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Notícias e eu: encontros e desencontros

Quando citei a música do Belchior aqui no blog, não fazia nem ideia de que ele estava desaparecido! Só fiquei sabendo através do comentário da Camila – e só então fui procurar notícias a respeito. Ou seja, foi uma grande (e um pouco assustadora) coincidência.

Não tenho lido muito sobre o Brasil. Aliás, admito que nem as notícias daqui tenho tido tempo de acompanhar regularmente. Claro que eu sei, por exemplo, que o Senador Ted Kennedy morreu (o que, como podem imaginar, dominou o noticiário por aqui). Mas, não fosse pelo Xico, não teria ficado sabendo da colisão sobre o Hudson dia 8 de agosto.

Problem solved!

Meus dias de fome pós-piscina terminaram! Ou terminarão amanhã! Com a ajuda do cunha James, achei numa loja online proteína isolada de soro de leite (whey protein, para os marombeiros de plantão) por $30 o barril (!) de 5 lbs (2,267 kg), o que é razoavelmente econômico em termos novaiorquinos.

O mais legal foi procurar se tinha uma loja aqui perto (pra ir lá buscar em vez de pedir pelo correio, e assim economizar o custo de transporte) e encontrar uma na Third Street com Broadway – ou seja, na minha rua (!), a sete quadras daqui. É, definitivamente o Village tem tudo, mesmo.

Desnovidade compensada com novidade

Pela primeira vez desde que cheguei a NYC, e olha que isso faz quase três semanas (quase inacreditável!), almocei num restaurante onde já tinha almoçado. Aliás, almocei no lugar onde fiz meu primeiro almoço – o Subway da Laguardia Place.

Não, ainda não esgotei as opções gastronômicas do Village. É que, entre duas aulas, tinha apenas 45 minutos de intervalo para almoço – então, por questão de praticidade, e só por questão de praticidade, repeti o restaurante. E digo isso quase com vergonha. Mas tudo bem, porque minha intenção é inovar habitualmente e repetir apenas excepcionalmente, na medida do possível.

Tão envergonhado estava, com sentimento de culpa pela falta de criatividade do almoço, que resolvi compensá-la fazendo algo que ainda não tinha feito: fui nadar. Não, Lucila, não no Hudson River. :P Fui nadar no Coles Sports Center, o centro esportivo mais próximo da NYU. Free para estudantes, ou melhor, free-of-extra-charges para estudantes!

Se repetir restaurantes vai inevitavelmente acabar virando rotina (até porque, quando esgotar o Village, não pretendo ter que ir pra Uptown pra achar restaurantes “inéditos”, muito menos pro Brooklyn ou pro Queens), natação também vai passar a fazer parte do meu dia-a-dia (ou do meu a-cada-dois-dias). Além de “an apple a day” para “keep the doctor away”, é bom eu me exercitar!

O grande problema de fazer natação é a fome. Bah, eu voltei pra casa e comi fruta, barra de cereal, pão, até uns nacos de madeira da mesa. Que fome. Vou acabar gastando mais em comida. Haha… São tragicômicas essas minhas preocupações de “rapaz latinoamericano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior [do Brasil, mas, na real, da perspectiva dos EUA, eu vim do exterior]”.

Bendito sobrenome com B

O professor de Direito e Governança Global (provavelmente o seminário de dois créditos mais carregado com leituras em toda a história da NYU) acabou de mandar um e-mail detalhando o “quem, onde e quando” da apresentação de estudos de caso pelos alunos. “Brauch, Martin”, claro, tinha que ser o primeiro nome da lista – já tenho avaliação dia 31 de agosto! Glup.

Sabe a musiquinha de abertura de Caminho das Índias?

Há pouco estávamos (um grupo de brasileiros) conversando com a Ranjitha, uma colega indiana, sobre a mui popular novela global Caminho das Índias. Depois de ver a abertura da novela no youtube, a Ranjitha disse que a música é bem inadequada para ser apresentada junto com imagens de deuses e coisa e tal. A letra diz algo do tipo:

Podes acender um cigarro, porque o meu coração está pegando fogo.

Dois muito bons dias

Muitas novidades desde ontem.

