc ploc
E entra numa estrebaria…

Findi 13–14 de novembro

Sábado dia 13 acordei decidido a passear, mas sem a mínima ideia de que passeio fazer. Tinha que ser “outdoors”, pra aproveitar o lindo dia. “Quem sabe o teleférico que sobe ate o Salève, a montanha que fica ‘atrás de casa, ali na França’?” Entrei no site do teleférico e, para meu alívio e ao mesmo tempo para minha maior urgência ainda em sair de casa, vi que era o último findi de funcionamento do teleférico, antes de fechar durante o inverno!


Guri no Salève


Genève vista do alto do Salève


Destaque para o Jet d’Eau


Os Alpes


Descendo de teleférico


Le Salève

Depois de descer da montanha, dei uma caminhada por Troinex. Em particular, visitei o centro (um microcentro), onde tem o salão comunitário, a mairie (prefeitura), a praça da prefeitura e… não muito mais que isso. Mas é bonitinho – Troinex, c’est joli.


Troinex-Mairie


Troinex-Mairie


Ali eu moro! Ao fundo, o Salève

No domingo encontrei Noriko e Valériane, duas amigas do mestrado. Nós três fomos colegas na aula de Solução de Controversias na Organização Mundial do Comércio, passamos no bar exam de Nova Iorque e estamos trabalhando na Suíça!


Em frente ao relógio florido


Em frente ao Jet d’Eau

Por fim, para matar tempo antes de irmos ao culto, a Noriko e eu fomos à orla do lago para tirar fotos noturnas, coisa que fazia tempo eu queria fazer. (Quem acompanha o blog ou o picasaweb do Guri sabe que tenho uma quedinha por fotografia noturna de longa exposição…)


Jet d’Eau iluminado


Geneva skyline! :P


Rolex, Patek Philippe, Cathédrale Saint-Pierre

De volta ao TPG

TPG é sigla de “Transports Publics Genevois”, mas podia muito bem ser de “tempo de postagem do Guri”. Meus últimos posts foram escritos durante minhas viagens de ônibus e bonde entre Genebra e Troinex. Por um tempinho acabei deixando de lado o TPG (a ambiguidade é intencional!). Agora, de volta ao TPG (de novo!), explico o que aconteceu nas ultimas duas semanas.

Sexta-feira 22 de outubro fui de trem à Alemanha. Mesmo trabalhando de lá durante a semana, passei bastante tempo com meus familiares (reunião de família a 77%) – e especialmente babei nos meus sobrinhos recém-nascidos, Isabel e Felipe.

Sábado 30 encontrei o Lev, um grande amigo de Nova Iorque que mora em Colônia. Ele veio ao meu encontro de trem e seguimos juntos, de carro, até Loreley, uma rocha à margem do Reno, no trecho mais estreito do rio entre a Suíça e o Mar do Norte. É um lugar bem folclórico, conhecido por causa da história da Loreley, uma sereia-moça que encantava os navegadores com sua voz e assim causava a morte deles (coisa típica de sereia).

Fato curioso é que a poucos quilômetros de Loreley fica Damscheid, onde nasceram meus antepassados maternos. A beleza fascinante de Loreley, sua voz encantadora, seus olhos verdes e seus cabelos loiros confirmam o que dizem na região e que na minha família sempre se soube: Loreley era Lolô de Damscheid, minha tataravó.

E que ninguém venha me criticar dizendo que estou aumentando a lenda, porque nem lenda é. Muitos (inclusive eu, até poucos dias atrás) acham, erroneamente, que a história da Loreley vem de uma lenda antiga. Na verdade, ela se originou de um poema de Clemens Brentano. Esse poema foi seguido de vários outros, sendo o mais famoso o poema de Heinrich Heine (1797-1856). Dizem que é tudo ficção, mas pode muito bem ser uma “história baseada em fatos reais”. Lolô de Damscheid viveu na mesma época em que Heinrich Heine. Pra mim, é evidente que foi sobre ela que ele escreveu.

Às 13h busquei o Lev na estação de trem de Montabaur e às 17h já o deixei na estação de Koblenz, porque ele tinha de voltar logo para Colônia. Em apenas quatro horas, almoçamos com tranquilidade, dirigimos mais de 100Km em terras desconhecidas (para ambos), conversamos como dois amigos que não se viam há meses (o que era verdade!), e ainda fizemos um lindo passeio turístico. Um rendimento inacreditável, mas não tão inacreditável quanto a beleza das paisagens outonais que vimos durante a viagem e do alto de Loreley.


