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TX >> NY

Um blogueiro que no mesmo dia recebe duas “sugestões” de que deve atualizar seu blog fica obrigado a atualizar, não? Bom, na verdade, não. Mesmo assim, resolvi atualizar o blog, porque já fazia algum tempo que queria fazer isso.

Passei 13 dias mui (!) agradáveis na companhia de minha irmã Lu e cunha James em San Antonio, Texas. Quase paguei excesso de bagagem, porque obviamente levei todos os meus livros para seguir estudando lá.

Aliás, estudar foi o que eu mais fiz. Mesmo assim, assistimos a vários episódios de House e a alguns filmes. Também fizemos um passeio “fantasma” de segway (fantasma porque a guia contava histórias de assombrações e lendas da cidade… enfim).

Ainda me dei o luxo de ter três frustrações futebolísticas: torci para o Brasil até ele cair fora da Copa, então para a Argentina até ela cair fora da Copa (será que vou perder leitores com essa?), e por fim para o Uruguai até ele cair fora da Copa. Por essas e por outras é que eu, em regra, não quero nem saber de futebol. No fim das contas, só me dá nos nervos.

San Antonio vista de la Vistana: nuvens poderosas

Lu no Café Madhatters

Com Lu e James no Segway Ghost Tour

Em frente ao Álamo

Aventuras em longa exposição: San Antonio Riverwalk

Coffee smiley faces: Libório, Louquinho, Malévolo e Olheirão

*Aventuras em longa exposição: my laser dreams*

Então voltei pra NYC. Sobrevoar a cidade e ver de cima os arranha-céus e as luzes (big lights will inspire you…) e o estádio dos Yankees (onde me formei) foi de novo bem emocionante.

Depois, nenhuma grande aventura. Geladeira inicialmente vazia, muitos problemas burocráticos (um dia eu escrevo um post ou um livro! sobre todos eles) e principalmente um tanto de coisa pra estudar.

Um dia caminhei no riverwalk de Roosevelt Island: fiz a volta na ilha em 60 minutos. Outro dia, e aliás um dos pontos altos da semana, caminhei no Central Park: da 59th até o Reservoir pelo lado leste e de volta à 59th pelo lado oeste.

The Mall, Central Park, durante a caminhada

Eu adoraria fazer das caminhadas uma atividade diária, mas simplesmente não há tempo para isso por enquanto. Em agosto e setembro, espero que sim.

CowGuri em San Antonio, Texas

Fiquei com parte da família em San Antonio, Texas, durante pouco mais de uma semana (primeiro a 9 de janeiro). Foi mais um tempo de férias intensivamente curtidas, matando saudade dos queridos e cometendo alguns excessos em termos de sono, entretenimento (passeios, Guitar Hero, seriados, e filmes), alimentação, e consumo de forma geral (em bom inglês, shopping!). Pra não me passar muito nos detalhes, que é uma tendência minha, faço um post-álbum resumo, com alguns dos melhores momentos.

Ainda no dia primeiro, caminhada em família pelo Riverwalk (Paseo del Río) à noite, para ver as decorações de Natal.

Mais do Riverwalk

Corte de Justiça do Condado de Béxar

Catedral San Fernando, na praça principal

San Antonio skyline, vista do alto do prédio de Lu & James

Vista do meu quarto… apartamento de visitas ou resort?

Experiências fotográficas durante a espera pelo jantar :)

Durante o passeio de barco pelo Riverwalk: prédio ou só fachada?

Ainda durante o passeio de barco

Passeio de barco…

Ainda do barco: árvore enraizada na parede

No museu do Álamo

Pôr-do-sol no Jardim Japonês

Riverwalk… depois de drenado para a limpeza anual!

A limpeza do Riverwalk :P

Escadaria do Riverwalk para a praça principal

Río amanzado…

Rio San Antonio e a cidade ao fundo.
Destaque para o Tower Life Building.
(“Mock Empire State”, que na verdade é mais antigo que o Empire State!)
Modestamente, uma das fotos mais bonitas que eu já tirei :)

Rio San Antonio, ares outonais.
Ao fundo, a Torre das Américas, uma torre de 229m de altura.
(No alto dela fica o restaurante onde jantamos – aquele da foto sépia acima.)

Hilli & Silvio, Lu & James, e os meus waffles!
Depois de Pelotas e Porto Alegre (Brasil) e Untershausen (Alemanha), ter feito waffles em San Antonio (EUA) me coloca na posição de waffleiro tetrapolítico (grego) ou quadriurbano (latim) e trinacional (grego, latim e francês, sei lá). (Felipe, revisa aí por favor as questões etimológicas.) Geeente, meus waffles com nozes ficaram muito bons.

