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Dinâmica sábado 9/5/9

Então, meu, fui lá e participei da dinâmica de grupo – uma das últimas etapas da seleção de bolsa de estudos. O clima até que foi legal: candidatos de alto nível, ninguém querendo sabotar ninguém (ou pelo menos não era evidente!).

Sem entrar em mais detalhes de como foi, preciso dizer: não sei, não. (Já digo antes de saber o resultado, pra não dizerem que não sei perder.) Prefiro avaliações do tipo o-que-sabes, que testem conhecimentos, às do tipo quem-és, que testam atributos subjetivos.

Primeiro, não sou obrigado a saber tudo; por isso, sou capaz de aceitar ser reprovado numa avaliação o-que-sabes. Mas, numa quem-és, se eu “não passar”, significa o quê? Que eu, subjetivamente, não presto? Ou que, pelo menos, não presto para os fins pretendidos pela avaliação? Prefiro que me digam que não sei nada. Isso eu pelo menos posso resolver facilmente para uma próxima vez… estudando mais!

Segundo, é possível que alguém consiga responder quem-és em uma hora e meia – ou que o avaliador consiga capturar tão rápido o quem-sou do candidato? Eu tenho duas dúzias de anos e ainda não pude responder quem-sou de forma plenamente satisfatória (aliás, se alguém puder, agradeço!). Por outro lado, já consegui responder a testes escritos bastante satisfatórios – sobre o-que-sei a respeito de determinado assunto – no mesmo intervalo de tempo.

Terceiro, avaliações quem-és dependem demais da competência do avaliador. Não gosto de duvidar da competência profissional de ninguém, mas preciso admitir que nesses casos fico com um pé atrás. O avaliador sabe diferenciar o cara que durante a dinâmica se faz de líder ou talentoso ou esperto ou empreendedor daquele que realmente é? Sim, acredito que um bom avaliador consiga fazer essa diferenciação. Mesmo assim, é certo que numa avaliação o-que-sabes – que tem respostas que se aproximam mais do “certo” ou do “errado” – são menores os riscos de injustiças por parte dos avaliadores.

Adoro argumentar, mas ai, argumentar também cansa. Ademais, tenho outras coisas a postar nesta maratona.

Chegada em Sampa sexta 8/5/9

Começou muito bem. Um dos primeiros a descer do avião (poltrona 4D, corredor e frentão, é tudo de bom), fui um dos primeiros a chegar à esteira de bagagem, me coloquei bem na saída das bagagens. E elas demoravam a aparecer…

Até que a esteira começou a se mover, e mal pude acreditar: minha mala foi a primeira a sair, coisa que nunca tinha me acontecido – aliás, já me aconteceu muito mais de ser um dos últimos… ou mesmo o último!

Saí do desembarque e fui encontrar minha tia Lena no embarque – eu chegando a Sampa e ela voltando a Porto. Malas no carrinho, fui em direção ao elevador, que simplesmente se abriu na minha frente, antes mesmo de eu esticar meu dedo pra apertar o botão.

Era São Paulo me tratando com honras e abrindo as portas. Vim pra cá para tentar uma bolsa de estudos – dinâmica de grupo no sábado. Com todo esse aparato de boas-vindas, já estava esperando que, no dia seguinte, olhassem pra mim e me dissessem: “Gostei da sua cara. Quer uma bolsa integral?” Menos, menos…

A conversa com minha tia foi expressa – só pra “passar o bastão” do revezamento da hospedagem: vim me hospedar aqui na prima Adri, onde até então estava hospedada a minha tia.

Ônibus de Guarulhos a Congonhas, táxi de Congonhas ao Jardim Paulista… aquelas horinhas de gostinho inicial de São Paulo. Com bem pouco trânsito, a bem da verdade.

Desbravei aqui o apartamento (a chave estava com a vizinha) e mais tarde a Adri chegou, e depois o Wiliam, namorado dela. Turma completa, fomos a um bar.

Sim, eu fui pra night paulistana. Haha. Eu, que praticamente nunca saio, saí. E foi superbom. Tem até foto pra comprovar, mas O Bar Baro ainda não publicou no site. Voltamos cedo, porque no sábado a dinâmica de grupo me esperava.

Maratona bdG Sampa

Pô, cara, faiz teimpo que eu tô em São Paulo, meu. Mas não tanto assim, a ponto de pegar sotaque, tchê! Também faz tampo que não publico nada no blog. Mas não tanto assim, a ponto de não mais poder escrever posts retroativos.

