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Die Welt ist weit geworden

Vindo pro Secretariado ontem, ouvi na rádio uma música em alemão. Gostei muito da letra, de que, aliás, entendi boa parte (pra minha própria surpresa!): “Die Welt ist weit geworden”. Googlei pela letra, mas não a encontrei completa em parte alguma. Só achei neste site o seguinte fragmento:

Die Welt ist klein geworden, so winzig klein geworden,
Ein schöner Ball mit dem Du gerne spielst.
Sie ist ganz Dein geworden und allgemein geworden.
Und wartet ab wohin Du mit ihr zielst

Olhei bem pro site onde encontrei essa estrofe, e vi que tinha a maior cara de site de amador, e pensei… vou escrever pro cara pedindo a letra! Não tenho nada a perder! No pé da página tinha uma nota de copyright com o e-mail do webmaster; logo vi que deveria ser holandês (e-mail com final “.nl”). Então, pra tirar a ferrugem do meu holandês…

Hahaha, até parece! A única coisa que eu sei falar bem direitinho em holandês é “Goedemorgen” (preciso dizer o que significa?) e “Scheveningen” (o nome da praia que fica perto de Den Haag). Ah, claro, outra coisa que eu sei falar: Den Haag (A Haia), a cidade onde fica o Palácio da Paz.

Voltando ao assunto: escrevi (em inglês!) um e-mail pro holandês, dizendo que eu tinha gostado da música, e que talvez ele pudesse me mandar a letra completa… e não é que ele me respondeu?! Infelizmente foi pra dizer que letra está em alguma das caixas que ele guardou no porão, e ele nem sabe com certeza qual! Mas me prometeu que, se um dia encontrar, manda a letra pra mim. Na assinatura automática do e-mail tinha até o endereço dele; eu poderia visitá-lo e procurar a letra nas caixas do porão. Agora tenho mais um motivo para ir à Holanda! De qualquer forma, acho que seria muita escalação da minha parte… ou será que não?

P.S.: Esta semana foi a mais rebelde em termos de planejamento na história do BdG, porque, muito embora eu tenha planejado em várias ocasiões o assunto de cada um dos “posts do dia”, acabei sempre escolhendo outro assunto! Só pra não fugir à rotina: preciso sair correndo pra pegar o ônibus… Volto segunda-feira com mais novidades, já que este findi estarei num retiro de um grupo de juventude mirim (Jumpec auf Deutsch!?) que minha irmã e meu cunhado coordenam na igreja deles. Até!

Ordinário com peculiaridades

É impressionante como certos dias podem ser quadradamente rotineiros e ao mesmo tempo ter aspectos extraordinários e inesperados. Hoje acordei na mesma hora de sempre, tomei café na mesma hora de sempre e me preparei para pegar o ônibus de sempre na hora de sempre e vir ao lugar de sempre, fazer o que tenho feito nas últimas semanas.

Até aí, tudo óbvio – e então começaram as peculiaridades deste último dia de janeiro de 2008. Pouco antes de sair de casa, abri a janela do meu quarto – coisa que nem sempre dá tempo de fazer, depois de ajeitar cara e cabelo e nutrir o corpo com o café da manhã e a alma com o devocional do Orando em Família (na verdade, “Orando Sozinho”, mas fazer o que se moro sozinho durante a semana?!). Ao olhar para a rua, vi que o dia estava lindo, céu azul e tudo, depois de alguns dias seguidos de chuva, e bastante frio. Pessoas raspando o gelo do para-brisa dos carros…

Então fui até a parada de ônibus, onde vi um motorista de Straßenbahn dar um belo xixi visual (tipo gestos de reprovação, nada obsceno!) num motorista de ônibus que quase causou um acidente ao sair dirigindo da parada sem nem olhar para o retrovisor, bem na hora em que o trem estava chegando! (Ainda bem que foi só um quase-acidente!) Pior é que, mesmo depois do xixi, o motorista de ônibus fez a mesma coisa, e quase bateu no trem, de novo! (Outro quase-acidente!)

Em seguida comecei a ver pessoas com as mais variadas fantasias, desde bigodinhos e cartolas de Charles Chaplin até roupas completas de coelho, todas em cor-de-rosa e até com rabinho, passando por perucas black power, perucas vemelhas, perucas malucas. É o carnaval de Bonn começando… e as pessoas realmente saem assim pra rua e pro trabalho (aliás, aquelas poucas que, como eu, vão trabalhar), coisa que nem no Brasil eu vi! Já me disseram que essa é a única época do ano em que esse povo tão certinho e cheio de regras fica um pouco fora da casinha – mas depois volta ao normal! Ainda escrevo mais sobre as tradições de carnaval, talvez num outro post.