Tapete e guardanapos combinantes no apartamento de Lu & James
(depois de um golinho de vinho, começa minha piração fotográfica)

Carpete do corredor do prédio, quase combinante com o tapete e os guardanapos (não falei que tinha começado a piração fotográfica?)

Nos restaurantes no Texas, para poderem vender bebidas alcoólicas, os garçons pedem para conferir o documento de identidade de qualquer pessoa que aparente ter 30 anos ou menos. Pedi uma margarita só pra testar, e o garçom NÃO me pediu documento. Decepção total. A idade pesa sobre os meus ombros. Foi-se (foice!) o vigor de minha juventude. Estou acabado e decadente. O sorriso da foto é cínico.

Casa Manos Alegres – “Casa Mãos Alegres”, claro,
mas a gente quis que fosse “Casa dos Manos Alegres”, e pronto.
Foto em homenagem à Ca, a “Mana Alegre” faltante.

Lu, nesta foto, colocou uma fantasia de cubinhos coloridos. (Detalhe: meus óculos escuros ainda estão por cima da aba do meu chapéu.)

Deixei o frio em NYC ao ir para o Texas? Não necessariamente: temperaturas negativas e um vento cortante. Lu desaparecendo no meio de um amontoado de roupas e casacos não quer dizer muito, mas eu de chapéu e luvas, isso sim, pode acreditar, é sinal de frio. (Detalhe: aí eu já estava sem meus óculos, que caíram e no chão e se fizeram em mil pedacinhos pouco depois de tirada a foto anterior.)

Pra dentro da cabeça da Liberdade

Recebi a visita da Sue (mãe do meu cunhado, ou seja, sogra da minha irmã) e da amiga dela, Charlene. (Seria possível, por acaso, descrever numa palavra só o meu quase-parentesco com a sogra da minha irmã? Se alguém souber, por favor deixe um comentário, porque saber essa palavra, se é que existe, facilitaria bastante a minha vida!)

Incomum receber visita no meio do período de provas, mas tudo bem, porque já vínhamos planejando com bastante antecedência um passeio muito especial e privilegiado: subir até a coroa da Estátua da Liberdade! Eu já conhecia a ilha, a estátua, o museu, mas nunca tinha subido até a coroa da estátua, que estava fechada desde o 11 de setembro e só reabriu no meio deste ano. A Sue não quis perder a oportunidade (parece que vão fechar de novo em breve para reformas internas) e me convidou pra ir junto. Ora, claro que topei na hora.

A jornada começou aqui no Village: tivemos um almoço temprano no “Joe’s Pizza”, aqui pertinho, a pizzaria onde o Peter Parker trabalhou no Homem-Aranha 2. (Em homenagem à Joe pelo seu aniversário! A homenagem ao Felipe, também aniversariante do dia, veio mais tarde e foi um pouco mais forçada, envolvendo a Liberdade e gaivotas.) Após o rápido brunch, com muito approach, fomos ao Battery Park e tomamos um ferryboat pra Liberty Island.

Alguns detectores de metais depois, chegamos na estátua. Há duas escadas espiraladas: uma, só pra subir, enrolada na outra, só pra descer. Bom, o programa é altamente desaconselhado para claustrofóbicos; eu mesmo me descobri um pouco claustrofóbico (no início tive vontade de gritar pra abrirem a estátua pra eu poder respirar), mas no fim me contive e me acostumei com a ideia. Tem vários patamares (apertadíssimos) onde se pode dar umas paradinhas, mas não é tão cansativo assim. Ao todo são 354 degraus da base do pedestal até a coroa. A estátua não é tão alta quanto parece: 34 metros do pé até a coroa (mais 47 metros de pedestal).

Monumento ao pescador, no Battery Park

Sue e eu, dentro da cabeça da Liberdade (eu mal consigo ficar em pé!)

Manhattan como a Liberdade a vê

Alguém ainda duvida que eu subi na coroa?

Yes, I go to N-ah-Y-ah-U! (Vista do alto do pedestal)

La Liberté et moi

P.S.: A Sue me trouxe de presente uma cafeteira, uma tostadeira e um ferro de passar. Por isso desde esse dia tenho tomado café feito em casa (café passado! adeus instantâneo! yay!) em quantidades talvez um pouco excessivas. :P Usei a tostadeira algumas vezes também… mas, na boa, estou adiando tanto quanto possível o uso do ferro de passar. :P

Labor Day weekend in upstate NY

Conforme anunciado, passei o findi do Dia do Trabalho (7 de setembro) na região de Albany, NY. Foram dias bastante agradáveis e intensivos de passeios com Sue e Tom, os pais do meu cunha James. De volta a NYC, preparei um rápido postálbum da viagem. E era isso, porque acabou o feriadão, e os livros gritam pela minha atenção.