Acontece que estou – começou há pouco – no maior surto blogueiro que já tive. Quero postar muito, até gastar todo o assunto. E vou fazer isso mesmo. Vou testar os limites da verborragia. Que comece a Maratona bdG Sampa.

Coisa de gente grande

Essa estória de fazer aniversário é brincadeira. Não, nem brincadeira é, porque já não sou criança pra ficar de brincadeira. Tenho compromissos sérios.

Um deles é ler com calma e atenção o Estatuto do Idoso, pra saber tão logo possível os direitos que muito em breve aplicar-se-me-ão.

Outra tarefa importantíssima é aprender a escrever, porque essa coisa de “aplicar-se-me-ão” não pode estar de acordo com qualquer norma de escrita. E, se estiver, é porque esse mundo tá mesmo muito torto.

Tô dizendo! “Esse mundo tá mesmo muito torto”? Frase de velho. Ok, apesar da decadência evidente, pelo menos ainda tenho autocrítica. Mais uma tarefa: mantê-la.

Como se vê, vários indicativos da maturidade surgiram do nada, subitamente interrompendo minha juventude. No último post eu ainda estava com duas dúzias incompletas de anos de vida, e agora as pessoas já me dizem que estou “rumando ao quarto de século”. Peraí, não mesmo. Nego peremptòriamente. (Ai, esses dias caiu o tal do acento subtônico, não é?)

O derradeiro indicativo do declínio, agora mais oficial do que nunca (depois de publicado no Diário Oficial da União, ninguém se atreve a dizer que não é oficial): fui aprovado em concurso público, do IPEA.

Fiquei no cadastro de reserva (décimo-oitavo de nove vagas). Tudo bem, porque sempre corro o risco de ser nomeado uma hora dessas, e isso seria ótimo. Afinal, preciso garantir a subsistência na velhice.

Momento de epifania

Quando me perguntam como anda a vida em São Lourenço (o que é mais ou menos frequente), minha tendência é elaborar longas explicações. Hoje acho que enfim encontrei uma resposta curta e suficiente.

Ah, tem muitas vantagens e também muitas desvantagens, mas o balanço é positivo. Afinal, cada um é responsável por forjar seu jeito de ser feliz, não importa quando nem onde. ;)

Essa vai ficar na área de transferências, para eventuais Ctrl+C Ctrl+V.

Boboleta

O blog do Guri tem andado com os pés muito firmes no chão ultimamente. Só relatos jornalísticos. Só fatos. “In this life, we want nothing but Facts, sir; nothing but Facts!” (Hard Times, de Charles Dickens – e não é que já citei esse livro aqui no blog?).

Normal. É o reflexo cristalino da minha resignada rotina pragmática e sem poesia: leitura de muitas coisas que preferiria não ter de ler (i.e., leis), estudo de muitas coisas que eu preferiria não ter de estudar, e muitas outras coisas que compõem uma longa lista de “what really grinds my gears”. Raras têm sido as oportunidades de fugir do basicão, blogando, musicando, caminhando ou nadando (na piscina cuja caldeira insiste em ser problemática) – e difícil tem sido persistir nessa fuga, porque o ter-que-fazer me chama de volta aos berros.

Hoje aceitei um convite a resistir a esses berros, tirar os pés do chão e voar. Conheci uma borboleta. Porém, ao contrário do que se possa pensar, não foi ela que me convidou a voar, porque era uma borboleta um pouco abobada, ou que pelo menos estava abobada quando a conheci.

Era a Boboleta. Não estava nem um pouco a fim de voar. Quando a vi, estava caminhando na grama. Achei que estivesse em apuros, não conseguindo bater as asas por causa das folhas de grama (ingenuidade a minha), então ofereci ajuda. Ela aceitou e subiu na minha mão. Foi subindo para o meu braço e ficou de um lado pro outro… caminhando. Como uma formiga. Como qualquer ser humano. Aliás, com bem menos pressa que qualquer formiga e que muito ser humano por aí.

Fiquei na volta dela por um bom tempo. No início brincamos um pouco; depois comecei a encorajá-la a voar, mas não adiantou nada. Estava muito inquieta, perambulando, e só se aquietou quando, com a minha ajuda, encontrou a luz do sol.

Podendo voar por aí, ficou parada ao sol! Bah, fiquei de cara. Ora, se ela queria mesmo ficar paradinha ao sol, pelo menos poderia voar para um lugar onde tivesse um montão de sol. Definitivamente não fazia sentido ficar no pátio dos fundos de casa – ali onde, às 17h de uma tarde de outono, só com muita dificuldade se encontra um redutinho de luz entre as folhas da árvore e longe da alongada sombra da casa.