Lev e eu, no alto de Loreley


Do alto de Loreley


Sankt Goar, do lado de lá do Reno


Sankt Goarshausen e Burg Katz, do lado de cá do Reno


Mais provas de que estivemos lá! Hehe!


Damscheid fica praqueles lados


Vista “sul”


Com a Loreley


Burg Rheinfels, no outro lado do Reno (Sankt Goar)


Mais Sankt Goar


Heinrich Heine, o autor do poema


Na volta pra casa, na Isselbacher Straße. Ainda bem que não tinha ninguém, porque eu tive que parar pra tirar uma foto!


De volta a Isselbach, onde meus pais moram (no térreo)

Domingo 31, Dia da Reforma (e não me venham com outros eventos para essa data), ironicamente deixei para trás o país da Reforma Luterana para voltar a Genebra, de onde foi propagada a Reforma Calvinista. Vim de carro com meus pais – dirigi todo o trecho dentro da Suíça, o que foi um quase prazer. Logo na chegada em Genebra, fiz com eles a caminhada típica de boas-vindas: da margem do lago até a Catedral de Saint Pierre. Por três dias eles passearam por aí, visitando vários museus que eu sugeri (inclusive alguns que nem eu vistei ainda), enquanto eu trabalhava, e à noite algum tempo juntos. Terça-feira, por exemplo, fizemos algo tipicamente suíço: jantamos fondue (para mim, segunda vez desde que moro em Genebra). Ontem eles seguiram viagem, para a Alemanha, via Berna.

E eu fiquei por aqui… tentando me acostumar à de novo à rotina. Nesses primeiros dias da semana, como meus pais estavam aí de carro, dirigimos até o meu trabalho todas as manhãs. (De lá, eles pegavam ônibus ou trem para fazer seus passeios sem se preocupar com estacionamento.) A nova experiência de direção em Genebra serviu para confirmar que fiz um excelente escolha ao decidir não ter carro aqui. O trânsito em hora de pico é lento e irritante. Ganho muito mais passando esse tempo no TPG e usando-o como TPG.

A terra do relógio

Primeira semana em Genebra: alguns relatos sobre as primeiras impressões e infelizmente poucas fotos. A cidade é mais tranquila que Nova Iorque, mas meu dia-a-dia, ao contrário, é bastante mais conturbado: com 9h no trabalho mais 1h para ir até lá e outra para voltar, não tem sobrado muito tempo para blogar – e menos ainda para passear.

No sábado passado, quando cheguei à estação de Cornavin em Genebra, já estava à minha espera o Fernando, o senhor português que me aluga um quarto no sótão do seu apartamento. Havíamos combinado que ele levaria uma bandeira suíça e eu, uma brasileira, para nos reconhecermos, já que não nos conhecíamos pessoalmente. Deu tudo certo. Primeiro ele me levou ao apartamento, para deixarmos as malas que quase quebraram minhas costas. Fica em Troinex, um pequeno vilarejo ao sul de Genebra, a poucos minutos da fronteira com a França. A seguir, fomos até a região central de Genebra; caminhamos à beira do lago e subimos até a catedral de St. Pierre. Eram cenas conhecidas para mim, de quando visitei a cidade em 2008.


Brasão – Ville de Troinex

No domingo, acordamos cedo para ajudar a preparar um salão comunitário para um almoço que haveria depois do culto. Em seguida fomos ao culto, na Igreja Evangélica Livre de Genebra, e de lá de volta para o salão. À tardinha fomos novamente à beira do lago para aproveitar o dia lindo que todos diziam que eu tinha trazido do Brasil (sendo que eu estava na Alemanha, onde estava chuvoso e mais frio, mas tudo bem). No fim do dia, fomos ao apartamento da dona Madalena, uma senhora que eu conhecia indiretamente (longa história) e que me colocou em contato com o senhor Fernando, seu amigo.

Assim foi que passei um domingo muito social e agradável. Gostei muito da igreja, mas talvez não seja pra mim: há muitos jovens, adultos com mais de 35, e quase ninguém da minha faixa etária. Ainda terei de fazer um pouco de church shopping.