Advertência preliminar: este post não tem nada a ver com o contexto do blog, porque saí de New York City e fui aos Estados Unidos (uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa). Talvez também valha lembrar que sim, ainda sou eu; o blog não mudou de dono… é que as programações foram bem mais rurais do que o meu normal! Foi bom sair da cidade, mudar de ares – só faço a advertência pra não deixar ninguém perplexo. :)

Sexta-feira, 4 de setembro

Chegada em Albany, almoço no Olive Garden (tipicamente americano – restaurante de rede!), ida até Rexford (onde moram Sue e Tom). Colhemos flores de “Queen Anne’s Lace” (uma espécie de cenoura selvagem) pra fazer geleia (ao escrever isso, fico pensando em como a advertência preliminar foi mesmo necessária!). Tudo bem, eu não fiz geleia. Mas ajudei a colher a matéria-prima. :P

Sábado, 5 de setembro

Almoço em família em Rexford. De volta a Albany para um “duck tour” pela cidade. Os “ducks” (patos) são veículos anfíbios (terra e água) que foram usados durante a guerra; atualmente são usados para passeios turísticos. Começa como um tour de ônibus qualquer – só que depois o ônibus se atira na água.

Duck – o veículo!

A maior casa de passarinho do estado de NY
(um só pedaço de madeira!)

Visita ao Governador do Estado de NY na sua residência oficial ;)

Prédio da Delaware & Hudson Co., visto do barco no rio Hudson

Tom, Sue e eu – pós duck tour!

Cohoes Falls – cachoeira no encontro do rio Mohawk com o rio Hudson

Eu como bombeiro honorário em Rexford!
(Mais uma vez, a advertência preliminar se justifica.
Enfim, é difícil explicar como certas coisas acontecem! Hehe…)

Domingo, 6 de setembro

Fomos à 190a. edição da Schaghticoke Fair: uma legítima “expofeira”, em bom gauchês! Animais, parque de diversões, comércio, antiguidades… de tudo.

Aqui, Sue e eu aprendemos a fazer uma corda com um fazendeiro
(que, aliás, deve ser parente direto do Papai Noel).
E, mais uma vez, a advertência preliminar se justifica!

E aqui eu encontrei uma família Dietrich!
De Marlene Dietrich
aos patrocinadores do show de cavalos da Feira de Schaghticoke,
passando por estudantes de Direito Internacional da NYU,
tá tudo dominado pela família Dietrich!

Segunda-feira, 7 de setembro

No último dia do feriadão, Sue e eu visitamos duas cavernas da região: Howe Caverns e Secret Caverns. Minhas duas primeiras cavernas!

De manhã, ganhei blueberry pancakes (panquecas de mirtilo)
com maple syrup (xarope de bordo)! (Ai, que traduções esquisitas.)
Tudo de bom! É uma combinação típica do estado de NY e também do Canadá.

Agora, sim: Howe Caverns!

Mais uma das formações incríveis nas Howe Caverns

Howe Caverns, de novo

Haveria muito mais que contar sobre a viagem, mas o tempo é escasso. Também tirei muitas fotos mais – há algumas outras no picasaweb do guri. (Desta vez, mais do que nunca, estou ansioso pelos comentários!)

Holiday… celebrate…

(Como eu ando musical nos títulos dos posts ultimamente!)

Meu professor de Arbitragem teve que cancelar a aula de amanhã, e segunda-feira é feriado por aqui também (não pela Independência do Brasil, obviamente: aqui será Labor Day, Dia do Trabalho!). Portanto, resolvi aproveitar e ir visitar os pais do meu cunha James, que moram nos arredores de Albany.

Albany, pra quem não conhece, uma cidadezinha de menos de 100.000 habitantes, é a capital do estado de NY. Fica a 219 Km ao norte de NYC.

Ver mapa

Are human or are we blogger?

Que saudade do blog! Sim, eu gosto de postar, e até sinto saudade dessa atividade (embora às vezes isso não fique muito evidente ao leitor fiel).

