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Vive la France ! e outras aleatoriedades

Todo ano o 14 de julho me chama a atenção; não sei por quê. E em seguida me lembro de que 14 de julho é le quatorze juillet, a Fête Nationale da França, equivalente ao nosso sete de setembro. Já que este é o Ano da França no Brasil, só um lembretinho de que hoje, na França, é o Dia da França. Vive la France !

Ontem, dia que na França foi le treize juillet e que aqui foi treze de julho (tá, e daí?), recebi a notícia de que não fui aprovado na dinâmica de grupo da Seleção de bolsa número 2. E nem dei bola.

Incrível como uma notícia desagradável como essa (o fracasso – depois de investir tempo e dinheiro em inscrição, deslocamento até Porto Alegre etc.) pode simplesmente não ter tido impacto nenhum. Foi assim: abri meu gmail, li a mensagem, “tá”, e passei pra outra mensagem. Acho que a minha falta de reação se deveu a que, no fundo, eu já sabia.

A estrutura do e-mail veio no formato sanduíche (no qual eu ouvi falar pela primeira vez graças ao Leo Monasterio):

“Obrigado por participar no processo seletivo…”
[blablablá preambular, agradável, em tom de elogio]

“Infelizmente [preciso dizer mais?]…”
[conteúdo do sanduíche: a notícia ruim transmitida]

“Desejamos sucesso em seus projetos…”
[blablablá final em tom simpático]

Previsível. Quando se escreve só por educação, melhor a objetividade. Como na minha resposta:

“Obrigado pela sua mensagem e pelo seu desejo de sucesso.”

E que o Papai do Céu me ajude a ter sucesso sem bolsa.

You know what really grinds my gears? Essa gente (crianças, ou adultos abobados) que toca a campainha e sai correndo. Isso me dá muito nos nervos, especialmente quando eu estou sozinho em casa e tomando banho, como me aconteceu hoje.

Sabe essas brincadeiras de criança que quando criança a gente acha o máximo e que depois de adulto a gente reprova? Pois é: essa não é uma delas, porque nem quando criança eu gostava. Eu me lembro vividamente de um dia em que a gurizada da vizinhança queria fazer isso na casa de um dos vizinhos, e eu fui contra. Sempre eu, o certinho…

Talvez, se eu não fosse o certinho, teria um pouco de malícia, e com isso teria ganhado a bolsa, e teria passado o quatorze juillet comemorando. Ah!, se eu pudesse viver minha infância de novo, sem dúvida eu seria de novo o certinho da gurizada.

Faísca atrasada

Acabo de me dar conta que falta menos de um mês para minha chegada a NYC! Chego dia 7/8/9 (nada a ver com numerologia – aliás, também só agora é que me dei conta do que há de engraçadinho na data).

Muitos preparativos, ainda… melhor nem pensar… melhor fazer! E quem ainda quiser se despedir, é bom se agilizar, hein?

Ontem postei cedo demais

No fim das contas, sim senhores, vim a Pelotas no dia do aniversário da cidade! Puro acaso. No início da tarde de ontem me liga uma tia, “tive que vir a São Lourenço… estou aqui!”. Além de ganhar visita em São Lourenço, ganhei carona pra Pelotas. Como igual teria que vir hoje para uma aula, resolvi aproveitar a carona e também passar um tempo com tios e prima.

Quem sabe, quando menos esperar, ganho uma carona pra cá no bicentenário? Só Deus sabe como será o futuro. (E não é apenas força de expressão; eu creio muito nisso!) Ainda bem que é assim.

Salve, salve, ó Pelotas querida

Aniversário de 197 anos da minha terra Natal! O título do post é o primeiro verso do estribilho do hino da cidade.

Salve, salve, ó Pelotas querida
Formisíssima terra do Sul
Tens coberta de glórias a vida
Como é lindo o teu céu tão azul

Quando criança, pensava que estaria presente na festa do bicentenário da minha cidade. Mas será? Nem agora estou, morando a apenas 40 milhas (sim, preciso ir me acostumando) da cidade… E a tendência é que não esteja mais perto que isso em 7 de julho de 2012.

Aliás, onde será que estarei?

I love sunny, dry winter weekends

Outros ocasos

Mais um dia e um pôr-do-sol lindos pra coleção. Estive em Porto Alegre de 17 a 20 de junho, visitando os amigos Bruno e Andrea. Fomos ao Gasômetro no sábado, dia 20, e de lá fotografei o sempre espetacular pôr-do-sol sobre o Guaíba. Além de espetacular, marcou o início da mais longa noite de 2009.

Inverneio

Eu moro a uns cem metros da Lagoa dos Patos. Quase me esqueci disso, porque, desde a última vez que nadei ali, passei poucas vezes pela praia.

Ontem fez um dia de inverno bem ao meu gosto: azul, frio, seco e com vento. Fui fotografar a praia antes do último pôr-do-sol do semestre.

Are we human or are we dancer?