Conhecer a Boboleta me rendeu algumas fotos e uma reflexão. Eu aqui, cada vez mais consciente da passagem do tempo, e mesmo condenado à incapacidade de voar, insisto em passar a vida tentando: me atirando do alto e me quebrando no chão. E a Boboleta, cheia de potencial, faz pouco caso do dom invejável que tem. Se fosse comigo… se eu deixasse de ser larva, certamente não me faria de bobo.

De novo, sem natação indoors

Mais um dia com problema na caldeira da piscina. Mais um dia sem natação indoors (e muito menos outdoors, porque ainda não tenho dinheiro pra uma roupa de neoprene – meu aniversário tá chegando, mas nem vou pedir isso de presente, porque o que eu quero mesmo é grana pro NYU fund).

A essas alturas, se tivesse começado às 9h, já teria nadado pelo menos uns 400m.

Tá me irritando isso. Já foi pro What really grinds my gears.

Carros de são em Som Lourenço

You know what really grinds my gears? Os carros de som em São Lourenço. Especialmente no domingo de manhã. Não que eu estivesse dormindo ainda, mas a irritação vem igual. O que eu acho mais irritante é que as palavras que terminam com “o” viram “oããã” e as que terminam com “a” viram “aééé”.

Venha almoçar no Terrasse Schultz,
na curva do Arroioããã!!!
O melhor restaurante da praiaééé!!!

Quer ADSL?

Já faz mais de um mês que temos pedido (insistentemente) banda larga aqui pra velha casa nova de SLS. No início, a Brasil Telecom tinha uma resposta diferente a cada dia: “sua linha telefônica não é apta para ADSL”, “não há disponibilidade de portas de ADSL na sua central telefônica” e, a mais irritante de todas, “estaremos instalando [muito, mas muito gerundismo nessa hora] sua ADSL em x dias” (mas depois, nada de instalarem ADSL).

Depois de um tempo, as respostas passaram a ser uniformes: “não há porta disponível”, e pronto. “Aguarde na lista de espera até que se libere porta; entraremos em contato”. Convenhamos que é meio ridícula essa espera, mas ok: se é assim, seremos pacientes.

Agora, a uniformidade nas respostas também não quer dizer que a Brasil Telecom e suas revendedoras parem de nos telefonar pra oferecer Internet banda larga. Um belo sábado desses, toca o telefone bem na hora do almoço: era uma moça, funcionária de uma revendedora da Brasil Telecom. A moça pergunta:

– Quer ADSL?

As nuvens se dissipam, e um facho de luz brilha sobre mim, e ouço coros angelicais:

– SIM, por favor! Já abriu porta?

– Vou verificar. Um momento, por favor.

Três minutos depois:

– Desculpe, senhor, esse serviço está indisponível para a sua localidade.

Só pode ser piada de mau gosto: uma vendedora me liga pra me oferecer um serviço que eu tanto quero contratar e depois diz que não pode me vender esse serviço. Isso é tortura! E é também um péssimo atendimento – por que não verificam se há disponibilidade antes de me telefonarem?

Não, esquece. Querer isso seria querer competência. Não dá pra querer demais.

Natação indoors

Quarta-feira de fato comecei a nadar na única piscina térmica de SLS. Mas alguns probleminhas já apareceram.

  • Primeiro: os 16 metros de comprimento da piscina na verdade são 15. Sim, eu me prestei a contar os azulejos: são 74 azulejos de 20cm, mais meio azulejo, mais os quebradinhos dos rejuntes de todos os azulejos… ou seja, aproximadamente 15 metros. Fora a propaganda enganosa, e o fato de que eu achei que tinha nadado 1600m (50 vezes 32m) na quarta-feira, quando na verdade nadei 1500m (50 vezes 30m), até que facilita um pouco aquele problema de cálculo da distância (multiplicar por 30 é mais fácil do que multiplicar por 32).
  • Segundo: a piscina não tem a marcação das raias no chão. E eu não consigo nadar em linha reta sem esse auxílio visual. E cada raia tem 2m de largura – ou seja, sem a marcação da raia, fico nadando em ziguezague (linda palavra) ou, sei lá, numa linha ondulada. Ah, e não venham me dizer que o problema é meu, de falta de coordenação. :P
  • Por fim: hoje a piscina está fechada, por problemas na caldeira. Aiaiai…