Lá vou eu para meu clássico parágrafo de justificativa: bah, simplesmente não deu pra postar. Um turbilhão. Com meus pais em viagem, fiquei de caseiro ou dono-de-casa por umas semanas. E ainda viagens a Pelotas para as aulas finais na Especialização em Direito Ambiental (sim, acabou!). E preparativos para a viagem a New York. E mais muitas despedidas: tive pelo menos um bota-fora por grupo de convivência – amigos da igreja, colegas de uma e outra faculdade, famílias de tios e primos, dindos… Cheguei a ficar doente de despedidas por um tempo; agora estou melhor…zinho.

Resumindo uma história longa, sou ainda domiciliado, mas não mais residente em São Lourenço do Sul. (Era mesmo provisório!) Meu endereço oficial agora é em New York, NY.

Mas ainda não cheguei lá. Estou na Alemanha desde sábado, visitando minha irmã Carina e meu cunhado Volker. Como o tempo aqui é curto (seis dias) e a conversa é muita, este provavelmente será meu único post neste período. Talvez mais tarde venha algum post(álbum) retroativo, mas não posso garantir.

As duas primeiras semanas em NY também serão puxadas, por causa de uma disciplina intensiva (Intodução ao Direito dos EUA – especial para estudantes de formação estrangeira, como é o meu caso), vários encontros de orientação, além da própria adaptação e ambientação… “reconhecimento de território”. Prometo me esforçar para postar regularmente. Só não sei qual vai ser a periodicidade – isso, só depois de estabelecer minha rotina nova-iorquina.

Sei que estou devendo fotos e e-mails para várias pessoas… aos poucos eu me atualizo. Por favor, tenham paciência e compreensão com este pobre mestrando.

Mestrando! Agora já dá pra sentir o friozinho na barriga da proximidade do início das aulas. Começam dia 10 de agosto. Chego lá dia 7 à noite. Dia 8 já vou wake up in a city that doesn’t sleep… :)

* * * * *

Quanto à célebre pergunta deste post aqui, Are we human or are we lawyer?, posso dizer, não sem um pouquinho (saudável) de orgulho, que agora sou lawyer. Ou pelo menos posso ser, se quiser. E por ora não quero. Trocando em miúdos: fui aprovado na segunda fase do Exame de Ordem 2009.1, do que já sei desde 21 de julho, mas, como vou fazer mestrado na NYU, não vou fazer minha inscrição na OAB por enquanto.

Outros ocasos

Mais um dia e um pôr-do-sol lindos pra coleção. Estive em Porto Alegre de 17 a 20 de junho, visitando os amigos Bruno e Andrea. Fomos ao Gasômetro no sábado, dia 20, e de lá fotografei o sempre espetacular pôr-do-sol sobre o Guaíba. Além de espetacular, marcou o início da mais longa noite de 2009.

“Já estou melhor, obrigada”

O mês de junho foi silencioso aqui no blog. E vou romper esse incômodo silêncio com algo inusitado que me intriga há quase um ano e meio. Isto:

Já estou melhor, obrigada“, escrito com azulejos numa parede no centro de Lisboa, bem pertinho da estação de metrô do Chiado. Passei ali várias vezes no Ano Novo de 2008, quando estava por lá com toda a família (“ah, those happy times…“). Em 02/01/2008, antes que fosse embora e perdesse a oportunidade, fotografei.

Por que alguém escreveria “já estou melhor, obrigada” com azulejos na parede? Hoje resolvi googlar (não sei como não me tinha ocorrido fazer isso antes) e, embora não tenha encontrado a resposta, encontrei três fellow blogueiros que fotografaram o mesmo local. Um, em 21/10/2007; dois, em 31/03/2008; e três, em 16/04/2009.

Vale a pena conferir os links, porque os demais blogueiros tiveram mais sorte do que eu: conseguiram capturar os azulejos sem aquele armário ou sei-lá-o-quê metálico horrendo que aparece na minha foto, na frente do “hor” do “melhor”. (“Já estou mel, obrigada”?)

Além do mais, é legal porque são três perspectivas diferentes, de três pessoas que nem se conhecem, sobre um mesmo detalhezinho que lhes chamou a atenção ao passar por uma ruela de Lisboa.

Um detalhezinho, mas não se pode dizer que seja ‘insignificante’… Teve algum significado para uma determinada lisboeta que, em algum momento na história, ficou tão agradecida por alguma coisa – pela solidariedade dos amigos enquanto estava em uma fase ruim, quem sabe? – que resolveu registrar esse agradecimento num letreiro de azulejos.