Finalmente, cheguei no estágio e comecei a escrever este post um pouco antes do horário de trabalho, o que nunca tinha feito. E vou publicá-lo na pausa de almoço, algo também inédito. Mas quem pode garantir que o extraordinário não acabe virando rotineiro em algum momento?

Situação inusitada

Queria tentar publicar o post-do-dia mais cedo, porque ontem perdi o ônibus (ohhh…). Apesar da tentativa, acho que ainda não vai ser hoje que vou conseguir! O que me amarra às vezes é que eu sinto uma grande necessidade de revisão do que eu escrevo… Relembrando a minha revolução redacional: “Escrita fácil produz leitura difícil” (McCloskey) e “O que é escrito sem esforço é em geral lido sem prazer” (Dr. Johnson).

Tinha várias idéias de post pra hoje, e acabou que uma situação inusitada na hora do almoço fez com que eu mudasse meu plano inicial. Almocei na cantina do Secretariado, como sempre, mas na pouco freqüente companhia da minha supervisora e do chefe do Legal Affairs (ou seja, companhia de alto escalão, literalmente).

Enquanto o poderoso chefão ainda estava passando pelo buffet, minha supervisora e eu encontramos uma mesa para nós três e já tomamos nossos lugares. Ela disse que poderíamos começar logo a almoçar, já que o chefe parecia que ainda ia parar pra conversar com não-sei-quem. Quando desejei a ela um “bon appétit” (não sou só eu o francófono metido a besta: nessas horas o “enjoy” da língua inglesa é absolutamente sem graça, e a maioria da galera aqui diz “bon appétit”), tive a nítida impressão de que ela fez uma rápida oração!

Eu já sabia que ela era católica, e inclusive alguém já me disse aqui no Legal Affairs que ela é bastante envolvida nas atividades da sua igreja. Por isso, em certo sentido não foi uma surpresa pra mim. Só fiquei um pouco envergonhado. Tendo sido criado numa família cristã, sempre soube que orar agradecendo pela refeição é um hábito muito bonito e um reconhecimento básico de que temos o que temos literalmente “graças a Deus”.

Mesmo assim, esse nunca chegou a ser um ato regularmente praticado lá em casa (basicamente porque a gente sempre almoça correndo, oh raios). Tampouco gosto de orar em restaurantes ou outros lugares públicos, talvez porque me pareça exibicionismo. Acabo sempre lembrando daquela passagem do sermão do monte que nos instrui a não orar por aí afora, nas esquinas da cidade, para sermos vistos, mas sim a recolher-nos e orar discretamente.

Como quase sempre, o caso parece ser de encontrar um meio termo (a virtude!) entre dois extremos (o vício pela falta e o vício pelo excesso!). Será que orar publicamente (rapidinho e com discrição), no caso de refeições em restaurantes, pende mesmo para o extremo ruim (exibicionismo)? Minha conclusão pelo menos preliminar nessa busca por um meio-termo é que orar antes das refeições é apenas mais um dos exemplos da minha supervisora que eu deveria tentar seguir!

Honestidade: não tem preço

Lá vou eu falar do transporte coletivo de Bonn. Desculpem, mas fazer o quê? É algo que faz parte da minha vida. Ah, se faz!

Meu esquema aqui com o sistema de transporte é o seguinte (acho que até já contei, mas não custa recapitular, como nas primeiras semanas de aula no ensino fundamental): com um Monatsticket de € 54,30 posso usar todas as linhas de ônibus da cidade quantas vezes por dia e por mês eu quiser. Esse é meu principal interesse, pois tenho de pegar dois ônibus para vir de casa ao Secretariado. Porém, com o cartão também posso usar livremente as linhas de Straßenbahn (que é um trem urbano ou bonde) e metrô (que basicamente é o Straßenbahn subterrâneo), também nos limites da área urbana de Bonn.

O mais interessante é que o sistema confia totalmente na honestidade das pessoas. Não há catracas. Isso é ótimo, porque “catracas” é uma palavra bastante feia, e também porque catracas apatralham a vida das pessoas. O curioso da história é ver as estações de metrô livres de qualquer impedimento à entrada: simplesmente se pode chegar a qualquer estação e entrar no primeiro trem que vier.