Encontrei uma igreja muito legal: City Grace Church. Prédica inteligente, comunidade acolhedora (até saí para almoçar com meus “amigos da igreja” depois do culto!), e localização muito conveniente (quase do lado de casa!). Fechou todas. Então chega de “church shopping”.

Estou de acordo com o que li por aí na blogosfera: “Church shopping should be a temporary phase, not a way of life”. Fico em NYC por apenas nove meses (talvez mais, mas por enquanto não tenho como saber), então quero me engajar numa comunidade sem perder muito tempo.

Depois do culto, saí para um double decker bus tour (passeio naqueles ônibus de dois andares) por Manhattan. O passeio culminou em Chelsea Piers, na beira do Rio Hudson, onde aconteceu a Big Apple Bash, a festa de início de ano da NYU Law. Tudo isso rendeu novas amizades, mais conversas com amigos e conhecidos, e umas quantas boas fotos, como esta:

Hoje, o dia inteiro (sem exagero) em eventos de orientação para o início das aulas (achava que fosse quinta, mas na verdade é quarta – ou seja, tenho ainda mais coisas para ler!). Por fim, para a minha (tardia) tranquilidade, a NYU finalmente recebeu o pagamento do primeiro semestre, o que significa que (1) não vão me mandar embora por falta de pagamento, e que (2) agora, sim, estou oficialmente endividado. Só me resta estudar MUITO.

New New Yorker

À tarde saí com os amigos Diego e Nikita pra caminhar na 5th Avenue. E ver coisas que não podemos comprar (tipo um relógio de $3.350 na Tiffany & Co.). Mas até que foi divertido, pelo menos pra se sentir um New Yorker mais autêntico (do contrário, a gente só fica aqui no Village, que podia muito bem ser “NYU Village”).

Andei de subway pela primeira vez desta vez (em 2006, na primeira vinda a NYC, já tinha andado, claro). Fomos até a borda sul do Central Park – que também estava bem diferente da última vez que vi; era inverno e estava tudo seco; agora, verão, tudo verde. Dali viemos caminhando pela 5h Avenue na direção sul (de volta pra casa). Passamos por várias lojas… bem, pode pensar em qualquer marca cara… ali tem. E parece ainda mais caro que o normal, só porque é na 5th Avenue!

Tirei algumas fotos. Esta foi a que me pareceu a mais NYC de todas:

Outras fotos aqui!

Então voltamos para D’Agostino Hall, para o Village, para a realidade: limpar o apartamento. Haha… Mas tudo bem, também faz parte da vida. ;)

Saturday morning

Vou escrever rapidinho, pra ver se aproveito o dia horrível que se anuncia (nublado, úmido e com previsão de tempestade) antes que a pior parte do anunciado aconteça!

Essa semana foi bastante puxada, com muitas leituras de cases sobre punitive damages. (“Danos punitivos”: aqui, um exemplo curtinho para esclarecer do que se trata.) As aulas me deixaram num estágio bem mais avançado do meu processo de commonlawização. Também já sei mais sobre como funciona o ensino do Direito aqui, como devo estudar, como serão os exames. Em resumo: estou mais organizado, tranquilo e ambientado.

Ontem fiz uma prova cujo objeto principal foi a jurisprudência da Suprema Corte sobre punitive damages, e essa foi a (única) avaliação da disciplina de Introdução ao Direito dos EUA (que agora terminou, yay!). Foi um exame tipo pass/fail (não serão atribuídas notas), e a única consequência de não passar é ter de cursar a disciplina de Metodologia Jurídica dos EUA neste semestre (fall = 2009/2). Não é uma consequência terrível, porque eu já pretendia fazer essa disciplina, mas é uma consequência um pouco inconveniente, porque já tinha me planejado para cursá-la no próximo semestre (spring = 2010/1).

Mas não importa muito, porque acho que fui bem o suficiente para não ser obrigado a fazer a disciplina! Difícil saber, claro, porque é um tipo de exame bastante diferente dos que fiz na graduação, e também porque foi em inglês, e também porque foi sobre uma matéria sobre a qual eu estudei por apenas três dias… Mesmo assim, estou confiante. Pode não ter sido A (o que é raro por aqui, aliás), mas definitivamente não foi tão baixo a ponto de merecer C. Ou seja, acho que foi B de bom. :P (Infelizmente, e como eu já disse, nunca vou saber o conceito, porque essa prova não vai receber nota; é pass/fail.)