Talvez mais curiosa que a razão de a mensagem estar ali seja a razão de alguns repararem (como eu) e outros não (acho que da minha família poucos deram bola). Disse bem a blogueira número um (xanda); cito:

Todos os dias, milhares de pessoas passam atarefadas em direcção ao metro do Chiado… poucas olham para o lado… e destas, muito poucas reparam na mensagem deixada na parede: “Já estou melhor, obrigada” =)

Será que é por acaso que poucos reparam e muitos não? Pode ser que não só na vida da lisboeta agradecida esses 23 azulejos tenham algum significado. Pode ser que também sirvam para gerar uma sensação de pequenez do universo, de proximidade entre pessoas que estão por aí, aparentemente tão distantes, mas mais próximas do que imaginam por causa das suas percepções parecidas quanto ao que há ao seu redor.

Quanto a mim, sei lá se já estou melhor (não que esteja propriamente mal, mas melhor… não sei). De igual forma, pretendo voltar a postar.

Sampa indo pros finalmentes

Não, não me estava fazendo de louco postando sobre o álbum do Coldplay para download gratuito. Sei que devo outras satisfações.

Dormi da 1h até as 8h, o que até foi bastante nesses tempos em São Paulo, mas acordei com cara de alguém que nunca dormiu na vida. As olheiras iam até a altura dos calcanhares. Mas melhoraram bastante até que chegasse ao Consulado dos EUA para a entrevista do visto.

Estava nervosérrimo. Quando a minha senha apareceu como uma das próximas no painel eletrônico, verifiquei a pulsação por 15 segundos. Não precisei nem pôr os dedos no pulso ou no pescoço – todo o meu ser retumbava. Deu 20 batimentos, ou seja, 80 por minuto. Em repouso. E aí me lembrei que depois de exercícios pesados nos treinos de natação, nos meus bons e curtos tempos na equipe do Clube Diamantinos, dava 17 ou 18.

Todo esse fiasco cardíaco pra nada. Cheguei na janelinha da entrevista e entreguei os formulários obrigatórios. A funcionária perguntou (e eu respondi) pra onde vou (Nova York), pra que (Mestrado em Direito Internacional), em que universidade (NYU). “You’re going to N-ah-Y-ah-U? That’s awesome!!! You’re gonna love living in New York. And ah, the Village… [suspiros]” (O Village – Greenwich Village – é onde fica a NYU e onde moravam os personagens de Friends.)

Bom, tive de pagar mais umas taxinhas. Aditamento para este post aqui: envio de sedex: 39 reais; taxa de visto de estudante: 40 dólares – será que isso não termina nunca? Mas, fora isso, nada mais. Tranquilíssimo. (Sim, é isto: tenho um visto de estudante para os EUA!)

Depois de almoçar no Subway do Shopping Center Ibirapuera, e de esperar 1h20min pelo ônibus 5154-10 Estação da Luz (que tinha passado um minuto antes de eu chegar à parada de ônibus), voltei caminhando pro apartamento da minha prima (e é claro que o 5154-10 passou por mim um minuto depois, quando eu já não podia voltar para o corredor a tempo de apanhá-lo).

Mas foi legal. Gosto de conhecer os lugares caminhando. Caminhei moooito, até fazer calo no pé. (Ops, eu já tenho um – ósseo, aliás!)

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No mais, pra não restarem dúvidas: o resultado da dinâmica de grupo, aquele que deveria ter saído ao longo da semana, não saiu. Se for aprovado, terei de voltar a São Paulo (talvez já na semana que vem?) – o que, não fosse pelo bolso, nem poderia ser considerado penoso. Ou seja, espero ter de voltar, porque gostei, e porque espero ser aprovado!

Pra fechar todas: apareceu no ar nossa foto na night paulistana: da esquerda pra direita, o aniversariante-do-dia, o primo-cunhado, a prima-irmã e o Guri.

LeftRightLeftRightLeft by Coldplay

De hoje até o fim da turnê 2009, Coldplay disponibiliza para download gratuito o álbum ao vivo LeftRightLeftRightLeft. Imperdível. Dizem eles que é um agradecimento aos fãs… De nada! Já baixei, claro.

Tem algumas coisinhas bem “pop”, que estouraram nas rádios, desde a antiguinha Clocks (A Rush of Blood to the Head, 2002), passando pela intermediária Fix You (X&Y, 2005) e chegando na recente Viva la Vida (Viva la Vida, 2008). Também vale a pena por outras coisinhas menos “pop”, mas com uma sonoridade bem agradável, como Glass of Water (mais recente ainda: Prospekt’s March, 2008).