Are human or are we blogger?

Que saudade do blog! Sim, eu gosto de postar, e até sinto saudade dessa atividade (embora às vezes isso não fique muito evidente ao leitor fiel).

Lá vou eu para meu clássico parágrafo de justificativa: bah, simplesmente não deu pra postar. Um turbilhão. Com meus pais em viagem, fiquei de caseiro ou dono-de-casa por umas semanas. E ainda viagens a Pelotas para as aulas finais na Especialização em Direito Ambiental (sim, acabou!). E preparativos para a viagem a New York. E mais muitas despedidas: tive pelo menos um bota-fora por grupo de convivência – amigos da igreja, colegas de uma e outra faculdade, famílias de tios e primos, dindos… Cheguei a ficar doente de despedidas por um tempo; agora estou melhor…zinho.

Resumindo uma história longa, sou ainda domiciliado, mas não mais residente em São Lourenço do Sul. (Era mesmo provisório!) Meu endereço oficial agora é em New York, NY.

Mas ainda não cheguei lá. Estou na Alemanha desde sábado, visitando minha irmã Carina e meu cunhado Volker. Como o tempo aqui é curto (seis dias) e a conversa é muita, este provavelmente será meu único post neste período. Talvez mais tarde venha algum post(álbum) retroativo, mas não posso garantir.

As duas primeiras semanas em NY também serão puxadas, por causa de uma disciplina intensiva (Intodução ao Direito dos EUA – especial para estudantes de formação estrangeira, como é o meu caso), vários encontros de orientação, além da própria adaptação e ambientação… “reconhecimento de território”. Prometo me esforçar para postar regularmente. Só não sei qual vai ser a periodicidade – isso, só depois de estabelecer minha rotina nova-iorquina.

Sei que estou devendo fotos e e-mails para várias pessoas… aos poucos eu me atualizo. Por favor, tenham paciência e compreensão com este pobre mestrando.

Mestrando! Agora já dá pra sentir o friozinho na barriga da proximidade do início das aulas. Começam dia 10 de agosto. Chego lá dia 7 à noite. Dia 8 já vou wake up in a city that doesn’t sleep… :)

* * * * *

Quanto à célebre pergunta deste post aqui, Are we human or are we lawyer?, posso dizer, não sem um pouquinho (saudável) de orgulho, que agora sou lawyer. Ou pelo menos posso ser, se quiser. E por ora não quero. Trocando em miúdos: fui aprovado na segunda fase do Exame de Ordem 2009.1, do que já sei desde 21 de julho, mas, como vou fazer mestrado na NYU, não vou fazer minha inscrição na OAB por enquanto.

Vive la France ! e outras aleatoriedades

Todo ano o 14 de julho me chama a atenção; não sei por quê. E em seguida me lembro de que 14 de julho é le quatorze juillet, a Fête Nationale da França, equivalente ao nosso sete de setembro. Já que este é o Ano da França no Brasil, só um lembretinho de que hoje, na França, é o Dia da França. Vive la France !

Ontem, dia que na França foi le treize juillet e que aqui foi treze de julho (tá, e daí?), recebi a notícia de que não fui aprovado na dinâmica de grupo da Seleção de bolsa número 2. E nem dei bola.

Incrível como uma notícia desagradável como essa (o fracasso – depois de investir tempo e dinheiro em inscrição, deslocamento até Porto Alegre etc.) pode simplesmente não ter tido impacto nenhum. Foi assim: abri meu gmail, li a mensagem, “tá”, e passei pra outra mensagem. Acho que a minha falta de reação se deveu a que, no fundo, eu já sabia.

A estrutura do e-mail veio no formato sanduíche (no qual eu ouvi falar pela primeira vez graças ao Leo Monasterio):

“Obrigado por participar no processo seletivo…”
[blablablá preambular, agradável, em tom de elogio]

“Infelizmente [preciso dizer mais?]…”
[conteúdo do sanduíche: a notícia ruim transmitida]

“Desejamos sucesso em seus projetos…”
[blablablá final em tom simpático]

Previsível. Quando se escreve só por educação, melhor a objetividade. Como na minha resposta:

“Obrigado pela sua mensagem e pelo seu desejo de sucesso.”

E que o Papai do Céu me ajude a ter sucesso sem bolsa.

You know what really grinds my gears? Essa gente (crianças, ou adultos abobados) que toca a campainha e sai correndo. Isso me dá muito nos nervos, especialmente quando eu estou sozinho em casa e tomando banho, como me aconteceu hoje.