Depois de “Já estou melhor, obrigada”, sigo em busca de frases intrigantes. A do título do post é da letra da canção Human, da banda The Killers. Não vou nem discutir se gosto ou não da música, nem sobre as críticas de que a letra seria só idiota ou também gramaticalmente incorreta. Em defesa do compositor, acho que não é nem uma nem outra coisa, mas, como disse, não é sobre esses aspectos que eu quero escrever. (Posso até escrever sobre eles noutra oportunidade, se provocado pelos comentaristas!). O que eu quero dizer é que nos últimos dias eu me lembrei da pergunta da música do The Killers em dois momentos.

Primeiro, por causa da morte de Michael Jackson. Acho que “Are we human or are we dancer?” não tem uma resposta universalmente válida. Porém, quanto a Michael Jackson, ele definitivamente, em muitíssimos aspectos, não era human. Era dancer.

Segundo, por causa da segunda fase (prova prático-profissional) do Exame de Ordem (dos Advogados do Brasil), que eu fiz ontem. Assim como o Felipe disse que “Já estou melhor, obrigada”, no meu caso, seria “Tudo, e tu?”, acabei adaptando a pergunta do The Killers para a minha situação de candidato a advogado: “Are we human or are we lawyer?“. Sem querer cantar vitória antes do tempo (resultado oficial só em 20/07), acho que em breve deixarei de ser human para me tornar lawyer.

Sampa indo pros finalmentes

Não, não me estava fazendo de louco postando sobre o álbum do Coldplay para download gratuito. Sei que devo outras satisfações.

Dormi da 1h até as 8h, o que até foi bastante nesses tempos em São Paulo, mas acordei com cara de alguém que nunca dormiu na vida. As olheiras iam até a altura dos calcanhares. Mas melhoraram bastante até que chegasse ao Consulado dos EUA para a entrevista do visto.

Estava nervosérrimo. Quando a minha senha apareceu como uma das próximas no painel eletrônico, verifiquei a pulsação por 15 segundos. Não precisei nem pôr os dedos no pulso ou no pescoço – todo o meu ser retumbava. Deu 20 batimentos, ou seja, 80 por minuto. Em repouso. E aí me lembrei que depois de exercícios pesados nos treinos de natação, nos meus bons e curtos tempos na equipe do Clube Diamantinos, dava 17 ou 18.

Todo esse fiasco cardíaco pra nada. Cheguei na janelinha da entrevista e entreguei os formulários obrigatórios. A funcionária perguntou (e eu respondi) pra onde vou (Nova York), pra que (Mestrado em Direito Internacional), em que universidade (NYU). “You’re going to N-ah-Y-ah-U? That’s awesome!!! You’re gonna love living in New York. And ah, the Village… [suspiros]” (O Village – Greenwich Village – é onde fica a NYU e onde moravam os personagens de Friends.)

Bom, tive de pagar mais umas taxinhas. Aditamento para este post aqui: envio de sedex: 39 reais; taxa de visto de estudante: 40 dólares – será que isso não termina nunca? Mas, fora isso, nada mais. Tranquilíssimo. (Sim, é isto: tenho um visto de estudante para os EUA!)

Depois de almoçar no Subway do Shopping Center Ibirapuera, e de esperar 1h20min pelo ônibus 5154-10 Estação da Luz (que tinha passado um minuto antes de eu chegar à parada de ônibus), voltei caminhando pro apartamento da minha prima (e é claro que o 5154-10 passou por mim um minuto depois, quando eu já não podia voltar para o corredor a tempo de apanhá-lo).

Mas foi legal. Gosto de conhecer os lugares caminhando. Caminhei moooito, até fazer calo no pé. (Ops, eu já tenho um – ósseo, aliás!)

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No mais, pra não restarem dúvidas: o resultado da dinâmica de grupo, aquele que deveria ter saído ao longo da semana, não saiu. Se for aprovado, terei de voltar a São Paulo (talvez já na semana que vem?) – o que, não fosse pelo bolso, nem poderia ser considerado penoso. Ou seja, espero ter de voltar, porque gostei, e porque espero ser aprovado!

Pra fechar todas: apareceu no ar nossa foto na night paulistana: da esquerda pra direita, o aniversariante-do-dia, o primo-cunhado, a prima-irmã e o Guri.

LeftRightLeftRightLeft by Coldplay

De hoje até o fim da turnê 2009, Coldplay disponibiliza para download gratuito o álbum ao vivo LeftRightLeftRightLeft. Imperdível. Dizem eles que é um agradecimento aos fãs… De nada! Já baixei, claro.

Tem algumas coisinhas bem “pop”, que estouraram nas rádios, desde a antiguinha Clocks (A Rush of Blood to the Head, 2002), passando pela intermediária Fix You (X&Y, 2005) e chegando na recente Viva la Vida (Viva la Vida, 2008). Também vale a pena por outras coisinhas menos “pop”, mas com uma sonoridade bem agradável, como Glass of Water (mais recente ainda: Prospekt’s March, 2008).