O mês está chegando ao fim, assim como o período de validade do meu Monatsticket. No máximo até sexta-feira precisarei comprar outro. Mais € 54,30 – caro pro dinheiro brazuca (que nessas horas pouco tem de real!), mas razoável ou talvez até barato para padrões europeus.

Em tese pode haver fiscalização, e a multa para quem não tem bilhete válido (unitário ou promocional como o meu Monatsticket) é de € 40,00. Eu nunca fui fiscalizado, e além disso sempre ando com ticket válido; o mesmo, porém, não se pode dizer da Yuki.

A Yuki é a personagem principal do meu curso de alemão. Na vinda para o Secretariado, hoje de manhã, eu ouvi no MP3 (sim, aqui é até seguro ouvir MP3 no ônibus!) uma lição de alemão em que a Yuki foi “flagrada” sem ticket em Munique. Na verdade, pobrezinha, ela tinha comprado o ticket, só tinha esquecido de carimbá-lo. Mesmo assim, não teve conversa com o fiscal, e ela teve de pagar a multa, que em Munique acho que é de € 30,00.

Agora preciso correr pra não perder o ônibus – pelo uso do qual, aliás, pretendo continuar pagando, de mês em mês! No Brasil eu provavelmente passaria por trouxa. Diriam que o risco de ser fiscalizado é pequeno, e que valeria a pena correr esse risco. Sou bastante averso ao risco, mas não é só: pra mim, honestidade não tem preço.

Regina Maria Braga = Ana Regina Casé

Fiquei de boca aberta ao ler o comentário ao post de ontem por parte da minha ex-colega Janaína (aliás, agora é colega economista – iuhu!). Exatamente: as duas celebridades brasileiras que me vieram à mente são Regina Casé, em primeiro lugar, e Ana Maria Braga, em segundo… na verdade, um mix das duas! Claro, também fiquei impressionado com os outros comentários no mesmo sentido, mas foi chocante ver já de primeira uma resposta perfeitamente compatível com o que eu pensava.

Primeiro, isso prova que, embora eu possa ser meio louco por fazer comparações entre pessoas, pelo menos minha loucura é razoável; é uma loucura média que qualquer pessoa poderia ter. Fico mais tranqüilo.

Segundo, isso prova que a blogosfera é mesmo um espaço eficiente de participação do leitor; talvez não de democracia participativa, como eu escrevi no post de ontem, porque a gente não decidiu nada desta vez, mas numa próxima eu proponho algum tópico para uma verdadeira votação. De qualquer forma, obrigado mais uma vez pelos comentários e pela preferência! ;)

Hoje fico por aqui e saio correndo para pegar o ônibus, (1) porque o resultado do post de ontem me deixou muito satisfeito e (2) porque o dia hoje foi puxado (tchê, acordei às 5:20 da matina) e preciso descansar. Para amanhã prometo um post substantivo, tá?

A senhora-propaganda da NetCologne

Uau: depois de receber respostas tão rápidas ao post de sexta escritas por duas das leitoras-comentaristas mais assíduas do BdG me dei conta de que a blogosfera também pode ser um espaço de democracia participativa!

Nesse espírito, quero fazer uma proposta. Vejamos: nuns, sei lá, 83% das paradas de ônibus da cidade de Bonn (eu e meus dados estatísticos tirados da cartola!) está a seguinte propaganda:

Minha irmã Lucila uma vez disse que eu tenho a mania de fazer paralelos entre pessoas que eu acabo de conhecer e pessoas que me são familiares; tipo, “nossa, como Fulana é parecida com minha amiga Beltrana”. Vendo a criatura da propaganda aí de cima com razoável freqüência no meu quotidiano, não pude evitar uma dessas comparações… Talvez ver a foto em tamanho bem menor aqui no blog não tenha o mesmo efeito que vê-la significativamente ampliada nas paradas de ônibus. Mesmo assim, gostaria de saber se alguém entre vocês, leitoras e leitores, tem a mesma impressão que eu.