Lago de Genebra e o Mont Blanc (pico da Europa) ao fundo


Lago de Genebra e o Jet d’Eau (Jato d’Água), marca registrada da cidade

Segunda-feira foi o dia de explorar o território. Saí com o carro que o senhor Fernando se dispôs a me alugar e fui até a International Environment House, o local do meu estágio. Encontrei sem problemas (e sem GPS), embora tenha dobrado na esquina errada duas ou três vezes. Fiz algumas comprinhas básicas no Coop e no Migros, dois supermercados de preços bastante acessíveis, perfeitos para estudantes ou jovens profissionais recém-formados com um orçamento apertado (quem?). Achava que o custo de vida seria bem mais caro, mas já penso que não será tanto.

Menos caro ainda será o custo de vida aqui já que decidi, na terça-feira, passar a usar a tgp – “transports publics genevois”. Demora mais, é verdade, mas é bem mais econômico e sem stress. O trânsito em Genebra é surpreendentemente intenso para uma cidadezinha deste tamanhico e são poucas as vagas de estacionamento na rua sem parquímetro. Usando os ônibus e bondes, não preciso me preocupar nem com trânsito nem com estacionamento e posso usar o tempo de viagem para ler. Ou escrever, como estou fazendo neste instante. (E viva o BlackBerry Notepad!)


Alguém me diga se é possível: na casa que fica bem atrás da minha parada de ônibus (Saussac) aqui na minúscula Troinex moram brasileiros! Com um pouco de esforço se consegue ver as bandeiras suíça e brasileira num mastro (na foto, à direita).

Terça-feira foi o primeiro dia de trabalho no programa de investimento do IISD. Conheci boa parte da equipe e já comecei algumas tarefas. O trabalho é uma boa combinação de pesquisa em direito e política do investimento estrangeiro, o que me deixa bastante satisfeito. Os dias no escritório são longos e, ao chegar em casa, não sobra tempo pra muita coisa. Bem, nem teria muito que fazer na pequena Troinex. No findi (que promete ter bom tempo) é que terei algum tempo para um ou outro passeio.

A parte “what really grind my gears” deste post é dedicada a três aspectos de Genebra. Primeiro: os ônibus não são pontuais. Ok, a maior parte dos sistemas de transporte coletivo que já usei não é pontual. E tudo bem – aprende-se a viver com isso, e pronto. O que me irrita é essa pretensa pontualidade dos ônibus aqui no país do relógio. Segundo: a maioria das lojas fecha às 18h ou 18:30. Vai ver que fui mimado por Nova Iorque… Terceiro: a galera aqui fuma feito chaminé, mesmo (ou principalmente) em locais públicos. Neste ar puro de montanha, isso deveria até ser crime ambiental.

Mas preciso finalizar o post em um tom mais alegre, escrevendo um pouco sobre as coisas de que gostei muito já nesta primeira semana. Genebra é uma cidade linda, com o lago e as montanhas e o verde e as cores do outono. Troinex também – pequena, residencial mas com um ar rural, muito tranquila e silenciosa. Em todos os lugares a água é praticamente medicinal. Inodora, incolor e insípida, como água deve ser, segundo o que a gente aprende no primeiro grau (ou melhor, nem aprende mais no primeiro grau, que agora é ensino fundamental… coisa de velho).

Há queijos de muitos tipos e de muito boa qualidade e com preço acessível. Só pra ter uma ideia: com $1 a mais do que eu pagava em Nova Iorque por dez fatias de queijo mussarela da marca genérica do supermercado (a mais barata!), aqui compro uma peça de 250g de camembert e outra de 250g de brie. Parece mentira, e eu tenho uma tendência ao exagero, mas pode confiar que desta vez estou sendo bastante preciso. Outra coisa que se encontra com alta variedade e qualidade e baixo preço é… chocolate! Bah, não é bom nem pensar, que já fico com vontade de comer chocolate.

Em resumo, acho que a terra do relógio vai conseguir o que a terra do fast food não conseguiu: me fazer engordar.

Dois dias em Boston

Dias 15 e 16 de setembro (e lá vou eu de novo, tentar colocar o blog do Guri em dia!), passei dois dias em Boston, Charlestown e Cambridge. Muito satisfeito com meu passeio na Filadélfia, resolvi comprar um guia turístico da mesma coleção, o Boston Day by Day, da Frommer’s. Fiquei hospedado na casa da prima do cunha James, em Malden, pouco ao norte de Boston.

