Conforme prometi no último post, aí está a “redação superbásica que garantiu minha seleção no concurso para a conferência do clima. Meu desafio é que alguém se atreva a dizer que há nela algo de extraordinário.” E não é um desafio retórico! (Risos)
Não é fácil correlacionar problemas mundiais, como efeito estufa e mudanças climáticas globais, por exemplo, e atividades de um só indivíduo. Por outro lado, não é difícil perceber que é através de ações individuais que se prejudicam populações inteiras. Todos são responsáveis por esses problemas, em grande ou pequena escala, e, por isso, devem contribuir para a criação de soluções, de maneira que o ambiente global não seja afetado e que a continuidade das espécies animais e vegetais, as quais a humanidade deve proteger, seja garantida. Mas como se pode ajudar?
O efeito estufa é um provável aumento da temperatura média da Terra em função do crescimento da concentração de certos gases (como vapor d´água, gás carbônico, metano e clorofluorcarbonos) que evitam a liberação da energia adquirida através dos raios solares. Esse aumento de temperatura poderá causar derretimento de geleiras, aumento do nível do mar e inundação de cidades costeiras. Um exemplo de ação simples que se pode tomar para melhorar esse problema é diminuir o consumo, de forma a evitar desperdícios. O estilo de vida que lamentavelmente é tido como modelo é aquele de que desfruta a maioria dos habitantes da América do Norte e da Europa Ocidental, baseado essencialmente no consumo de produtos que, muitas vezes, são caros à natureza, como a energia elétrica. Segundo o Greenpeace, a produção e o consumo de energia são responsáveis por 57% da liberação de gases de efeito estufa. Os países norte-americanos e alguns da Europa Ocidental, apesar de representarem apenas 6% da população mundial, possuem um consumo de energia per capita muitas vezes maior que o da maioria dos países subdesenvolvidos, que representam 64% da população mundial.
Nos países desenvolvidos e também nos subdesenvolvidos em fase de industrialização, as emissões de gás carbônico causam espanto: ultrapassam, a cada ano, três toneladas por habitante. As principais causas dessas liberações excessivas de gás carbônico e de outros gases estufa, na ordem de importância e depois das atividades relativas à energia, são: o uso de CFCs e de fertilizantes, o desmatamento através de queimadas e as atividades industriais. Além do aumento da fiscalização, evitando as queimadas, o uso da tecnologia é um dos meios de se chegar às soluções, visando produzir energia e combustíveis menos poluentes, reduzindo a emissão de gases e aprimorando as atividades agrícolas. Convém salientar-se que a adesão ao transporte coletivo contribui para diminuir a poluição, uma vez que reduz a circulação de veículos menores.
Enfim, diante desses fatores, as pessoas devem ainda se perguntar: “O que fazer, então?”. Negar a culpa parcial que se tem pelas dificuldades que uma população ou mesmo o mundo inteiro enfrentam equivale a injustamente isentar-se da responsabilidade de ajudar. A palavra-chave para tudo o que foi exposto é: participação. O melhor que se pode fazer é manter-se informado sobre as atividades do Greenpeace e do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, sobre as notícias relativas às soluções até agora encontradas, bem como participar ativamente de campanhas pró-natureza e exigir dos governantes e industriais o respeito às leis ambientais. É, pois, através de ações individuais e de iniciativas regionais que se terá a solução dos problemas climáticos de âmbito global.