Conheci muitos outros colegas do LL.M. (LL.M. = Legum Magister = Mestrado em Direito). E (surpreendentemente) estou conseguindo me lembrar dos nomes. Meus novos amiguinhos e amiguinhas incluem gente da Alemanha, do Brasil, do Canadá, da Grécia, da Holanda, da Índia, da Suécia… o mundo de A a Z, ou quase isso. Foi legal que encontrei várias pessoas da minha especialidade (International Legal Studies).

Ah, e como o semestre começa oficialmente quinta que vem, já começaram a chegar os J.D.s (djei-dís), que são os estudantes de graduação em Direito (J.D. = Juris Doctor = aqui adevogado tambem é dotô!).

E os J.D.s chegaram chegando. Eles parecem tão novinhos… bem, acho que eu também parecia quando entrei na faculdade de Direito!. Além disso, como a maioria deles é dos EUA, eles não parecem tão deslocados como nós, international LL.M.s, e vêm com muita mudança. Os corredores aqui do D’Agostino Hall (o prédio de apartamentos estudantis onde moro) ficaram entulhado de caixas onde os J.D.s tinham trazido cacarecos que eu nem sonharia em poder trazer nas minhas 140 libras (64 kg) de bagagem.

Hoje de manhã me permiti dormir até às 9h (oh, que grande concessão!), e aí lavei roupa olhando para o Empire State Building. ;) Ainda tenho outras coisas Maria Maria por fazer (incluindo compras… no K-Mart!), e depois vou estudar. Sim, porque os professores já deixaram muito material para ler para as primeiras aulas. Não dá pra ficar pra trás.

Falando nisso, terei nas próximas semanas uma tarefa difícil: escolher de qual das cadeiras que eu escolhi na matrícula vou desistir. Tenho 15 créditos (o máximo que se pode ter num semestre), e a professora de Introdução disse expressamente que o ideal é fazer 12 (o mínimo). O argumento é que, para meus potenciais empregadores, vão importar muito mais minhas notas do que o número de créditos que fiz. O que faz sentido: melhor notas “poucas e boas” do que “muitas e medianas (ou até ruins!)”. Mesmo assim, é uma dor no coração ter que desistir, porque todas as cadeiras que eu escolhi são interessantes, e porque eu queria sugar o máximo da NYU (fazer valer a anuidade!). Colocando na balança, vou sentir como vai ser o ritmo do semestre primeiro… e depois decido se caio fora de alguma cadeira (ou seminário).

Re: A invenção do Terror

Lendo este post aqui do meu amigão Felipe, me surgiram gazillions of comments a fazer, mas não posso, porque tenho prova sexta, e só tinha ido lá no blog dele pra descontrair um pouco.

Por outro lado, eu sendo eu, não posso me furtar a uns comentariozinhos básicos (que poderão vir a ser complementados depois). E, eu sendo eu, acabei me estendendo um pouco além do que gostaria, por isso resolvi fazer meu comentário “aqui em casa”, no BdG, pra não abusar do espaço da casa do meu amigo. Então vamos lá.

Também não sou católico. Também discordo dos absurdos históricos (e também correntes, muitas vezes!) da Igreja Católica Apostólica Romana, ICAR (e não estamos sozinhos, Felipe: muita gente pensa assim – vide outros exemplos aqui e ali no blog da Nadia Latosinski).

(Terreno complicado pra mim, porque tenho tias e primas que são católicas e que talvez leiam este post. Desde já: espero ter absoluto sucesso na minha intenção de meramente tecer comentários, sem ofender ninguém em suas convicções espirituais.)

Em mim há outros aspectos ainda mais graves que não ser católico e discordar dos absurdos históricos da ICAR:

  1. Nasci numa família protestante (menos tradicionalmente luterana que a média, é verdade, e com alguns pezinhos em outras igrejas, mas ainda assim protestante “lato sensu”);
  2. Me chamo Martin (não por causa do deus pagão da guerra, mas por causa do Martin Luther, aquele homem supercorajoso que se colocou em risco de morrer na fogueira por defender suas ideias contrárias à ICAR);
  3. Sou protestante por opção própria (porque eu penso por mim mesmo, faço minhas próprias escolhas, e não me sinto vinculado às opções e tradições dos meus pais – muito embora meu sobrenome signifique “costume” em alemão!).