Boston é uma cidade de muitos encantos, desde o clima mais agradável (o outono estava longe de Nova Iorque, mas em Boston já fazia 10 graus Celsius de manhã cedo) até a arquitetura antiga e as calçadas de tijolos vermelhos. Resumindo os melhores momentos do passeio:

  1. O observatório da Prudential Tower, que é o segundo edifício mais alto de Boston e do estado de Massachusetts, oferece vistas espetaculares da cidade, a 50 andares de altura;
  2. O passeio de DUKW (ou “duck” = pato), um veículo anfíbio da Segunda Guerra adaptado para turistas, pelas ruas de Boston e pelo Charles River;
  3. A caminhada de Back Bay (bairro onde fica a Prudential Tower), que antes fazia parte do leito do Charles River, até o Boston Common, passando pelo Public Garden (parques);
  4. Seguir o Freedom Trail (Rota da Liberdade), que passa por diversos marcos históricos de Boston e Charlestown;
  5. No segundo dia, a visita guiada pelo campus da Universidade Harvard, em Cambridge. Dica: a visita é grátis e guiada por estudantes do Harvard College, que contam sobre a história da universidade e a vida no campus;
  6. A caminhada pelo Back Bay Fens (ou The Fens), um parque projetado por Frederick Law Olmsted, mesmo criador do Central Park e do Prospect Park de Nova Iorque. Dica: vale a pena passar pelo jardim de rosas de The Fens;
  7. A caminhada ladeiras acima e abaixo em Beacon Hill, bairro de classe alta, com construções antigas de tijolos vermelhos.

A escultura “Quest Eternal”, de Donald De Lue, me fez lembrar direto do Rocket Thrower, do mesmo escultor, no Flushing Meadows-Corona Park. Em segundo plano, o Prudential Tower.

Boston vista do alto dos 50 andares do Prudential Tower

Copley Square, onde ficam a Biblioteca Pública e a Trinity Church

Church of Christ Scientist e Symphony Hall

Back Bey Fens

Campus do MIT, em Cambridge, do lado de lá do Charles River

Marlborough Street, uma rua residencial tranquila em Back Bay

Public Garden

Public Garden

Cheers, o bar que inspirou a série de TV de mesmo nome

Boston Common

Freedom Trail: Massachusetts State House

Freedom Trail: Old State House

Freedom Trail: Faneuil Hall

Freedom Trail: USS Constitution, em Charlestown

Boston skyline, vista de dentro do USS Constitution

Detalhe do USS Constitution

Freedom Trail: Monumento Bunker Hill, em Charlestown

Boston City Hall

Entardecer em Boston; vista de Cambridge

Dia 2: chegada no campus de Harvard, em Cambridge

Harvard Memorial Hall

Interior do Memorial Hall

Em frente ao Langell Hall, Faculdade de Direito de Harvard

Arquitetura típica da Brattle Street, em Cambridge

Outra casa em Brattle Street, Cambridge

Vista do Charles River em Cambridge

Museu de Belas Artes

Jardim de rosas nos Back Bay Fens

Louisburg Square, em Beacon Hill, bairro de classe alta

East River à noite

Hoje caminhei do Empire State até o East River pela 34th St, e depois ao longo do rio até o Battery Park pelo East River Greenway.

Manhattan Bridge

Manhattan Bridge

FDR Drive e Manhattan Bridge

Brooklyn Bridge (Manhattan Bridge ao fundo)

Queensboro Bridge e Manhattan skyline; vista de Roosevelt Island

Manhattan, Williamsburg, Ground Zero

As longas caminhadas por Nova Iorque estão fazendo sucesso! Da última delas, ontem, além de mim e do Naoki também participaram os amigos Kyle e Ryan. Saímos de Chinatown, atravessando a Manhattan Bridge até o Brooklyn, e voltando para Manhattan pela Williamsburg Bridge (umas 5 milhas = 8 Km). De lá ainda seguimos, Naoki e eu apenas, para o Battery Park, para fotografar o Tribute in Light, as luzes memoriais do 11 de setembro.

Arco da Manhattan Bridge

Brooklyn Bridge, vista da Manhattan Bridge

FDR drive e o skyline do Financial District;
vista da Manhattan Bridge

Uma das torres da Manhattan Bridge

Casa com carrinho bizarro no Brookyln

Eu também amo queijo!