Está aberta, portanto, a votação: a “senhora-propaganda” da foto acima é a versão alemã de que celebridade brasileira? :D Não vou dizer em quem pensei (na verdade, pensei num mix de duas pessoas!) antes de receber alguns comentários. E, por favor, comentem, né – pelo menos pra compensar meu mico de tirar uma foto dum anúncio publicitário numa parada de ônibus…

Fechando a Semana 3

Quem acompanha o blog já sabia (e quem não acompanha vai acabar sabendo agora, porque vou repetir o que escrevi neste outro post aqui) que eu pretendia entrar no coro da Igreja Protestante Americana que fica aqui em frente ao Secretariado. (Aliás, eu posso até ver a igreja aqui da janela do meu escritório, e ouço de hora em hora as badaladas do sino!)

Fiz um “expediente prolongado” ontem, e às 20h fui direto ao ensaio. Pouco antes de entrar na Igreja já conheci a regente, Margot, uma divertida senhora de uns 60 que é pura animação! Ela logo me disse que estava feliz por eu entrar no coro, que tem vários sopranos, vários altos e… um tenor. Isso mesmo: eu seria o baixo-solo, além de Bendito Fruto Second Edition. O quorum… Bah, depois de três semanas de “legal drafting” não consigo deixar de pôr palavras latinas em itálico! Bonn, voltando: o quorum ;) do ensaio foi bastante baixo, e o colega tenor não compareceu, então além de baixo-solo eu desempenhei o papel de Bendito Fruto The Original interinamente.

A experiência foi ótima – só resta decidir se vou continuar participando! A grande desvantagem não é estar sozinho no baixo; o que pesa mesmo é não poder participar nos cultos (já que nos domingos normalmente não estarei em Bonn!) e ter de voltar pra casa tão tarde às quintas-feiras (ontem cheguei quase às 23h, o que é bastante tarde considerando minha rotina de trabalho e… transporte público!). Quanto ao primeiro problema, i.e. (pronto, estou perdido!), quanto ao fato de que não serei um coralista com quem o grupo poderá contar sempre, a Margot disse que não seria um problema de verdade: se eu quisesse, poderia ir só aos ensaios nas quintas-feiras, e participar dos cultos apenas nos domingos em que eventualmente ficasse em Bonn. O problema, mesmo, é a minha consciência: ela me diz que essa atitude não é muito legal para com o grupo. Enfim, ainda tenho que pensar sobre a conveniência ou não de participar do coro. Pitacos dos visitantes do blog (através dos comentários, SVP) são sempre bem vindos. ;)

Agora, às notícias de hoje, sexta-feira, 25/01: foi o dia que mais se aproximou de algo que se possa chamar de inverno desde que estou em Bonn. Estava até friozinho! De manhã cedo havia bastante gelo nos carros e nas ruas. Dava quase pra vir deslizando, “ice-skating”, da parada do ônibus até o Secretariado (desconte-se, claro, meu típico exagero). Além disso, o céu passou azul o dia todo, com muito sol, contrariando os comentários pessimistas da minha irmã, que diz que na Alemanha nunca tem sol durante o inverno. Eu até vi o sol nascer, de trás das montanhas do lado de lá do Reno!!! Lovely! E aí… passei o dia dentro do escritório. :P

É pena não ter tempo para sair, conhecer mais da cidade à luz do dia, nem mesmo nos fins de semana. Por outro lado, não tenho de que me queixar: o trabalho está cada vez melhor e mais complexo, e meu paper está, digamos, rendendo, surgindo aos poucos, no ritmo planejado. Fecho a Semana 3 pronto pra passear com minha irmã Ca e meu cunha Volker, e voltar a mil pelo Brasil (tudo bem: na verdade, a mil pela ONU) na segunda-feira que vem.

P.S.: Isso não quer dizer que eu não vá postar nada este findi!

O carinha do xerox

Acordei e fui direto à Biblioteca do Centro de Direito Ambiental da IUCN (The World Conservation Union), para coletar e fotocopiar artigos para minha pesquisa. Fiquei lá até as 15:30 e só então vim para o Secretariado – ou seja, passei a maior parte do dia por lá.

O sistema de xerox, tanto aqui no Secretariado quanto na IUCN, é o seguinte: cada um faz por si próprio as fotocópias de que precisar. Eu já conhecia o sistema, mas até hoje nunca o tinha sentido na própria pele. Acontece que a máquina de xerox era supermoderna: mudava suas configurações (magnitude de zoom e tamanho de folha) conforme as dimensões do material que estava copiando. Eu já tinha operado uma máquina de xerox alguma vez na vida (francamente não me lembro quando nem em que ocasião; só sei que foi no Brasil!); porém, definitivamente ela não tinha a metade das funções automáticas dessa que usei hoje.