Sei, por tudo isso, que muitas vezes a ICAR produz terror a partir de textos bíblicos. E, afinal, talvez seja forço reconhecer, como leitor da Bíblia, que ela de fato tem trechos aterrorizantes, especialmente no Velho Testamento – aqueles primeiros livros que tratam da história do povo hebreu até a chegada do Messias (que, aliás, não foi recebido pelo povo a quem veio, nem então nem até hoje!).

Mas não é por acaso que o Velho Testamento se chama Velho Testamento. Depois dele, tem o Novo, contando da vida – e da morte – e da vida de novo – de Jesus Cristo, uma figura não só histórica, porque determinante na conformação da civilização ocidental, mas também pessoalmente importante para muitos – inclusive para mim.

Cristo, através do que pregava, mostrou que Deus (o Pai dEle) não era tanto aquele julgador aterrorizante e cheio de regras que até então vinha sendo apresentado quanto um Pai de amor e compaixão pelos seus filhinhos.

Em suma, a ideia não era ir a fundo, e não vou, porque pra isso eu precisaria de uma fundamentação mais elaborada do que a que o tempo me permite. Então, apenas replico ao comentário: essas histórias de terror, embora não “sobrescritas” pelo Novo Testamento, ganham outro significado à luz dele. Um significado bem mais leve, e nada aterrorizante. Vale a pena conferir! À venda na livraria mais próxima (e, por muito tempo, the best-selling book ever).

Second weekend in NYC

Novos desenvolvimentos nessa minha fase de adaptação à vida em NYC e aos estudos na NYU.

Sexta-feira fui até o Centro de Saúde da NYU para comprovar estou devidamente imunizado contra measles (sarampo), mumps (caxumba), rubella (rubéola) e meningitis (meningite) – isso depois de um certo rolinho que requereu um pedido de socorro à minha médica no Brasil. Mas tudo certo!

O Centro de Saúde fica na Broadway, perto… do Kmart, minha loja preferida (haha, jura!). Então, claro, tive que dar um pulinho lá. Comprei (1) sabão especial pra lavar roupa em água fria (vamos lá, pessoal: economia de energia, indiretamente preservação ambiental… e preservação da aparência das roupas também!), (2) amaciante, (3) um “cesto” tripartido para colocar/separar roupa suja no quarto e carregá-la para a lavanderia, (4) uma bacia pra carregar roupa limpa de volta para o quarto. Pronto.

Quer dizer, quase pronto. Sábado de manhã fui ao The Home Depot da 23rd Street e comprei um varal para estender roupa no quarto. (Economia de energia com a secadora elétrica, economia de grana também porque o uso das secadoras elétricas custa um dólar, preservação ambiental e certa proteção contra o encolhimento das roupas de algodão! E o quarto fica com um suave perfume de roupinha lavada… hehe!)

[Agora fiquei pensando que estou cada vez mais “juridicizado”, pensando em vários argumentos para justificar tudo o que eu faço (inclusive o que eu compro). E muitos desses argumentos são econômicos e/ou ecológicos, o que também é bastante consistente com a minha personalidade (e formação acadêmica).]

(Aproveitei a ida ao The Home Depot para comprar um filtro d’água. Mais economia… um ótimo investimento para o ano todo que vou passar aqui, sem contar que vai continuar sendo útil depois!)

Tá, mas voltando à lavação de roupa suja em público: com as compras de sexta-feira e sábado, fiquei plenamente equipado para lavar roupa.

E que ninguém pense que essa é uma das atividades práticas enfadonhas, daquelas que “ninguém merece”, mas tem que fazer. Em NYC, e particularmente aqui em D’Agostino Hall (o prédio de dorms da NYU Law), lavar roupa é praticamente turístico. ESTA é a vista da lavanderia:

(Mais fotos aqui!)