Sabe essas brincadeiras de criança que quando criança a gente acha o máximo e que depois de adulto a gente reprova? Pois é: essa não é uma delas, porque nem quando criança eu gostava. Eu me lembro vividamente de um dia em que a gurizada da vizinhança queria fazer isso na casa de um dos vizinhos, e eu fui contra. Sempre eu, o certinho…

Talvez, se eu não fosse o certinho, teria um pouco de malícia, e com isso teria ganhado a bolsa, e teria passado o quatorze juillet comemorando. Ah!, se eu pudesse viver minha infância de novo, sem dúvida eu seria de novo o certinho da gurizada.

Faísca atrasada

Acabo de me dar conta que falta menos de um mês para minha chegada a NYC! Chego dia 7/8/9 (nada a ver com numerologia – aliás, também só agora é que me dei conta do que há de engraçadinho na data).

Muitos preparativos, ainda… melhor nem pensar… melhor fazer! E quem ainda quiser se despedir, é bom se agilizar, hein?

Ontem postei cedo demais

No fim das contas, sim senhores, vim a Pelotas no dia do aniversário da cidade! Puro acaso. No início da tarde de ontem me liga uma tia, “tive que vir a São Lourenço… estou aqui!”. Além de ganhar visita em São Lourenço, ganhei carona pra Pelotas. Como igual teria que vir hoje para uma aula, resolvi aproveitar a carona e também passar um tempo com tios e prima.

Quem sabe, quando menos esperar, ganho uma carona pra cá no bicentenário? Só Deus sabe como será o futuro. (E não é apenas força de expressão; eu creio muito nisso!) Ainda bem que é assim.

Salve, salve, ó Pelotas querida

Aniversário de 197 anos da minha terra Natal! O título do post é o primeiro verso do estribilho do hino da cidade.

Salve, salve, ó Pelotas querida
Formisíssima terra do Sul
Tens coberta de glórias a vida
Como é lindo o teu céu tão azul

Quando criança, pensava que estaria presente na festa do bicentenário da minha cidade. Mas será? Nem agora estou, morando a apenas 40 milhas (sim, preciso ir me acostumando) da cidade… E a tendência é que não esteja mais perto que isso em 7 de julho de 2012.

Aliás, onde será que estarei?

I love sunny, dry winter weekends

Outros ocasos

Mais um dia e um pôr-do-sol lindos pra coleção. Estive em Porto Alegre de 17 a 20 de junho, visitando os amigos Bruno e Andrea. Fomos ao Gasômetro no sábado, dia 20, e de lá fotografei o sempre espetacular pôr-do-sol sobre o Guaíba. Além de espetacular, marcou o início da mais longa noite de 2009.

Inverneio

Eu moro a uns cem metros da Lagoa dos Patos. Quase me esqueci disso, porque, desde a última vez que nadei ali, passei poucas vezes pela praia.

Ontem fez um dia de inverno bem ao meu gosto: azul, frio, seco e com vento. Fui fotografar a praia antes do último pôr-do-sol do semestre.

Are we human or are we dancer?

Depois de “Já estou melhor, obrigada”, sigo em busca de frases intrigantes. A do título do post é da letra da canção Human, da banda The Killers. Não vou nem discutir se gosto ou não da música, nem sobre as críticas de que a letra seria só idiota ou também gramaticalmente incorreta. Em defesa do compositor, acho que não é nem uma nem outra coisa, mas, como disse, não é sobre esses aspectos que eu quero escrever. (Posso até escrever sobre eles noutra oportunidade, se provocado pelos comentaristas!). O que eu quero dizer é que nos últimos dias eu me lembrei da pergunta da música do The Killers em dois momentos.

Primeiro, por causa da morte de Michael Jackson. Acho que “Are we human or are we dancer?” não tem uma resposta universalmente válida. Porém, quanto a Michael Jackson, ele definitivamente, em muitíssimos aspectos, não era human. Era dancer.

Segundo, por causa da segunda fase (prova prático-profissional) do Exame de Ordem (dos Advogados do Brasil), que eu fiz ontem. Assim como o Felipe disse que “Já estou melhor, obrigada”, no meu caso, seria “Tudo, e tu?”, acabei adaptando a pergunta do The Killers para a minha situação de candidato a advogado: “Are we human or are we lawyer?“. Sem querer cantar vitória antes do tempo (resultado oficial só em 20/07), acho que em breve deixarei de ser human para me tornar lawyer.

“Tudo, e tu?”

Por que alguém escreveria “já estou melhor, obrigada” com azulejos na parede? A pergunta do último post continua sem resposta. Mas uma coisa é certa, e o Felipe captou muito bem ao comentar esse post: se fosse pra eu escrever algo parecido em azulejos, seria “Tudo, e tu?”!

Aceitei o desafio.

Era mais ou menos isso, Felipe? ;)