Moral da história: das 63 cópias que fiz, 51 (uma boa idéia!) prestaram; as outras 12 foram para o lixo (ou melhor, para o bloquinho de rascunho). Suponho que tenha sido ótimo para um principiante como eu – um aproveitamento de 80,95%! (51 em 63 dá isso, pra quem ficou pensando “daonde ele tirou esse número?”.)

Enfim, a experiência serviu para pensar em nunca mais praguejar contra o carinha do xerox, aquela figura curiosíssima que existe no Brasil e que, aqui na Alemanha, se é que existe, está em extinção. Primeiro: praguejar não é uma atitude cristã. Segundo: faz mal à saúde. Terceiro, e principalmente: o carinha do xerox nos faz um trabalho de grande valia!

Guri e blog em boa fase

Recebi ontem um e-mail muito legal de uma colega igualmente muito legal (Lu da pós: é tu!). Entre outras coisas muito legais (hehe, chega!), ela me disse que nunca tinha visitado blogs, mas que veio ler o blog do Guri, depois do meu convite, e acabou gostando.

Foi um prazer enorme saber que estou contribuindo para que mais pessoas se aprocheguem (não pude encontrar palavra mais gaudéria!) à blogosfera! Pelo menos um visitante, meu amigo Bruno, se aprochegou tanto que acabou juntando-se à blogosfera: abriu o Obra Aberta e chamou o BdG de “blog-pai”. Uma honra e tanto pro Guri!

Voltando ao e-mail da colega Lu, vale ainda dizer que foi reconfortante: agora sei que, apesar dos meus longos períodos sem postagem, o BdG ainda continua recebendo ilustres e persistentes visitas. Algumas delas até pretendem me trocar por outros blogs, como o do David Coimbra, mas acabam voltando (Camila da pós: agora é tu!). Pretendo continuar “agradecendo a preferência” da melhor forma possível: postando!

Um pulinho no Palácio da Paz?

Quando cheguei ao Secretariado hoje de manhã o sistema estava fora do ar e fiquei sem Internet até a hora do meio-dia. Percebi (mais uma vez) como a humanidade se fez dependente de Internet, e como isso tem o seu lado triste!

Assim que voltou a conexão, continuei a seleção bibliográfica para o meu paper, tarefa que eu já vinha desenvolvendo mais ou menos desde o início do estágio. Eu precisava pedir o quanto antes os livros e artigos acadêmicos que pretendo utilizar na pesquisa (e que não estão na biblioteca do Secretariado), para para que o Secretariado peça emprestado a alguma biblioteca com a qual tenha convênio. Consegui terminar hoje uma seleção inicial, e mandei a lista para a bibliotecária. Ela deve ter ficado em choque diante do grande número de obras, tanto que nem me respondeu ainda, mas eu não tenho culpa de nada: foram instruções da minha supervisora! ;)

Um dos principais aspectos positivos deste estágio, do qual eu sentirei falta no primeiro dia de aulas na Faculdade de Direito assim que voltar ao Brasil, é o acesso à literatura. Tudo bem, a coleção da biblioteca do Secretariado é bastante rica na área de Direito Ambiental Internacional e, claro, mudança climática. Mas o que eu não consigo obter por aqui eu tenho pelo menos a chance de conseguir na biblioteca da Universidade de Bonn, ou na de Colônia…

E ontem me veio a melhor das idéias: onde no mundo haveria mais livros de Direito (Ambiental) Internacional que a biblioteca da Corte Internacional de Justiça, na Haia, Holanda? Não é assim tão perto daqui, mas tampouco tão longe; além do mais, a CIJ é um órgão da ONU, e como estagiário da UNFCCC eu poderia mais facilmente conseguir um empréstimo. Pra completar, minha irmã foi a trabalho para Rotterdam, na Holanda… hoje!

Cheguei a sugerir a idéia para minha supervisora hoje de manhã, e ela disse que talvez fosse possível dar um pulinho no Palácio da Paz (sede da CIJ) e retirar livros, desde que o Secretariado avisasse com uma certa antecedência sobre a visita do estagiário aqui. Não foi desta vez: não tive a antecedência necessária, e por isso não pude aproveitar a carona com minha irmã. Mas quem sabe até o fim de março…? ;)