E falando em vista, uma correção a um erro gravíssimo de geografia que eu cometi neste post aqui. A correção é um pouco frustrante, mas vamos lá: não dá pra ver nada do Empire State Building do meu quarto! Hahaha… Óbvio que não. Minha janela fica para o sul, e o Empire State Building fica ao norte! A agulha que eu vejo da janela do meu quarto deve ser de algum arranha-céu do Financial District, que fica ao sul daqui. Duh.

Sábado comprei um SIM card… habemus mobile phone! :D E esvaziei minhas malas e coloquei tudo no armário, e organizei escrivaninha e estante. (Bah, agora sim eu to propriamente morando aqui.) Não passeei, mas descansei. :)

Domingo fui ao culto. Eu estava cheio de expectativas! Fui à Judson Memorial Church, uma igreja batista (legal por ser batista!) que fica praticamente do lado da faculdade, ou seja, pertíssimo de casa (legal por ser conveniente a localização!). Pois bem… digamos que… não deu muito certo. Continuarei church shopping pelas próximas semanas.

Mudando de assunto… Restaurantes em Greenwich Village. Até agora não repeti nenhum! Vamos ver se me lembro de todos os lugares onde já almocei:

  1. Subway (duas vezes, mas em restaurantes diferentes!)
  2. Duas pizzarias
  3. Dois restaurantes italianos (massas, é claro)
  4. Uma creperia (muita gente pronuncia “crepe” em inglês como “crap”… eca)
  5. Um restaurante de comida macrobiótica/vegetariana (Tri bom, saudável e barato… vou virar freguês!)
  6. Um lugar onde vendem veggie burgers (Também tri bom, saudável e barato! Com ice tea de graça! E atendimento excelente! Pra completar: quando eu fui lá tocou GAROTA DE IPANEMA, by Tom Jobim, em uma versão meio jazzy, tri NYC, tri Greenwich Village… foi um momento de êxtase culinário-musical!)
  7. Um restaurante mexicano (onde fui com os brasileiros, na sexta-feira em que colhi maná do lado da faculdade).

Ah, sim, outro fato curioso, tipo o do “maná”, é que no domingo (almoço numa pizzaria), pedi dois pedações de pizza (o que já me deixaria bastante satisfeito), e o carinha me deu um terceiro “on the house”. Acho que ele gostou da minha cara, sei lá por que fez isso! Não quis ser injusto e deixei uma gorjeta pra ele, o que não é “obrigatório” nesse tipo de restaurante, que não tem garçom. E vou voltar lá, claro. O cara foi legal, e a pizza é boa. (Acho que era bem isso que ele queria… boa estratégia – funcionou!)

Quanto ao resto do domingo, estudei. Triste, isso, ter que estudar no domingo, mas não houve outro jeito, a bem de conseguir ler os cases para a aula de hoje.

E agora, fugindo ao tema do post, que era pra tratar apenas do weekend

Hoje, segunda-feira, falei em aula pela primeira vez – não por imposição do método socrático, mas porque respondi a uma pergunta que a professora fez de forma geral para a turma. Grande coisa, porque a maioria dos colegas já participou ativamente da aula pelo menos uma vez (e muitos deles, muito mais que uma vez). Mas quanto a mim, acostumado ao estilo “palestra” das aulas na Faculdade de Direito da UFPEL, admito que sou um pouco travado para falar. Aos poucos vou me destravando. A impressão que eu tive dessa primeira experiência foi legal, porque a pergunta tinha deixado um silêncio constrangedor na turma por algum tempo – só dava pra ouvir que todos estavam folheando o case de um lado para outro tentando encontrar a resposta – e então eu respondi. Ohhh… menos, menos. Não vamos fazer disso mais do que foi. :)

E também hoje comprei uma espécie de “caneca térmica” de café da grife da NYU Law, pra entrar no clima de universitário. Às 17h fui para o student lounge do prédio principal da NYU Law (Vanderbilt Hall) para estudar (acabei voltando só às 22h, depois de terminar de fazer as leituras obrigatórias para amanhã). Martin. Café. Laptop. Mozart. Casebook. Tudo tão básico, mas tão gostoso… Acho que essa situação vai se repetir muitas e muitas vezes neste ano acadêmico que se inicia. Que bom.