Manhattan vista do Brookyln;
entrando na Williamsburg Bridge

Mais Manhattan skyline

Ground Zero; World Financial Center ao fundo

Ground Zero; luzes das Torres Gêmeas

Onde as luzes terminam

À esquerda, o 1 World Trade Center (anteriormente Freedom Tower; felizmente abandonaram esse nome!), ainda em construção. Será o prédio mais alto das Américas, com 1362 pés de altura (a mesma que tinha a torre gêmea sul). A altura total, com a agulha, é simbólica: 1776 pés = 541 metros (1776 foi o ano da independência dos Estados Unidos). Ao fundo, o prédio com com luzes rosa e verde é o Woolworth Building, um dos mais antigos arranha-céus de Nova Iorque (241 m); foi o mais alto do mundo de 1913, quando a construção foi concluída, até 1930, quando o Chrysler ficou pronto. A câmera caiu no meio da longa exposição (!), mas acabei gostando do efeito de movimento.

Onde as luzes começam: um estacionamento em Battery Park City! Subimos até lá. Não tinha pote de ouro. Tinha um evento particular, do qual fomos gentilmente expulsos.

The Sphere, escultura de Fritz Koenig que ficava entre as torres gêmeas. Sobreviveu (embora não intacta) ao 11 de setembro e está agora no Battery Park. Cada uma das bandeiras em torno do monumento, expostas ali apenas durante a semana do 11 de setembro, tem os nomes das vítimas dos ataques terroristas.

Labor Day 2010

Segunda-feira, feriado do Dia do Trabalho aqui, meu amigo Naoki e eu fizemos mais uma longa caminhada por Nova Iorque. Saindo de Midtown East, atravessamos a ponte Queensboro até Long Island City. De lá, fomos ao Parque Corona-Flushing Meadows, que recebeu duas Expos e foi a primeira sede das Nações Unidas antes da construção do complexo atual em Midtown. O destino final foi Main Street, Flushing, onde fica a segunda maior Chinatown de Nova Iorque. A distância total percorrida (com ziguezagues) foi de umas 10 milhas (16 Km). Na volta, fomos de metrô a Astoria, para visitar uma amiga que se mudou para lá há poucas semanas.

Vista da Queensboro Bridge: Roosevelt Island à esquerda do East River;
Long Island City, Queens, à direita

Calvary Cemetery… enorme!

The Unisphere (altura de 12 andares e 300 toneladas de aço),
no Flushing Meadows-Corona Park

Ruínas do New York State Pavilion,
construído para a Expo de 1964-1965

Rocket Thrower

Jardins perto do U.S. Open

Main Street, Flushing, e um dos caminhões de sorvete
que nos perseguiram com sua musiquinha enervante

Em Astoria: Hell Gate Bridge (novo nome: Martin Bridge) no primeiro plano;
Triboro Bridge ao fundo

Governors Island

Passeio após passeio: cheguei sexta-feira à noite da região de Albany (vide post anterior) e, no sábado de manhã, fui com a amiga Misako a Governors Island para a Governors Island Art Fair, uma exibição de arte contemporânea (pintura, escultura, fotografia, instalações) aberta ao público todos os fins de semana de setembro.

Além de ver a exibição, é claro que caminhamos um pouco por essa pequena e intrigante ilha onde nunca tínhamos estado. Originalmente a ilha tinha apenas 0,29 km², mas foi expandida no início do século XX para cerca de 0,7 km², com aterro proveniente da construção do metrô da Lexington Avenue (linhas 4, 5 e 6). Governors Island serviu de quartel do Exército dos EUA; mais tarde, ficou sob o domínio da Guarda Costeira, que a ocupou até 1996.

Em 2003, abandonada, Governors Island foi transferida do governo federal para o povo de Nova Iorque por $1 (continuam pertencendo ao governo federal, porém, as áreas que abrangem o Fort Jay e o Castle Williams, duas antigas fortificações militares). Uma empresa pública municipal está transformando a ilha em um centro de lazer.

Chegada em Governors Island: vista para Manhattan

Um dos prédios usados pela Governors Island Art Fair

Acrobacias com vista privilegiada!

Fim do jogo de basquete sobre monociclos!

Minigolfe em Governors Island

Fort Jay, quartel do Exército americano, do século XVIII

De novo, vista para o Financial District. No fim da tarde, havia bastante vento e o rio estava bem agitado!

A tranquilidade de Governors Island em primeiro plano contrastando com o ritmo frenético do Financial District ao fundo

Castle Williams, fortificação construída no século XIX para proteger Nova Iorque de ataques navais